Sexta-feira, 19 de Outubro, 2012


sou contra
o nascimento
dos poetas
no seio
de quem
celebra apenas
a sua morte

os poetas são ilhas
rodeados de imbecis
por todos os lados
e inatingíveis

ilhas desertas
para o comum de vós
que agora já sois intelectuais ao quadrado
é turismo

[]

Talking Heads, Stay Up Late

Liquidambar.

… acabará por certo anoréctico.

Dizem querê-lo magro, mas é para os outros e depois de o terem sugado até às últimas gotas. Falo dos liberais nacionais de aviário, claro.

E é sempre interessante que quem quer despedir tantos funcionários, afinal, tem falta de gente.

Nada como incompetentes para precisarem de se rodear de assessores às dezenas.

Governo nomeia 17 novos adjuntos e especialistas

 

Não há palavras para tamanha flexibilidade orgânica

Despacho n.º 13608/2012

O Decreto-Lei n.º 14/2012, de 20 de janeiro, definiu a missão, atribuições e modelo de organização interna da Direção-Geral da Educação (DGE) do Ministério da Educação e Ciência, tendo por sua vez a Portaria n.º 258/2012, de 28 de agosto, no desenvolvimento do previsto naquele decreto-lei, fixado a sua estrutura nuclear, bem como as respetivas competências e estabelecido, nos seus artigos 8.º e 9.º, o número máximo de unidades flexíveis e matriciais deste serviço.
Por outro lado, de acordo com o previsto nos números 5 e 2 respetivamente dos artigos 21.º e 22.º da Lei n.º 4/2004, de 15 de janeiro, na sua redação atual, é atribuída ao dirigente máximo dos serviços a competência para constituir, por despacho e dentro da dotação previamente estabelecida, as unidades orgânicas flexíveis e as equipas multidisciplinares da DGE integradas por funcionários do quadro da DGE ou nela em efetividade de funções.
Assim, ao abrigo das citadas disposições da Lei n.º 4/2004, de 15 de janeiro, e dos artigos 8.º e 9.º da Portaria n.º 258/2012, de 28 de agosto, determino o seguinte:

1 — São criadas no âmbito da Direção-Geral da Educação as seguintes unidades orgânicas flexíveis:
1.1 — Na dependência da Direção de Serviços de Desenvolvimento Curricular (DSDC):
1.1.1 — A Divisão de Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico (DEPEB);
1.1.2 — A Divisão de Ensino Secundário (DES);
1.1.3 — A Divisão de Educação Artística (DEA);
1.1.4 — A Divisão de Material Didático, Documentação e Edições (DMDDE).
1.2 — Na dependência da Direção de Serviços de Projetos Educativos (DSPE):
1.2.1 — A Divisão de Desporto Escolar (DDE).
1.3 — Na dependência da Direção de Serviços de Planeamento e Administração Geral (DSPAG):
1.3.1 — A Divisão de Gestão Orçamental e Patrimonial (DGOP);
1.3.2 — A Divisão de Recursos Humanos (DRH);
1.3.3 — A Divisão de Sistemas de Informação e Infraestruturas Tecnológicas
(DSIIT).
2 — As unidades orgânicas flexíveis criadas no número anterior têm o nível orgânico de divisões.

Só em novo papel timbrado é uma fortuna.

que provam que coiso. Só falta saber o nome de quem os fez para perceber se os resultados não estavam definidos à partida.

Resta saber se a diferença em Portugal é maior apenas porque no sector privado se praticam salários miseráveis ou se é porque na função pública toda a gente é milionária.

Faltou detalhar esse pormenor… aliás, é sempre comovente detectar o que não é dito nestes “estudos” que surgem sempre em calendário conveniente e por mãos amigas.

