Terça-feira, 16 de Outubro, 2012


Cocteau Twins, Heaven or Las Vegas

Os que empatam ganham sempre. Demasiado.

 

Comprem, comprem cachecóis, vem aí a ausência de calor!

Pareceu-me ver ali uma subliminaridade no jogo dos sportéms. Diz que a publicidade de quem pode provocar a crise pagará a crise com cartão…

O sportém irlandês-nortenho está melhor do que o sportém proto-guês do Sul, tirando os penteados, as tatuagens, os prémios honoris pausa, os brincos floripes e tudo.

Acho que há muito pouco verde neste equipamento de Portugal. Mesmo sendo contra a Irlanda, mitiga-me a esperança.

Espero errar.

…Portas quando fazia sentido…

O link é do próprio canal do CDS no Youtube.

Todo este discurso é actual e antológico.

EM DEFESA DA MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DO JORNAL PÚBLICO E DOS PROFISSIONAIS QUE FAZEM DELE UM JORNAL DE REFERÊNCIA NACIONAL

Fiquei com o nº 1207.

Se sim, aqui vai:

Haverá coisas mais estapafúrdias, mas não tenho verba que chegue – nem sou socialista de Clio.

 

(c) Antero Valério

Que em tempos foi senhor.

Todas as santas manhãs de 3ª feira e também de 4º. ocasionalmente à tarde ou à 5ª feira. Vou anotando o dia, registando a hora. Em tempos, gravando. Quiçá, gravando de novo quando se decidir atender de novo a criatura.

Informou-se horários através do polvo lamacento, acredita ter descoberto quando pode expelir a bílis que lhe vai na alma. Tem tempo disponível, maus hábitos que nenhuma forma de educação pode apagar. Odeia, é incapaz de tolerar a diferença. Não sabendo construir, sendo estéril, tenta destruir o alheio.

Vive infeliz. Tenta que outros também o sejam.

Mas já deveria ter percebido que a(o)s embuçada(o)s e a(o)s lambe-selos andam ao engano e a enfiar barretes em si mesma()s, pensando enfiá-los aos outros.

Mas com um pouco mais de esforço, bastando esticar-se um pouco mais, ainda se lhes rebenta a surpresa nas mãos.

A estratégia do ataque pessoal, familiar e profissional, típica de certos quadrantes, só funciona quando é novidade e inesperada.

Quem avisa, amigo é… porque…

Fica por aqui: Rel-OE2013.

Embora a indignação seja agora mais forte do que já foi quando o agravamento da carga fiscal se fez – em nome de um alegado corte da “despesa” – só em cima dos rendimentos de alguns.

IRS agrava tributação de famílias de mais baixos rendimentos

As simulações parecem inequívocas. As mexidas no IRS para 2013 penalizam todos os rendimentos, mas agravam mais as famílias de menores rendimentos, aumentando as desigualdades sociais. Vai ser um tema polémico. Se o IRS não contribui para combater as desigualdades sociais, não será contrário ao espírito da Constituição?

Não digam a ninguém, mas…

… este Orçamento vai correr mal. Ninguém acredita nele, nem quem o faz. Mas shiu, parece que isso não pode ser dito alto, piscamos os olhos uns aos outros mas não dizemos nada. Hoje há OE, hoje temos a angústia do guarda-redes no momento do penálti, hoje vamos discutir o indiscutível mas só uma coisa não tem alternativa: insistir em vez de desistir. Insistir na mudança. Não seremos nós, será o tempo a rasgar o OE.

Recebido o primeiro texto, contactei o visado para replicar, caso tivesse esse interesse. Foi o que se passou, pelo que coloco aqui os dois textos.

Caro Guilherme Valente,

Há duas espécies de pessoas que escrevem na Comunicação Social sobre a Educação. Os completamente ignorantes e os semi  ignorantes.  O Guilherme Valente é um semi ignorante.  Pode crer que é um elogio. Eu  sou outro.  Temos capacidade crítica e ideias acertadas sobre vários assuntos (mas não certamente sobre todos).  Somos capazes de apresentar propostas, algumas bem válidas (mas sistematicamente ignoradas por quem decide).   Conhecemos muito bem alguns sectores e alguns períodos do nosso sistema educativo mas estamos, talvez, um bocado desactualizados.

Assim, é normal que neste texto sobre o seu artigo ontem publicado na página 32 do “Expresso”, me refira ao que escreveu sobre um período já  bastante antigo. Nas linhas que nele escreveu sobre sobre a Educação no pós 25 de Abril  mostrou estar mal informado, ser  injusto e, pior, deu uma achega  para a manutençao de uma desinformação generalizada que continua a ser francamente  nefasta.

Peço-lhe, assim, que se informe melhor e, em particular que leia o texto: “Contributo para a História da Educação durante os Governos Provisórios”,  publicado nas páginas 9 e 10 do 2º número do “Jornal República ” de que lhe farei chegar um exemplar.

