Segunda-feira, 15 de Outubro, 2012


The Clash, Bankrobber

Quero sentir-me presidenciável ou, no mínimo, primeiro-ministeriável

… a debater com o Arnaut. Será que recebem por tamanho pastelão?

Ministério confirma ilegalidades e vai repetir concursos em ofertas de escola

… espremer doentes, desempregados, aposentados, mortos e mortos-vivos (funcionários públicos), obrigados a pagar as despesas feitas pelas clientelas do PS com a benção do PCP e Bloco e  a consultoria de escritórios de advogados do PSD e CDS.

Eu sei que o voto e tal, mas não justifica.

Lá dentro só Mota Amaral merece respeito completo. E não falo só de laranjas. Se todos os crentes fossem como ele, eu seria também. Ou pelo menos um ‘cadinho.

O socas continua d’armani.

  • Jornalista – Senhor ministro, gostaria de lhe fazer as seguintes perguntas… blá, blá, blá.
  • Gaspar – Muito obrigado pelas suas perguntas. A primeira vai ser respondida pelo senhor secretário de Estado.
  • Rosalino – Muito obrigado, senhor ministro. Blá, blá, blá.

E agora fala-se em calibração, magnitudes e multiplicadores. Cenários e exercícios. E assim não tem resposta. E a seguir o secretário pede para falar porque tem a resposta e está tudo previsto. Dahhhh…

Vítor Gaspar está a dizer que só é ministro porque quer retribuir o grande investimento que o país fez na Educação dele.

Não é genial, nem sequer especialmente elaborado.

Mas tem sido difícil ao MEC descobri-lo, ou assumi-lo, a sós ou com companhia, pelo que eu o vou apresentar aqui, já que – por motivos de ordem pessoal – não o poderei ir afrontar directamente no dia 20 num ambiente em que seria bem recebido.

Considerem, portanto, este como um contributo meu, gracioso, para desenrolar o nó.

Alegando a necessidade de diversificar as ofertas formativas para os alunos com insucesso escolar e procurando aproveitar a onda de desânimo entre os professores perante certas realidades quotidianas, O MEC e os seus peritos e especialistas irão apresentar um sistema que se afirma dual, virado para a economia e o trabalho, no sentido de enquadrar os alunos que, segundo muita gente, não anda a fazer nada na escola.

Pelo que… devem seguir uma via profissionalizante ou vocacional.

Que verá deslocada grande parte da sua carga horária para a tutela do IEFP ou, por outras palavras, do Ministério da Economia. O que significa que desaparecerão muitas horas lectivas nas escolas públicas tradicionais mas aparecerão nos centros de emprego, o que poderá constituir um interessante mecanismo de mobilidade especial de horários disponíveis.

Entretanto, a operação de engenharia profissional do Verão que passou permitiu perceber até que ponto muitos directores – por proselitismo, fé ou medo – serão capazes de emagrecer os seus corpos docentes desde que devidamente mobilizados ou pressionados. O número de contratados foi muito reduzido graças à contracção do currículo e, por outro lado, deu para fazer uma avaliação do nº de quadros que poderão ser empurrados para a aposentação a curto prazo com o receio o progressivo aumento da idade para a dita nos próximos anos.

Isto significa que o MEC poderá estar em condições para reduzir de modo bastante substancial o número de professores a seu cargo (orçamental) de forma directa (redução dos contratados, aumento das aposentações sem recuperação das vagas abertas) ou indirecta (deslocando parte do horário lectivo de muitos alunos e turmas para fora das escolas da rede pública tradicional).

Isto sem contar com a continuação da concentração escolar em caixotes, desculpem, unidades de gestão cada vez maiores e completamente irracionais pelos padrões internacionais de eficácia.

Não faço ideia – nem eles devem fazer, pelos sucessivos erros que cometeram nos últimos tempos – de quais serão os números consolidados previstos para este tipo de operação, mas certamente andarão pelos 5% dos quadros (com ou sem vinculação de contratados), sem contar os contratados dispensados aos milhares desde este ano.

Os encargos com o pessoal no MEC, que já foram mais de 80% e estão pouco acima dos 60%, descerão ainda mais e ir-se-á além da troika. De forma algo folclórica para a opinião pública engolir, tudo isto será apresentado com a cobertura da racionalidade económica e do bom uso dos dinheiros públicos que continuarão a escorrer por outros oleodutos bem mais largos.

