Sexta-feira, 9 de Novembro, 2012


E é uma das poucas compensações no meio da insanidade.

Vê-los regressar, mesmo não existindo obrigação ou ligação formal.

O ocasional (mas tradicional) berro ou ríspido raspanete nunca foi perdido ou dado por prazer sem sentido.

Apenas lhes dou alguma liberdade, algo que nem toda a gente atinge, muito menos consegue replicar.

Em troca sempre pedi – apenas (?) – responsabilidade.

Chegou hoje, por correio, à minha escola, como as restantes comunicações do Tribunal, porque o senhor assistente achou por bem não usar a morada do meu domicílio, embora esteja disponível sem qualquer tipo de confidencialidade.

Já tinha conhecimento do sentido da decisão, mas a forma e o conteúdo são especialmente animadores para quem ainda acha que vale a pena acreditar em alguma coisa.

O meu lamento e compreensão para todos aqueles que, quase sempre na sombra, faziam força para que acontecesse outra coisa. Sorry, suckers!

O Arlindo afirma que para a semana a máquina de spin do MEC lançará cá para fora o estudo sobre o custo médio por aluno e interroga-se se o estudo não terá sido apressado por causa do relatório do Tribunal de Contas.

Eu não sei se terá sido apressada, se não andará a ser atrasada a sua divulgação, tamanhos os sinais que desde Setembro existem sobre as antecipadas conclusões (aquelas que já se sabiam ser antes de o serem). O despacho de nomeação não referia qualquer prazo.

Julgo é que o estudo será divulgado de modo a preparar o terreno para a tentativa de implementação de medidas para as quais o estudo funcionará como suporte alegadamente técnico para medidas políticas que não se conseguem assumir como marcadamente ideológicas, preferidno uma cortina de fumo numérica para a opinião pública em tudo semelhante às dos tempos socráticos, porque os nossos políticos padecem, em número assustador, da mesma maleita.

O que espero? Não apenas um press-release, mas a divulgação de todo o estudo, fontes usadas e metodologias adoptadas para que se possa fazer um adequado escrutínio.

E, em seguida, perceber se o MEC e o Governo fizeram a encomenda certa às pessoas certas. Eu penso que sim, pois nestes casos (quase) ninguém arrica conclusões inconvenientes.

“Precisamos de refundar o regime e rever a Constituição”

O economista e conselheiro de Estado Vítor Bento defendeu, na noite de quinta-feira, numa conferência em Coimbra, a necessidade de “refundar o regime e rever a Constituição”.

Muito interessante a reacção de Margaret Raymond quando lhe disse a dimensão das nossas “unidades de gestão” em Educação. Quando lhe disse que íamos em “unidades” bem acima dos mil alunos, com escolas bem distantes do centro de decisão, o espanto foi evidente pois tinha acabado de dizer que a dimensão das melhores charter schools de Nova York andam pelos 560 alunos.

O conselho dela foi, e cito, para que as serrássemos ( to saw).

O respeito que na Holanda se tem pela Constituição e pelas suas opções, com 100 anos, em particular no que se refere à Educação. São opções diferentes das nossas mas a atitude é interessante pois consideram-se erradas as tentativas para a alterar apenas por motivos ideológicos.

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