Terça-feira, 30 de Outubro, 2012


Ultravox, Hymn

O dia de hoje foi de revolución o muerte.

Palpo-me e ainda estou vivo.

… é uma inaceitável pressão corporativa. Já os telefonemas de meia dúzia de gestores do dinheiro alheio são coisas normais em democracia.

Mas, afinal, quem seria o Ulrico sem o dinheiro dos depositantes e os encostos ao Estado Central?

 

Vá-se lá entender isto. Se a coisa é impraticável, que tal demonstrá-lo, em vez de já se começar com paninhos quentes e queixas de corredor?

E pelo que percebi é generalizado.

Estradas de Portugal: presidente tem ações das concessionárias

António Ramalho desvaloriza detenção de títulos das empresas com quem está a renegociar contratos de concessão em nome do Estado.

O Negócios analisou a evolução da despesa de cada ministério sem os gastos com pessoal, com o objectivo de anular o impacto da reposição do subsídio de Natal dos funcionários públicos. Um exercício que revela um corte na Educação cinco vezes maior do que mostra o orçamento.

Seria útil informá-lo que o Filípides ou Feidípídes morreu ao chegar.

Parece que este meu velho (c. 20 anos) trabalho para um seminário do Mestrado em História Contemporânea deu origem (para além de um par de artigos meus, um em obra colectiva e outro numas actas) a uma tese alheia publicada o ano passado em letra impressa.

A confirmar-se (acabei de encomendar a coisa online e largar mais de 17 euros com o envio) aquele que me dizem ser o orientador vai relembrar-se de mim, se é que não foi isto e isto que o fizeram falhar no devido apoio ao seu orientando, até por serem instituições onde o dito cujo colabora com regularidade.

Muito estrilho, pouco conteúdo.

O habitual, portantosssss….

 

(c) Antero Valério

As indestrutíveis PPP

Sempre que um político bramir a promessa de uma guerra às PPP, engavete-o no arquivo das falácias. Ele ou está iludido ou está a iludi-lo. O que se passou nos últimos anos foi uma vergonha, denunciada e persistente, mas o mal está quase todo feito. Quem tinha de enriquecer já enriqueceu. Quem tinha de empobrecer… empobrecerá ainda.

A Europa vai implodir se as populações não se unirem

A cada dia que passa mais fácil é de entendermos que a Europa vai a caminho, a passos de gigante, da total desagregação.

Desde ódios íntimos entre os países do Norte e os do Sul, e estes e aqueles, até vontades de independências, no que até aqui considerávamos países unidos dentro da Europa. Vale tudo!

Ou seja, Espanha vai criar vários Estados independentes, o Reino Unido vai ver fugir-lhe a Escócia, a Bélgica vai-se partir a meio, a Itália, e por aí adiante.

E teremos uma vez mais uma Europa dividida, alicerçada em ódios antigos a renascerá, que irão destruir-nos até tudo ficar sem conserto.

Os supostos países incólumes a este panorama, não deverão sentir-se tão seguros, como se possa imaginar, quando tudo se está a poder dividir, fraccionar. Países que também já tiveram internas desuniões, não esquecer!

Fala-se claro – aqui – da Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia. Quando tudo se começar a desintegrar, não haverão dois a quarto Oásis no meio do deserto, tudo se irá desfazer.

Sem podermos utopicamente pensar – uma vez mais – que tudo poderia ser maravilhoso, se todos fossemos muito bonzinhos e nos entendêssemos – não é, não é! – uma vez que as diferenças entre nós – Europeus – terão sempre que existir, por certo deixarmos “isto” cair num buraco sem fundo, não será a solução.

Já não se trata unicamente de nos mantermos democráticos, antes será de acreditarmos que com as nossas indispensáveis diferenças, temos que desde já nos entender, num espaço que só sobrevive – hoje – se unido. Cabe, agora, mais às populações de cada país – como estes ainda hoje existem – fazer-se bem mostrar às outras. Mas não à pancadaria, em manifestações a tudo partir! Caberá a cada população fazer passar as suas qualidades e virtudes, aos outros. Dar-se a conhecer. Dar-se a saber.

Já não chega os representantes – políticos!!!!! – reunirem-se em salas com ar condicionado., chegando em bons automóveis, e saindo na mesma! Não sabem o que estão a fazer. Ou não sabem fazer melhor, ou não sabem admitir a sua incapacidade!!!

Terá que ser cada cidade de cada país a fazer-se dar a conhecer a outras de outros países. Ainda para mais, em tempos de tao fácil comunicação, sem ter que muito gastar, fazer-se mostrar sem filtros, sem intermediários.

Norte para Sul, Sul para Norte, Este para Oeste, Oeste para Este e até dentro de cada País, para todos os países serem – sermos – uma união dentro de uma Europa antes da desagregação, mesmo com um Premio Nobel da Paz!!! Não somos os EUA, mas temos que fazer mais para não sermos os desunidos – em guerra- da Europa, outra vez!.

Augusto Küttner de Magalhães

Outubro de 2012