… embora não surpreendido com a leitura de um capítulo (não numerado, começa na p. 218 da edição não ilustrada) de um volume de uma História de Portugal de referência, no caso sobre o período final da Monarquia, que nunca me dera ao trabalho de folhear de forma extensiva (a compra foi em saldos, não foi em subscrição).

A adjectivação dirigida aos actores históricos (em particular ao pessoal do PRP, mas também a José de Alpoim e João Franco) parece saída de uma conversa truculenta de café, chegando-se ao ponto de, sem aspas que indiquem uma citação ou expressão algo irónica, se referir à eleição de um deputado republicano como mais uma ciganice do Hintze, expressão de fino recorte e digna de entrar em compita com algumas que ouvi a alguém do outro lado do espectro historiográfico em algumas aulas.

Phosga-se, ainda bem que eu não sou um historiador de referência do regime e que não aprendi esta forma de distanciamento analítico que tantos encómios recebe por aí à laia de enorme qualidade.

Isto não é ser politicamente correcto, nem sequer pretender uma história asséptica mas este tipo de vocabulário que se repete parágrafo sim parágrafo não é, convenhamos, ligeiramente, sei lá…