Terça-feira, 9 de Outubro, 2012


Lightning Seeds, Sense

Inventar ainda hoje algo para amanhã, não confiar em colegas.

se a solução do país estiver nos fumadores.
Fuma-se e salva-se tudo, mas só se se exceptuarem os cubanos.

O problema, afinal, é da relação da Alice Vieira com o PNL… 🙂 Em outro canal o erro foi informático.

E existe desde 2010… é para ver o interesse que aquelas listas despertam…

Que estão lá mais de 1000 obras é verdade. É bom para o negócio…

Mais um quadro (do estudo longo da OCDE, do qual se podem descarregar quadros e gráficos livremente) que vem no sentido do que ontem aqui se apresentou da autoria de David Justino.

Afinal, se tivermos em conta a diferença nos antecedentes socio-económicos dos alunos que frequentam escolas públicas e privadas, o desempenho dos alunos portugueses fica bem acima da média e bem mais perto dos países “desenvolvidos” do que nos querem fazer acreditar.

Mais um prego em certas crendices

Chamaram-me a atenção para esta publicação. Porque, alegadamente, provaria que quanto maior é o financiamento público das escolas com gestão privada, maior seria a equidade do tratamento dos alunos nessas escolas, permitindo uma frequência mais inclusiva e de mais alunos com origem mais desfavorecida em termos sócio-económicos.

E é verdade.

Eu resumo: quanto mais dinheiro o Estado paga a escolas privadas melhor desempenho elas têm em aspectos como a inclusão e a heterogeneidade social dos seus alunos.

O que significa que geridas de acordo com os princípios meramente privados tendem a ser pouco inclusivas e a seleccionar alunos de estratos socio-económicos favorecidos.

Mas o mais curioso é que esse maior financiamento das escolas privadas pelo Estado só permite que elas, no fundo, se tornem mais parecidas às públicas nesses aspectos, pelo que é tudo um bocado… ridículo.

Aliás, basta verificar que um sistema sem cheques-ensino é mais equitativo em termos globais do que qualquer um que os contemple. É isso que este quadro (inserido na página 4 da síntese do estudo mais alargado) demonstra:

Desculpem-me se estou a ver mal – e eu sei que me queriam chamar a atenção para as vantagens do financiamento público das escolas privadas, mas… o que noto é que esse financiamento se destina, no fundo, a fazer com que as escolas privadas se tornem mais parecidas às escolas públicas na sua política de integração de todos os públicos, algo muito importante num país com o nosso índice de desigualdades, bem longe do que se passa nos países do norte da Europa.

Ora… se as escolas públicas já fazem, porque se há-de pagar a quem não o faz?

… as trapalhadas eram condimentadas com coisas giras e divertidas. E os governos ainda caíam por desígnio presidencial baseado em estados d’alma baseados em declarações incoerentes dos governantes.

Agora já se pode tudo.

Não vale a pena usar Sócrates como desculpa.

Este Governo tomou posse explicitamente para acabar com o lamaçal imenso de interesses privados que parasita(va)m o Estado e com as manipulações da realidade para efeitos de manutenção do poder.

E vai-se afundando cada vez mais, entre insuficiências diversas e muita incapacidade para admitir os erros.

Falam-nos em credibilidade lá fora, quando aqueles que avaliam essa credibilidade são eles próprios um excelente exemplo de falta de credibilidade.

Os de cá são credíveis apenas porque reproduzem os erros daqueles que assim os consideram.

Se eu achei que poderia ser diferente? Sim. Nem sempre as vitórias acontecem com as super-equipas e a humildade e trabalho podem conseguir coisas muito boas. Só que neste Governo não há super-estrelas fora da cabeça dos próprios, incluindo o consultor e os assessores, inebriados pela sua própria alegada inteligência e o fracasso já é por demais evidente.

Se dei o benefício da dúvida, acreditando que os patos marrecos poderiam fazer, pelo menos por algum tempo, de flamingos? Sim, mas saíram-me só avestruzes.

Em tempos de Santana, o Governo já teria caído. E não vale a pena falar da crise, da dívida, dos mercados, da falta de dinheiro para me pagar o salário.

Em tempos ainda de Sócrates perguntei a quem de direito quando é que o desvario iria ter um fim. Disseram-me que seria logo a seguir e que a aldrabice e a mistificação acabariam.

Não acabaram e não se vislumbra qualquer luz ou esperança que acabem, pois não há nada para além do túnel em que nos enfiaram. Não pode existir esperança em quem  acha que devem ser, através das restrições nos subsídios, os desempregados a pagar pelo dinheiro dos accionistas do BPN ou os doentes e os mais velhos a ser sacrificados para que as rendas das PPP permanecem quase inalteradas.