O custo médio por aluno, os rankings e outros argumentos usados de forma truncada aparecerão como fundamentos de uma política de Escola Mínima, em que alunos e professores são variáveis desumanizadas em obediência ao princípio totalitário do Interesse Nacional. Aquele que é diariamente desrespeitado com a venda de empresas estratégias a interesses privados estrangeiros.

Existirão aplausos na bancada dos liberais de aviário e dos seus mentores mais sobredotados, aqueles que vivem encostados ao Estado com vencimentos superiores a um Conselho de Turma do Ensino Básico. Aparecerão analistas e especialistas a comprovar a bondade de uma fórmula caída em desuso lá fora (se repararem, muitas referências bibliográficas sobre relatórios de outros países começam a ter alguns anos e a afastar-se do presente), mas que entre nós passam por novos paradigmas.

Resta pará-los enquanto é possível, sem demagogia e as coisas do costume, mas com a desmontagem da operação no terreno do antagonista, exigindo a demonstração das metodologias e processos e inquirindo a fiabilidade das fontes e das conclusões. Não chegam gritos e chavões.

Porque, pelo que dá para perceber, este trabalho anda a ser feito por quem tem interesses lobbistas (de lobby, mas também de lobo) na matéria.

Foi a lista mais actualizada que encontrei, a partir daqui.

Não tentem encontrar muitas destas escolas nos primeiros lugares dos rankings (embora no top 100 ainda se encontrem alguns casos) porque, por terem de seguir algumas das normas do MEC, a selecção à entrada é mais larga do que os que jogam apenas para o topo.

… experimente fazer análises com os filtros disponíveis no site do Público (por concelho, por tipo de escola, por disciplina, por ano) e depois digam-me lá se não se percebe muita coisa… e tanto mais quanto conheçamos as realidades…

… nomear para grupos de trabalho que visam a melhoria do desempenho das escolas públicas quem levou o fim de semana todo a gozar com essas mesmas escolas, à boleia dos rankings.

 

O Ranking visto de Viana…..

Encolher o leque salarial. Começando pelo topo.

Como é evidente em qualquer empresa, em qualquer organização privada ou pública, têm que haver hierarquias, têm que coexistir diferenças. Sempre! Tem que haver quem esteja no topo, no meio e na base. Claro que não somos todos iguais, felizmente somos diferentes, logo estas diferenças implicam em tudo hierarquias, estas claro, aportam diferenças salariais.

Tudo isto é pacífico, por muito que muitos ainda preguem uma utopia que mistura Cristo ao comunismo e jura obstinadamente e utopicamente igualdade em tudo, menos nos próprios. Para lá, longe qualquer ofensa a verdadeira possível Religiosidade!

Claro que a ascensão ao topo – mesmo que direta – em todo e qualquer local deveria ser única e exclusivamente conseguida por mérito, aptidões – não muitos títulos, antes do nome- e como sabemos, não poucas vezes é a cunha, o conhecimento, o amigo, o primo que faz chegar ao lugar cimeiro.

Porem, as desigualdades não devem, nem podem continuar a ser tao desiguais, que são um escândalo, aos olhos de todos, menos dos próprios, beneficiários!

E no privado, mas também no publico ou no/ por este apoiado, ou sustentado ou subsidiado, continuam a haver diferenças remuneratórias que incluem as mais diversa mordomias, que de modo algum são justificáveis! Nunca deveriam ter acontecido, mas hoje são escandalosas.

Com a maior das facilidades se constata em demasiadas entidades, hoje, agora, que o topo relativamente à base, ao fim do ano aufere em remunerações e benesses, 40 vezes mais e quanto ao patamar intermedio 16 a 20 vezes é a diferença, para a base. Isto é justo? Num país falido? Mesmo num País em franca estabilidade era aberrante!

Logo e em tudo o que seja público ou deste dependa, tem que já, ontem, se abater este leque salarial. O topo e o intermedio devem ter que bastante baixar, e a base nada mexer. Já! Nunca tudo igualar! Nunca!

