O Afonso Costa conseguiu, mas já sei que ele, o Rui Ramos e o Pulido Valente não consideram que se vivesse em democracia.

O que, por outro lado, o poderia seduzir…

“Em democracia Portugal nunca conseguirá controlar a despesa”

Tentativas de corte de despesa esbarram sistematicamente na circunstância de haver “muitas pessoas boas que vivem à custa do Estado”. Desta feita, diz, foram os juízes que se atravessaram ao comprido. “Foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país”, acusa o professor de Economia da Católica.

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Colunista regular do “Diário de Notícias”, o professor de Economia da Universidade Católica revisita hoje crises passadas para concluir que a incapacidade em controlar a despesa pública “não é pontual”, sendo “um traço estrutural português só resolvido em ditadura”. “Aliás hoje não faltam os que acusam estarmos já nessa situação, a “dividadura” das imposições de Finanças e troika. Imposições que, afinal, não reduzem a despesa!”, acrescenta.

Até pode ter razão numas coisas, mas a verdade é que para ele a despesa é sinónimo de funcionários públicos, pensionistas, desempregados e doentes.