… muitas decisões passam por opções política a que se colocam cosméticas estatísticas.

Afinal, construir os estádios do Euro 2004 foi uma opção racional do ponto de vista económico-financeiro?

Nacionalizar o BPN foi uma decisão economicamente racional? Não se revelou um sorvedouro de dinheiros públicos e um negócio ruinoso em que a própria CGD se viu envolvida à força?

Ou privatizar empresas do sector energético, estratégicas para alguma autonomia nacional? Os lucros pontuais gerados na operação compensarão a médio prazo?

E como estes casos há muitos outros.

Números, quando são usados de uma forma sofista, com comparações entre realidades dificilmente comparáveis, na base das médias, prestam-se a todas e mais algumas análises, em especial com dados que já não correspondem à realidade presente e apresentam páginas e páginas de ressalvas metodológicas.

É uma ferramenta interessante, mas tão só isso. Não a deitaria fora, mas não a ergueria como argumento definitivo num debate.

O essencial passa por opções de tipo político-ideológico.