Senhor Presidente, é muito pouco, o que tem feito!.

 

Num tempo em que a falta de esperança a quase todos nos atingiu. Em que não conseguimos, velhos ou novos ter , nem fazer planos de vida a um mês, –  a um mês, convém repetir,-  para “a vida” neste País, é muito pouco o que V. Exa tem feito, ou deixado de fazer.

Claro que pode sempre alegar que não tem poderes. Mas, hoje, “isso” já não chega.

Tem V. Exa um staff muito grande que trabalha em torno de V. Exa e para justificar a existência da Instituição Presidência da Republica, tem – também –  V. Exa uma experiencia de longos anos na politica ativa. Tem por certo V. Exa a noção, mesmo que não ande no meio de nós “população” que “isto” vai de mal a pior.

Sendo certo que não compete ao Presidente fazer-se Governo. Não lhe compete governar  – diretamente – o País, mas,  por certo não chega ficar esperançado que tudo se resolva por si, e depois aparecerá a dizer qualquer coisa. Ainda para mais sendo V. Exa de formação: economista.

Ainda para mais sentindo-se que vamos rebentar pela certa, se a vontade for de assim continuar. O País está falido? Talvez. Fizeram-se muitos disparates nos últimos 30 anos? Concerteza! Este nosso País já tem histórias de disparates e falências parecidas? Claro que sim.

Mas hoje, se tudo rebentar o sofrimento de todos será muito mais agudo, e não terá reparo nos anos próximos. E se já não se pode planear o amanha, vamos perder a esperança em décadas futuras! E a Instituição Presidência da Republica como tudo o resto irá desmoronar-se, ficando sem espaço , nem necessidade de existir.

Pela População, pelo País, pela Instituição Presidência da Republica, por V. Exa, tem  V. Exa que actuar.

Tem que , por muito que lhe possa custar, por muito que não seja a vontade de V. Exa neste tempo, fazer, e não esperar que algo  mais que seja feito, dado que depois já não terá oportunidade. E por favor, por muito moderno que ache que possa ser, não é via facebook que nos fala, que nos dá recados e que para outros envia mensagens. É no terreno, é cara a cara, com todos os riscos que possa correr ao faze-lo. Tem que arriscar!!! É hoje um dever, uma obrigação!

Se nada for feito, vamos acabar-nos, e a história julgará  este tempo muito mal. E todos viveremos horrivelmente as próximas décadas. Avós, pais, filhos, netos , todos, todos, todos!!!!

Obrigado, pelo menos por sentir que estamos todos a mal nos sentir, cá por baixo..

 

Augusto Küttner de Magalhães

Outubro de 2012