… a da chamada vinculação extraordinária é uma delas. Se a Fenprof fala em desistência da ideia, a FNE é mais prudente mas não deixa de admitir que:

a verdade é que [aproposta do MEC] não garante a vinculação a título definitivo, nos termos do Código do Trabalho.

Por outro lado, o MEC mantém na sua proposta a obrigatoriedade de todos os docentes que vierem a vincular neste concurso concorrerem, posteriormente, no concurso interno de 2013, a necessidades que ocorram em qualquer escola de todo o Continente.

Para além destes aspectos, o MEC continua a não definir o número de vagas que quer abrir neste concurso extraordinário, nem sequer no concurso interno que ocorrerá no primeiro trimestre de 2013. Estamos, assim, em presença de insuficiência de dados significativos que permitam conhecer a exata dimensão do concurso que se pretende realizar e do número de docentes que venham a vincular através deste procedimento.

Eu percebo que Nuno Crato e João Dias da Silva precisam salvar a face, depois das promessas de um e dos entusiasmos do outro.

Mas desde o início se percebeu que esta era uma manobra política, num momento estratégico, que só foi sobrevivendo a balões de oxigénio até se ir esvaziando de conteúdo.

Pode ser que sobreviva um simulacro, mas nada mais do que isso.

Se preferia não ter tido razão logo que a coisa foi anunciada? A sério que até preferia, desde que isso significasse a vinculação real dos colegas contratados e não uma pseudo-vinculação para alguns que os deixará vulneráveis a uma mobilidade especial e geográfica total.