Este Governo, enquanto tal, não existe. E já não vale a pena usar o engenheiro como desculpa para todas as falhas.

Que me caiam já os dois braços mas até o Teixeira dos Santos começa a parecer um tipo competente e rigoroso comparado com estes.

E volto ao princípio… pelo menos em tempo de Santana ainda havia algumas coisas giras com que nos divertirmos nos intervalos das trapalhadas.

Tanto cargo importante, tanto MBA cosmopolita, tanto dinheiro chupado ao Estado e só conseguem soluções da treta.

Quanto ao Gaspar, permanece incólume e sereno na sua tarefa destrutiva, embora – como bom samaritano que é – nem nos quer ver doentes.

Eurostat chumba solução do Governo para o défice de 2012

A venda à ANA de uma concessão para explorar os aeroportos portugueses não poderá ser usada para abater o défice público deste ano, decidiu o Eurostat, colocando em causa os objectivos do Governo para as finanças públicas.

… mas apenas ignorantes em 2º escalão.

Quanto ao Gaspar, é melhor não o avisar porque, de qualquer modo, só daria por isso em 2023.

FMI reconhece que calculou mal o impacto da austeridade na economia

No relatório em que reviu em baixa as previsões para a economia mundial, o FMI começou a corrigir algumas contas: por cada euro de austeridade, a economia não cai 0,5 euros, mas sim entre 0,9 e 1,7 euros.

Portanto… eu ando a ajudar a pagar um erro numa ordem que pode ser superior a 300%?

E esta gente ainda mantém os cargos?

O Agrupamento de Escolas de Darque, através do Departamento de Educação Especial promove um seminário escolar intitulado: Flexibilizar e Diferenciar: Como, Quando, A Quem?

Esta iniciativa (destinada a todo o corpo docente) decorre, no dia onze de outubro, pelas dezoito horas, na Escola EB 2,3 Carteado Mena, em Darque, e visa conseguir que a abordagem das questões da educação especial seja partilhada e debatida por todo o corpo docente.
Essa partilha de conhecimentos e troca de experiências entre agentes educativos pode ajudar a elucidar e abrir novos horizontes, num domínio tão complexo como o da educação especial e num contexto de inclusão.

Na verdade, o acolhimento e educação de cidadãos com necessidades educativas especiais é um objectivo colectivo de toda a escola e não só dos docentes especializados nessa área.
Para a concretização da sessão foram convidadas Maria Rosalina Afonso Rodas Veiga e Isabel Alexandra Paula Silva Martins, professoras especializadas que, durante duas horas, procurarão explorar alguns subtemas de interesse geral, desde as questões mais burocráticas que envolvem os alunos com Necessidades Educativas Especiais até aos assuntos de âmbito mais prático e quotidiano.
Dado o interesse que pode ter abordar estas questões em público convida-se a comunicação social e outro público a assistir.

Para qualquer contacto pode ser usado este mail ou o telefone 258320370 contactando a direcção.

Luis Sottomaior Braga

Director do Agrupamento de Escolas

Numa escola, algures, foi feita uma contagem de tempo de serviço a uma colega, retirando-lhe dias de serviço porque, alegadamente, terá dado faltado 33 dias ao abrigo de atestados médicos.

Só que 29 desses dias foram ao abrigo de um atestado devido a gravidez de risco (os detalhes, poupo-os, embora me tenham sido transmitidos), o que inviabilizaria a sua contabilização com os dias de um qualquer outro atestado.

Quando sugeri à colega que reclamasse com base no atestado, pedindo cópia nos respectivos serviços administrativos, ela disse-me que lhe tinha sido comunicado que, como era normal, tinha, destruído o atestado.

Mas a que ponto chegámos?

Como pode ser feita uma contabilização de tempo de serviço, prejudicando uma trabalhadora, com base em documentos destruídos?

Pedi para me irem sendo comunicados os desenvolvimentos…

A National Report Card

A visual look at the educational successes and failures of the past year.

