Sábado, 3 de Novembro, 2012


Spearhead, People in tha Middle

Merkel pede mais cinco anos de esforços

A chanceler alemã considera que a crise da zona euro ainda está longe do fim, pelo que pede aos países membros mais austeridade e reformas estruturais.

Vendem-nos os submarinos e depois chamam-nos despesistas.

Charter-School Management Organizations: Diverse Strategies and Diverse Student Impacts

Test score impact estimates for the average CMO are positive in all four subjects, but they are not statistically significant

Conclusão: há bom, há mau e há do mesmo. Por isso, talvez seja melhor escolher o que funciona bem e não apenas a fórmula global.

O relatório é já de 2012.

Charter School Governing Board Training Handbook

Em especial:

12. Pitfalls to Avoid

De acordo com a primeira página do Expresso de hoje (no qual o SE Rosalino publica um artigo de opinião, o que certamente não será coincidência) estão em risco 50.000 funcionários do Estado para que o valor de 4 mil milhões de euros em cortes na despesa seja atingido.

Não sei se o método será dispensar tudo o que seja contratado, empurrar os mais antigos para fora ou negociar rescisões com a malta que está a meio da tabela e ainda tenha forma de conseguir outra saída profissional.

Vamos lá tomar-me como exemplo médio, actualmente a receber 12 meses a 2000 euros brutos (mais coisa, menos coisa, 1500 deles líquidos). Isto significa 24.000 euros brutos e 18.000 líquidos, valor que não se deve alterar para mais no próximo ano, muito pelo contrário.

Este valor líquido significa que, multiplicando por 50.000, a poupança será inferior a mil milhões de euros e que, em bruto (se maximizarmos a coisa para 13 meses a 2000 euros), dará 1,3 mil milhões de euros. No máximo, 1,5 mil milhões em bruto.

Ora bem… a mim parece-me que…

Mais um que já se rendeu ao trabalho colectivo

O meu problema com esta forma de estar continua a ser o mesmo… se há um projecto que é colectivo e tem adeptos, porque diabos é preciso ir buscar pessoas – que aceitam o convite – que até aí apresentavam, pelo menos publicamente, ideias razoavelmente diversas, das quais abdicam em prol do tal colectivismo?

Mas não há gente de qualidade em quem acredita no projecto de fio a pavio?

E qual a razão para pessoas inteligentes considerarem que, apesar de irem implementar políticas contrárias ao que afirmaram anos a fio, devem aceitar o desafio como se se considerassem providenciais ou os melhores (únicos?) para estes cargos?

O novo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, afirmou esta terça-feira que o Governo vai analisar o relatório do Tribunal de Contas, que recomenda ao executivo para ponderar a necessidade de manter os contratos de associação com escolas privadas.

(…)

O responsável governativo referiu que nesta altura “não há acções prioritárias”. “A política está definida e eu integro-me numa equipa para desenvolver o programa de governo, com o qual me identifico”, disse, à margem da conferência ‘Portugal e o Holocausto – Aprender com o passado ensinar para o futuro’, que se realizou ontem e hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Enquanto presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho defendeu a criação de uma ordem profissional para a classe docente. Questionado se na qualidade de governante irá tomar medidas nesse sentido, o secretário de Estado referiu que as prioridades são outras.

“Continuo a acreditar na autoregulação da profissão docente, não podemos abdicar dos nossos princípios de pensamento, mas há um caminho hoje definido na política educativa do Governo. Veremos o que a nível do Estatuto da Carreira Docente se poderá fazer no futuro, mas ainda é muito cedo para pensar nesse tipo [de] situações. Neste momento, a nossa grande preocupação é conseguir com os recursos que temos proporcionar uma educação com mais qualidade.”

Recordemos João Grancho em 22 de Abril de 2011:

– Defende que devia ser uma profissão de desgaste rápido?

– Apesar de oficialmente a carreira docente ser especial dentro da Função Pública, na prática tem um tratamento idêntico. E as pressões exercidas nos últimos seis anos a nível social e governativo criaram mais dificuldades. As expectativas em torno da profissão são muito elevadas.

– Como superar o problema?

– Reduzindo as turmas para um limite de 20 alunos; dando espaço e tempo para os docentes prepararem aulas na escola; dotando as escolas com psicólogos; dando estabilidade aos docentes, pois muitos não sabem se terão emprego no ano seguinte. Os docentes precisam de sentir confiança de quem governa e da sociedade.

– Com a crise actual não deverá ser fácil as coisas melhorarem?

– Sim, apesar de haver muito por onde cortar, para poder aplicar no essencial. Não faz sentido requalificações de escolas megalómanas. Há que investir mais nas pessoas e menos no cimento, reduzir os pequenos poderes intermédios e dar autonomia às escolas.

