Ao contrário de muita gente, sou favorável à produção de rankings escolares. Em especial quando começam a incorporar variáveis exteriores aos resultados puros e duros dos exames e provas.

Este ano o MEC lá libertou dados sobre alguns aspectos do background familiar dos alunos, o que permite uma melhoria da grelha de análise.

Quem critica de forma radical os rankings deveria, antes de o fazer, agarrar nos dados disponíveis para os contextos que conhece melhor e analisar os resultados e a sua evolução. E com o conhecimento acrescido, interpretar esses dados antes de os recusar. É o que costumo fazer e, quase sempre, as explicações são evidentes. No bom e no mau sentido.

Ainda falta muito para termos uma capacidade de análise perfeita? Sim, mas o caminho só se faz depois de serem dados os primeiros passos. Continua a ser pena que o MEC se limite a deixar esse trabalho para a imprensa, mas antes assim do que a opacidade e o silêncio. Neste particular, este ano o trabalho apresentado pelo Público é muito interessante.

Uma coisa que eu gostaria que já se verificasse e que é de fácil resolução, já que não foi facultada informação sobre o contexto socio-económico e cultural das famílias que recorrem ao ensino privado. Em vez da oposição dicotómica ensino público/privado, gostaria que, no sector privado, se distinguisse o privado puro e duro e o privado subsidiado pelo Estado.