Sábado, 13 de Outubro, 2012


Jeter!!!

David Byrne, Strange Overtones

Fóssil vaporoso.

…  é o da escravatura com condições, ou seja, desde que os próprios escravos assegurem a sua alimentação e vestimenta.

Porque o custo médio é mais barato.

E o Estado fica elegante e tal.

Chegou por mail…

Pai  diretor, filha com colocação

… para anunciar que o único remodelável é o ministro Álvaro. E que o ministro Paulo Macedo deu lições de fiscalidade a Vítor Gaspar.

E que as fugas de informação ou foram de uns ou de outros.

E que o que o presidente acha não conta para nada.

Esta coisa dos recados em público, por megafones alheios, tem o seu quê de santanismo.

Para pior.

Tudo acontece a meio do telejornal.

Incompatibilidade social.

… com precaução e reserva, mas sem excessivos preconceitos. Amanhã, mais elementos…

Why Kids Should Grade Teachers

A decade ago, an economist at Harvard, Ronald Ferguson, wondered what would happen if teachers were evaluated by the people who see them every day—their students. The idea—as simple as it sounds, and as familiar as it is on college campuses—was revolutionary. And the results seemed to be, too: remarkable consistency from grade to grade, and across racial divides. Even among kindergarten students. A growing number of school systems are administering the surveys—and might be able to overcome teacher resistance in order to link results to salaries and promotions.

OS RANKINGS, UM PRODUTO SAZONAL

O Jornal de Notícias apresenta-os, completos, ao contrário de outros órgãos de comunicação social. Como são aqueles que têm mais a ver com o meu trabalho, aqui ficam:

Paulo, meu caro

     Mas que grande alívio! Todos sentíamos a falta de qualquer coisa — mas de quê?… Agora, que ele chegou, tudo ficou claro: era do ranquingue que sentíamos falta! Já podemos ir dormir descansados… Apesar de — in “The New York Times”, 3 de Junho de 2012, artigo sobre as melhores escolas secundárias, a partir de ranquingues elaborados por 7 media nos USA (informação que então recolhi neste blog) — “(…) é isto o que faz a grandeza da América: qualquer pessoa pode construir uma fórmula para medir o que quer que seja, o que dá montes de possibilidades de se ser o melhor em alguma coisa”[a tradução é da minha responsabilidade].

     E pronto, até à próxima, isto é, até ao próximo ranquingue! Onde voltarão a dizer-nos que, imagine-se!, os filhos de pais mais ricos e/ou com maior formação académica obtêm mais sucesso na escola, embora os filhos dos mais pobres, vejam lá vocês!, também por vezes se safem, se se esforçarem muito muito muito por isso! Não fosse o ranquingue repetir-nos isso anualmente, nós acabaríamos por esquecer-nos.
      Sinceramente — farto, mas não desistente –,
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      José Calçada

 

Ao contrário de muita gente, sou favorável à produção de rankings escolares. Em especial quando começam a incorporar variáveis exteriores aos resultados puros e duros dos exames e provas.

Este ano o MEC lá libertou dados sobre alguns aspectos do background familiar dos alunos, o que permite uma melhoria da grelha de análise.

Quem critica de forma radical os rankings deveria, antes de o fazer, agarrar nos dados disponíveis para os contextos que conhece melhor e analisar os resultados e a sua evolução. E com o conhecimento acrescido, interpretar esses dados antes de os recusar. É o que costumo fazer e, quase sempre, as explicações são evidentes. No bom e no mau sentido.

Ainda falta muito para termos uma capacidade de análise perfeita? Sim, mas o caminho só se faz depois de serem dados os primeiros passos. Continua a ser pena que o MEC se limite a deixar esse trabalho para a imprensa, mas antes assim do que a opacidade e o silêncio. Neste particular, este ano o trabalho apresentado pelo Público é muito interessante.

Uma coisa que eu gostaria que já se verificasse e que é de fácil resolução, já que não foi facultada informação sobre o contexto socio-económico e cultural das famílias que recorrem ao ensino privado. Em vez da oposição dicotómica ensino público/privado, gostaria que, no sector privado, se distinguisse o privado puro e duro e o privado subsidiado pelo Estado.

  • Crónicas do Além:

As reformas … e a realidade das contas

  • Educar Portugal:

MANUAL DA SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL: Socorro, minha mãe, tenho 38 anos e não tenho emprego! / Socorro filho, tenho 65 e estou na ruína!

  • Marx no PS:

Fia-te na Virgem…

 

Últimos dias de inscrição para Encontro Nacional da APEM 2012 – sábado, 13 de outubro na Fundação Calouste Gulbenkian –
 
Práticas vocais e instrumentais em educação musical
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Conferência – professora Susan Hallam: “O poder da música na aprendizagem”

Workshops com as seguintes temáticas: -“A flauta de bisel na sala de aula”, “Compor canções na sala de aula”, “Cantar gospel e espirituais”, “Do lixo de faz música” e “Música tradicional portuguesa”

Mesa-redonda onde se vai refletir sobre as “práticas musicais no ensino básico” e a encerrar um concerto pela Orquestra Nuno Gonçalves.

Toda a informação está disponível em www.apem.org.pt  e as inscrições deverão ser feitas para o email educacomusical@sapo.pt. Contactos: 213868101/ 917592504/ 960387244

 

Ricos professores ricos