Recordemo-lo em 25 de Maio de 2011:

EDUCARE.PT: Depois de mais um concurso de professores, cujos resultados serão conhecidos em agosto, teme que a precariedade da classe docente se torne uma situação incomportável?
João Grancho (JG):
A precariedade é uma situação grave que a classe docente enfrenta, para a qual concorrem vários fatores e que, na minha opinião, não têm merecido a atenção devida. Um desses fatores, talvez o mais relevante, tem a ver com o poder arbitrário da maior entidade empregadora, o Ministério da Educação, que há muitos anos vem tratando as necessidades permanentes do sistema como transitórias, levando a que tenhamos milhares de professores com muitos anos de serviço contínuo ao abrigo duma modalidade contratual anómala – o “vínculo precário sistemático”. Por outro lado, o mesmo Ministério, não dispondo de instrumentos previsionais das necessidades de docentes, cria condições para a proliferação desregrada de cursos de formação inicial de professores, falhando assim na sua função reguladora do sistema.

(…)

E: A redução de horários terá repercussões significativas no próximo ano escolar?
JG:
Sem dúvida. As fortes restrições contidas no despacho definidor das regras e princípios organizadores do próximo ano letivo, a supressão da Área de Projeto no secundário, a redução do número de adjuntos do diretor, a extinção e fusão de escolas e agrupamentos, entre outras orientações, contribuirão, por um lado, para uma diminuição significativa das necessidades de docentes e, por outro, para uma complexificação do trabalho das escolas. Porque já não será possível exigir mais dos professores, estou em crer que muitas atividades não serão realizadas por falta de recursos humanos.

(…)

E: A ANP congratulou-se com a suspensão do modelo de avaliação da classe docente que, no entanto, acabou por se manter depois dessa revogação ter sido considerada inconstitucional. O que contesta nesse método e o que poderia ser diferente?
JG:
Na verdade tínhamos esperança que a suspensão do modelo de avaliação abrisse espaço à reflexão que faltou sobre um sistema de avaliação que enformasse a construção do modelo ou dos modelos a implementar nas escolas, após a necessária e indispensável experimentação e validação.

Quanto ao que poderá ser diferente, entendo que se deveria separar a dimensão pedagógica da dimensão administrativa: a primeira cuidará de perceber e fixar o que avaliar, como avaliar e quem deve avaliar; a segunda cuidará de saber as eventuais consequências administrativas da avaliação, designadamente no plano da gestão das carreiras. Esta distinção é fundamental, desde logo porque permite diferenciar quem, por reconhecida competência científica e pedagógica, deve participar na conceptualização e construção do sistema e do(s) modelo(s) e quem deve participar no processo de negociação dos seus efeitos administrativos.

Como estamos novamente num processo de congelamento de promoções e progressões, que durará seguramente pelo menos três anos, bom seria que se aproveitasse esse hiato para construir algo exequível, eficaz e justo.

(…)

E: O que, na sua opinião, deveria ser revisto no Estatuto da Carreira Docente?
JG:
Continuo a defender exatamente o mesmo que venho defendendo há anos. Assim, uma revisão do atual Estatuto da Carreira Docente deveria permitir a construção de um verdadeiro Estatuto Profissional Docente que acolhesse como ideia estruturante um código deontológico da profissão e um corpo de normas de exercício comuns a todos os docentes de todos os níveis e graus de ensino. Um estatuto único, portanto, que passasse a representar, para quem exerce ou se proponha exercer a profissão docente, um quadro de referência profissional acima e para além de conceções políticas ou ideológicas, por corporizar o fulcro do compromisso e da responsabilidade individual e do coletivo docente para com a sociedade e a educação genericamente consideradas e para com os alunos e as escolas em particular.

(…)

E: Teme que a instabilidade política, que naturalmente se reflete na educação, comprometa o arranque do próximo ano letivo?
JG:
Algum reflexo terá, mas tudo dependerá dos propósitos de quem formar governo. Se a lógica for a de procurar ultrapassar divergências e tensões latentes nas escolas e no seio dos professores através de um diálogo honesto, construtivo e consequente, os reflexos serão mínimos. Todavia, se se porfiar no caminho e na atitude que têm caracterizado os últimos anos, temo que as consequências possam ser desastrosas.
Considero, sinceramente, que não é possível manter por muito mais tempo este clima de conflitualidade e de distanciamento entre governantes e governados. É necessário reabrir espaços de cooperação e de entendimento entre os atores educativos, em especial entre professores e tutela educativa. E isto é tão mais importante quanto é sabido que as escolas e os professores, através dos seus alunos, serão das primeiras instâncias a sentir e a enfrentar os impactos da crise social e económica que vivemos.

não é segunda-feira que vai começar a Nova História da Educação entre nós?

O IEFP desenvolve desde 1984 a formação em alternância (modelo com as bases do sistema dual alemão) no âmbito do sistema da Aprendizagem.

São décadas de desenvolvimento de um modelo de formação de dupla certificação (DUAL), de relevante mérito social para muitas dezenas de milhares de jovens que por esta via obtiveram uma qualificação, e de grande importância para a atividade económica e para as empresas pela qualidade dos recursos humanos que foram postos à disposição.

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