Se os salários da função pública fossem nivelados pelo sector privado, o Estado pouparia 3 mil milhões de euros por ano, mesmo tendo em conta que o sector emprega maior número de licenciados que as empresas. Isto teria um impacto significativo no produto interno bruto (PIB), só por essa via. Na realidade, o vencimento de um jovem licenciado solteiro em início de carreira no privado não ultrapassa hoje na esmagadora maioria dos casos os 600 euros líquidos mensais, quando não é menor, enquanto um contratado não profissionalizado e não licenciado no ensino público ganha 736,91 euros líquidos, estando nas mesmas circunstâncias pessoais. Com outra diferença significativa: no Estado o horário de trabalho é de 35 horas semanais, enquanto no privado é de 40, não pagando a esmagadora maioria dos empregadores, sobretudo ao nível das PME, horas extraordinárias.

Tendo em conta dados cruzados da New Cronos, do Eurostat, da MGI, da OCDE e os dados estatísticos nacionais, no ano passado o diferencial entre os salários públicos e os salários privados, numa média não ponderada entre diferenciais masculinos e femininos, foi de 51,1% contra o segundo país do ranking, a Irlanda, onde essa diferença é de 36,9%. Muito, mas mesmo muito longe da Alemanha, onde os vencimentos públicos e privados apenas diferem 7,3%, da França, com um hiato de 11,2%, e mesmo da Grécia, onde depois do programa de austeridade imposto pela troika o gap foi reduzido para 16,2%.

É preciso refazer as contas” do programa de ajuda financeira

Para Nuno Melo, os erros assumidos pelo FMI nas previsões sobre o impacto da austeridade devem levar a uma reavaliação do programa de ajustamento. Mas defende que a iniciativa deve ser da troika para todos os países intervencionados

E as declarações de viva voz foram ainda mais torpedeantes, relembrando os episódios da TSU e IMI, para os quais reclamou o protagonismo do CDS nos recuos governamentais.

1 – O CDS votará o Orçamento de Estado considerando que Portugal não pode ter uma crise política que agravaria, ainda mais, a situação económica e social extremamente sensível que o nosso País atravessa.

(…)

O CDS sabe ainda que a inexistência de um Orçamento constituiria, em si mesmo, incumprimento dos compromissos estabelecidos com os nossos credores. Face a este quadro de referência o CDS deve colocar acima de tudo o seu dever de responsabilidade perante o País.

3 – Em coerência com o esforço feito dentro do Governo, e em articulação no quadro da maioria, o Grupo Parlamentar do CDS contribuirá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo.

Interpelação de Telmo Correia leva Gaspar a aferir posição oficial do FMI sobre efeitos da austeridade

Passos Coelho critica Hollande por revelar debates dos líderes

 

 

… mas (re)começa a ser demasiado esquisita a promiscuidade entre assessorias a organismos do Estado ou grupos parlamentares e a apresentação de estudos que se pretendem independentes.

Fazer carreira está difícil, assegurar os rendimentos também, mas… estamos no mesmo terreno pantanoso do socratismo-abrantino.

não, não foram apenas os marcianos

Initial vocational education and training (IVET) in Europe

Mas nós semos descobridores…

Nem na Índia

 

Seeking Aid, School Districts Change Teacher Evaluations

Florida Officials Defend Racial and Ethnic Learning Goals

Apenas para efeitos de registo…

… conseguem ver mais longe.

Consumos de álcool e droga aumentam aos 14 anos

1/4 dos alunos do secundário embebedaram-se em 2011

Mexia quer saber para que serve a CGD

Quanto à CGD serve para dar emprego a economistas liberais. Em especial os que exibem um certo spleen… e ameaçam pirar-se.

Mas descobrem que o melhor é beberem da teta do Estado que afirmam abominar.

… qualquer pessoa deveria pagar para poder ter o prazer de trabalhar para ele.

Aliás, esta malta só acha que o Estado gasta demasiadop quando está a pagar aos outros. Se for aos bancos ’tássse bem, Yô!

Ulrich: Estado podia pagar a desempregados para trabalhar no BPI

Banqueiro defende que seria melhor do que mantê-las inativas em casa e sem esperança. «Aprendiam e valorizavam-se, era bom para a carreira», diz.

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