Mas é melhor preveni-la do que remediá-la.

Querem cheques-ensino? Querem co-pagamentos na Educação?

À moda liberal?

Então comecemos por fazer o seguinte…

Acabemos com os financiamentos por grosso, com base no número de turmas com contrato de associação, e entreguemos o cheque-ensino directamente às famílias para que o apliquem na escola privada que quiserem, da sua escolha, mas façamo-lo de acordo com a lógica fiscal e de concessão de abono de família do Governo: só há cheques da totalidade do valor para quem tiver um rendimento abaixo de 3000 euros anuais, cheques com 75% para quem tiver rendimentos entre 3000 e 6000 euros e 50% para quem receber entre 6000 e 8000 euros.

Acima dos 8000 euros… frequentem a escola pública ou paguem a opção do seu próprio bolso.

Admito diferenças, de detalhe, no caso de famílias com mais de 3 filhos ou para crianças portadoras de necessidades educativas especiais na versão restrita da lei.

Acho que o liberalismo é isto.

Socialismo é dar por igual a todos, sem atenção às diferenças, acabando a promover maior desigualdade, visto que os mais desafogados poderão sempre – ao receberem o cheque universal – pagar as propinas mais elevadas que os colégios do topo dos rankings exigirão.