Claro que privado, faz à sua maneira, mas como tem alguns casos idênticos, deveria dar um jeito em vez de despedir do meio e de baixo, deixando – sempre – tudo bem em cima.

E, para além de haver mais justiça e equidade – palavra que enche a boca a tantos nossos importantes – haveria hipóteses de com menos custos fixos anuais – destes -, manter empregos e criar mais produto, fazer formações, fazer mais economia, criar mais empregos.

Sendo que, o grave, como se sabe, é que o topo pode mexer nos outros mas não vai em si mexer. Era o que mais faltava. E se o topo ficar com menos 40 % e o médio menos 20% safa-se. O baixo afoga-se.

E quando todos nos afogarmos, os do topo também irão na enxurrada, como a bastantes já vai acontecendo.

Salvemo-nos a tempo, com senso e juízo, e equidade, e sem ser sempre e só a dizer mal dos outros e até da Alemanha, que nisto será melhor, também, que nós.

Augusto Küttner de Magalhães

Outubro de 2012

Iniciativas SNESup sobre avaliação pedagógica

Bons textos, incluindo um de um comentador camuflado aqui no blogue.

Resta saber se não anda a baralhar as estatísticas todas como faz no blogue. Mas, confesso, já era tempo. Faz-me lembrar uma colega dos tempos de Faculdade que prestou para aí uma década de vassalagem até lhe darem um lugar de substituta.

Despacho n.º 13441/2012

(…)

1 — É constituído um grupo de trabalho, que funciona na dependência do meu Gabinete, com a missão de coordenar a experiência -piloto no âmbito da oferta formativa de cursos vocacionais.
2 — No quadro da sua missão, são objetivos do grupo de trabalho:
a) Acompanhamento e fiscalização da execução da experiência -piloto;
b) Avaliação diagnóstica, monitorizada e final da experiência.
3 — O grupo de trabalho tem a seguinte composição:
a) Maria Isabel Ribeiro do Rosário Hormigo, adjunta do meu Gabinete, que coordenará o grupo;
b) Anabela Maria de Sousa Pereira — Universidade de Aveiro;
c) Cristina Santos Correia — Escola Secundária com 3.º Ciclo de Ferreira Dias (dispensa do horário de trabalho em 30 %);
d) Paulo Jorge de Castro Garcia Coelho Dias — Instituto Politécnico de Santarém;
e) Piedade Pereira — Escola do Comércio de Lisboa;
f) Ramiro Fernando Lopes Marques — Instituto Politécnico de Santarém.
4 — Deve ser concedida dispensa de serviço aos elementos que integram o grupo de trabalho, nas horas em que as tarefas a seu cargo os obriguem a ausentar -se dos respetivos locais de trabalho.

Que diabos, a coordenação formal será apenas formal, certo? O Ramiro é que vai dominar aquilo e mandar os putos p’ás fábricas e campos desde os 10 anos e assim reviver o espírito disciplinador perdido nos seus tempos de esquerdismo, quando o Esteiros e o Gaibéus eram a leitura básica…

É que a recompensa chega tarde e parece-me muito mitigada para tanta assombração pelos corredores…

Eu percebo que na lógica das poupanças era necessário criar uma nova Direcção-Geral e que a mesma se pudesse impor com arreganho, pertinácia e equipamento novo para funcionar como uma Secretaria de Estado em vez da própria (acentuada) que só não é inexistente porque é quem assina esta portaria com o seu quê de anedótico, um ano e meio depois da tomada de posse do Governo, dez meses depois da aprovação da estrutura orgânica da DGE e perto de dois meses depois da definição da estrutura nuclear da mesma. No contexto em que estamos… meu caro Fernando Reis, esperava-se outra coisa… muito melhor e não falo das cores do logo ou do facto do endereço da DGE ainda ser o da DGIDC.

… mas ninguém nos garante que não seja o resultado amador de uma reunião mal conduzida (Marcelo Rebelo de Sousa) por garotos (Pedro Marques Lopes).

E isto é só para citar os amigos. Ou ex.

… mas se nem em tempos de Pinheiro de Azevedo o tomaram, duvido de muito mais do que umas photo-ops, seguidas de reportagens em fato de noite (o Verão já foi) na Caras ou VIP.

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