Com respeito ao presente e ao futuro, devo dizer-lhe soube que publicou recentemente um livro sobre a Educação.  Não o vou ler agora. Mas, se levar para diante o projecto de publicar em 2013 ou 2014 um livro sobre a Educação, não o farei sem ler muito atentamente este seu livro, e não deixarei de registar que o Guilherme Valente teve uma  influência significativa sobre a Educação em Portugal com a edição de livros de elevado valor científico que só tenho pena de ver quase desaparecidos das livrarias.

Terei bastante gosto  se o “Expresso”, ou qualquer outro jornal  publicar  este texto.. Em qualquer caso, ele será noticiado no próximo número do “Jornal República” em janeiro e ficará arquivado nos seus arquivos eléctrónicos.

O Guilherme Valente poderá, naturalmente, dar continuidade ao assunto em iguais condições, se o desejar.

Por hoje, subscrevo-me, com estima e consideração

António Brotas

Senhor Professor António Brotas:

Muito obrigado pela atenção que deu ao meu texto a que o Expresso entendeu dar uma visibilidade a que eu, aliás, não me atrevera a aspirar, por se tratar de uma resposta, naturalmente sintética, a carta de outro Amigo, que igualmente estimo. Muito obrigado  também pela atenção comigo que a sua carta manifesta.

Gostava, no meu livro, que lesse um texto intitulado “Sottomayor Cardia, pioneiro do anti-eduquês”. Se o ler,  verificará que a generalização que faço com a expressão  “a educação depois do 25 Abril” refere-se ao domínio do ME pela ideologia e pelas teorias pedagógicas irracionalistas que designamos com o termo eduquês e à devastação que o seu instalado domínio e progressiva imposição totalitária à escola, nomeadamente à formação de professores, determinaram. Mas, como talvez possa concordar, até poderia alargar essa minha expressão a mais  manifestações do que aquela a que me tenho referido e quis referir na minha carta  ocorridas na sequência do nosso 25 de Abril, do 25 de Abril que, pelo menos a mim, me roubaram.  Julguei, erradamente, reconheço,  que se percebesse, e quem me costuma ler terá, seguramente, percebido.

Quanto à minha ignorância, que é de facto enorme, não era preciso  ser menor para eu ter consciência da hecatombe educativa (até me custa usar o termo, educativa…),  que é mais do que visível e está objectivamente documentada em vários registos.  Bastou-me, para a ter visto e ver,  querer ser um homem livre. E quero, e  sempre quis. Nem foi mesmo preciso a alguma familiaridade, que tenho a obrigação de ter, com a história, a ciência política e até a sociologia (a que, confesso, acho pouca graça) e, sobretudo, com a filosofia,   para  lhe ter vislumbrado a etiologia,  percebido os propósitos, compreender as razões do seu êxito, gerais, no Ocidente, e específicas entre nós.

Claro que depois do 25 de Abril houve coisas boas na educação, e não terei qualquer hesitação em atribuir ao Senhor Professor  António Brotas boas realizações, ou, pelo menos, bons propósitos, quando exerceu as funções de Secretário de Estado de um dos governos  de Portugal. Mas onde estão hoje essas coisas boas ou propósitos? O que lhes aconteceu? Essa é a questão.

Guilherme Valente

 

Outro bom trabalho de comparação, em que se percebe claramente que, em termos globais, o contexto socio-económico conta muito…

PÚBLICAS VIRTUDES, VÍCIOS PRIVADOS

Deficiente profundo transferido de uma escola de ensino especial continua sem professor, sem escola e sem apoio.

Antiga professora cria movimento de reformados e pensionistas.

A gestão é privada, os dinheiros são, na totalidade ou em parte, públicos pelo que as regras devem ser, em diversos aspectos, próximas das escolas públicas, em especial no acesso.

O João Pereira fez a tabela do seu desempenho nos rankings (versão do Público). Como é fácil constatar, só 1 está no top 20 no 9º ano e 2 no Secundário.

É preciso explicar melhor que o “problema” não está na gestão pública ou privada, mas nas regras que são seguidas, ou não?

O Ministério da Educação vai ter em 2013 uma verba semelhante ao que irá gastar este ano, cerca de 6.700 milhões de euros, de acordo com a proposta de Orçamento de Estado (OE) entregue hoje no Parlamento.

O valor previsto equivale a quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB), tal como no ano passado, e tem o valor exato de 6.753,5 milhões de euros, mais 20 milhões do que a despesa prevista com educação para este ano, prevê o texto entregue pelo ministro das Finanças na Assembleia da República.

Em 2011, o Estado gastou mais 1.125 milhões (4,6 por cento do PIB) no setor da educação do que conta investir no próximo ano.

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