Quinta-feira, 8 de Novembro, 2012


Proponho que o ensino profissional vá para as universidades, mas só no âmbito dos mestrados e doutoramentos.

Mas não numa lusófona qualquer! Nem numa independente! Em eduquesas e dependentes é que coiso.

Isto, uma, crónica, é.

Dr. Feelgood, Back in the Night

Servem para, numa promiscuidade total em matéria de interesses envolvidos, quebrar todas as regras éticas imagináveis e exercerem-se vinganças pessoais e de clique.

O desvario vai culminar, a andarmos assim, em charruadas colectivas.

A deslocação do ensino profissional para os politécnicos, com a alegação da falta de condições das escolas secundárias, depois de se mandar parar a construção de laboratórios e outros equipamentos nas escolas secundárias é vergonhosa. Uma coisa era travar os luxos da Parque Escolar, outra fazer isto.

Continuo a afirmar – e cada vez vou recolhendo mais pistas – acerca dos interesses particulares inscritos em certas encomendas feitas, assim como repito que julgo existir em torno do governo, e dos partidos que o formam, a instalação, alimentada com o erário público, de grupos de pressão interessados em desmantelar o aparelho de Estado para se poderem servir a si e às clientelas que representam. Com a manta de assessorias e peritagens especializadas.

Claro que nada disto é novo.

Mas continuo a estranhar que ninguém persiga a pista do dinheiro em estudos e pareceres numa época em que proclama a necessidade de contenção e empobrecimento dos outros.

O que será que receiam encontrar? Rostos concretos? Não apenas empresas?

A olho nu, a partir da província, sendo estranho a tertúlias políticas e académicas, consigo ver com clareza uma parte ínfima do que se está a passar.

Porque será que quase todos os outros fingem que nada se está a passar?

A herança clientelar da entourage do engenheiro não pode justificar o que se está a passar à vista de todos.

Mas deve ter deixado feliz quem partiu, reparttiu e sacou para si o pão que lhe falta, borrando-se para quem fica à míngua.

Não se aplicam aqui os 30 dinheiros, porque não há qualquer traição, apenas gente a tratar da sua vidinha graças a encostanço. Basta ler a justificação do ministro.

Decidiu recompensar os ajudantes, enterrando por completo as escolas secundárias. A vingança dos ramirílios continua.

Politécnicos vão passar a integrar ensino profissional

(…)

Já este ano lectivo, os cursos de ensino profissional, actualmente, leccionados nas escolas secundárias, passarão a ser ministrados também em institutos superiores politécnicos. A notícia foi avançada pelo ministro Nuno Crato, durante a discussão do orçamento da Educação para 2013 na especialidade.

Os politécnicos, com o número de inscrições registados, passaram a ter uma série de áreas críticas, revelou o governante, que apontou uma saída para o problema instalado: “para ultrapassarem estas dificuldades, e por que são extremamente necessários ao País, os politécnicos precisam de coordenar as suas ofertas”, nomeadamente ao “nível do ensino profissional secundário”.

Nuno Crato concluiu dizendo que os politécnicos “têm professores, instalações e conhecimentos que muitas escolas secundárias não têm”.

———- Mensagem encaminhada ———-
De: DGIDC <dgidc@escolas.min-edu.pt>
Data: 8 de Novembro de 2012 15:51
Assunto: Guiões Educação Género e Cidadania
Para: todos@escolas.min-edu.pt

Exmo (a). Senhor (a) Diretor (a)
 
No quadro da educação para a cidadania e com o objetivo de apoiar as escolas e os docentes, foram publicados, pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), quatro Guiões de Educação Género e Cidadania. Estes materiais foram validados pela Direção-Geral da Educação (DGE) do Ministério da Educação e Ciência, que verificou da sua adequação às orientações curriculares da educação pré-escolar e ao currículo do ensino básico.
Os Guiões destinam-se aos 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e à educação pré-escolar e a  sua finalidade é a integração da dimensão de género no sistema educativo, ao nível das práticas educativas, bem como das dinâmicas organizacionais escolares, com vista à eliminação gradual dos estereótipos sociais de género que predefinem o que é suposto ser e fazer um rapaz e uma rapariga.
Pretende-se, assim, contribuir para tornar efetiva a educação para a cidadania, garantindo que rapazes e raparigas se vejam entre si como iguais no exercício dos direitos, em todas as dimensões da vida, e que uns e outras usufruam de uma verdadeira liberdade de escolha dos percursos académicos e profissionais e dos projetos de vida.
Estes Guiões constituem instrumentos de apoio para docentes, e outros grupos profissionais de educação, de todas as áreas curriculares, disciplinares e não disciplinares, e de todos os tipos e/ou modalidades de ensino.
Produzidos por quatro equipas de especialistas em género, educação e formação de docentes, pertencentes a seis instituições de ensino superior, os quatro Guiões foram publicados em suporte livro no período entre 2010 e 2012 e distribuídos por 700 bibliotecas escolares (ainda está em curso a distribuição dos Guiões dos 1ºs e 2º ciclos). Encontram-se igualmente disponibilizados em linha, no sítio web da CIG, em  http://www.cig.gov.pt/ ou da DGE, em http://www.dgidc.min-edu.pt/educacaocidadania/index.php?s=directorio&pid=76
A DGE e a CIG pretendem, no decurso deste ano letivo, monitorizar a aplicação dos referidos Guiões através de um questionário a preencher on line pelas escolas, em dois momentos distintos, novembro 2012 e março 2013, com o objetivo de obter informação, o mais rigorosa possível, sobre o trabalho já realizado pelas escolas no âmbito da problemática do Género e Cidadania e avaliar a amplitude da utilização dos Guiões de Educação Género e Cidadania, bem como do seu impacto nas respetivas escolas.
De modo a reforçar a utilização dos Guiões pelos docentes nas suas práticas pedagógicas, a DGE propõe-se ainda organizar, em 2013, oficinas de formação descentralizadas em cada uma das áreas geográficas das cinco Direções Regionais de Educação, destinadas a docentes do pré-escolar e dos três ciclos do ensino básico do mesmo agrupamento de escolas.
Com os melhores cumprimentos,
 
Lisboa,  8 de novembro de 2012
 
                                                                       O Subdiretor-Geral
 
                                                                          Luís Filipe Santos

Desde logo porque um tipo deve ser moderado para poder moderar.

Muita coisa ficou por dizer, mas não estava ali para isso.

A seu tempo.

Conferências e debate, a partir de 17.30 se o horário dor cumprido,  com transmissão online a partir daqui.

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