Mas por lá, bem ou mal, aas conclusões sío se divulgam depois dos estudos serem feitos.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 83/2012
O contrato -programa celebrado entre o Estado Português e a Parque Escolar, E. P. E., em 14 de outubro de 2009, define o âmbito da prestação de serviços de interesse público a cargo daquela entidade pública empresarial, bem como a correspondente remuneração e respetiva forma de cálculo, ao abrigo e nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 167/2008, de 26 de agosto.
Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2010, de 1 de outubro, foi autorizada a realização da despesa relativa ao Programa de Modernização das Escolas Destinadas ao Ensino Secundário, para os anos de 2010 e 2011. Em contrapartida dos serviços prestados pela Parque Escolar, E. P. E., torna -se agora necessário proceder ao pagamento da remuneração relativa ao primeiro semestre de 2012, conforme resulta daquele contrato -programa.
Assim:
Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º do Decreto–Lei n.º 197/99, de 8 de junho, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Autorizar os serviços competentes do Ministério da Educação e Ciência a realizar a despesa relativa à remuneração referente ao primeiro semestre de 2012, correspondente aos serviços prestados pela Parque Escolar, E. P. E., até ao montante global de € 34 011 820, ao qual acresce IVA à taxa legal em vigor, relativa ao Programa de Modernização do Parque Escolar Destinado ao Ensino Secundário.
2 — Determinar que o encargo financeiro decorrente da presente resolução é satisfeito pelas verbas inscritasno orçamento das escolas no âmbito do Ministério da Educação e da Ciência.

Tudo como Sócrates mandou. Só falta darem a patinha.

… para aparecerem mais números… e tal.

Os encargos com o pessoal já foi acima de 80% e tem estado em queda abrupta, mas querem ainda mais. Alguma imprensa ajuda.

Isto faz lembrar outros tempos.

Já farta!!!

Mais de metade da despesa do Ministério da Educação – 62% – diz respeito a encargos com pessoal, sendo na maioria professores. Segundo o Orçamento do Estado para 2012, na tutela de Nuno Crato é esta a maior fatia de despesas, que atinge um valor consolidado de 5.087 milhões de euros para um universo de mais de 150 mil professores.

Livro para adultos recomendado a crianças do 2.º ano

O que interessa é amontoar referências e, no caso das editoras, vender e colocar a chancela do PNL…

The Dark Side of the School Meals Business

Experts now believe that frozen strawberries from China are behind a massive outbreak of the norovirus that recently affected thousands of schoolchildren in eastern Germany. The episode merely illustrates the deplorable state of school lunches, a problem no one seems willing to fix.

Quando o que interessa é apenas o custo, acabamos assim… até na florescente, próspera e angélica Alemanha que tanto seduz os nossos sobredotados.

The euro crisis

The lingering limbo

(…)
One reason to wait is to wrap the Spanish rescue with the decision on Greece, and the looming bailouts for Cyprus and perhaps Slovenia, into a single package; this would ensure that the increasingly restive Bundestag is called to vote only once, than four times.

Mais de 40 mil contratados perdem emprego em 2013

(…)

A maior parte enquadra-se no Ministério da Educação e Ciência que, aliás, já tinha mostrado a intenção de não renovar contratos a prazo. Deste modo em causa estarão 44 mil trabalhadores a prazo no Estado.

Agora resta saber se as repetidas garantias de Nuno Crato sobre uma qualquer vinculação extraordinária se aplicam ao éter. Ou a meia dúzia de contratados…

Arouca-Castelo de Paiva Entre-os Rios – 05 Outubro 2012

 

Com o rádio numa estação a só “dar” música  – sem noticiários – fomos do Porto a Arouca regressando por Entre-os -Rios. Almoçámos “coisa muito simples e rápida, em movimento,  e fomos revisitar Arouca e o seu Mosteiro. Estava fechado, mas aberta a Igreja.

Bonita e grandiosa, mesmo que se não sinta a religiosidade, sente-se a História, a Cultura , a Beleza.

Claro que pelas grades espreitamos o claustro onde está o Órgão e cadeirões, em duas filas, frente a frente, onde em Agosto ultimo o grande investigador e Homem de Cultura, o Prof. Manuel Sobrinho Simões deu uma rápida e muito intensa entrevista ao Expresso, acompanhado pelo Arq. Souto Moura.

Tenho grande consideração e admiração – e gosto em nos conhecermos, já tem uns tempos – por todo o excelente trabalho de Manuel Sobrinho Simões à frente do IPATMUP e não só, e pela Pessoa que é, e sei da sua forte ligação a Arouca.

Fomos ao Turismo, que merece uma referência positiva por estar aberto num feriado, algo indispensável, mas que em demasiadas ocasiões não acontece em muitas localidades deste nosso País. E, por certo, até para descanso -mais que necessário e devido –  do Pessoal poderá  estar fechado em outros dias da semana, que não fará qualquer inconveniente. Não erámos os únicos a pedir indicações.

 Posto de Turismo e sede da AGA – Associação Geoparque Arouca: “instalado numa das poucas casas que resta, do núcleo habitacional do século XVII. A casa da Ribeira, logo no inicio da Rua de Alfredo Vaz Pinto, é um belo exemplar da arquitetura típica arouquense”.

Continuando a pé, entrámos numa loja muito acolhedora com “coisas antigas e regionais”, tambores em madeira, peões com faniqueira, Pasta Couto , bordados e muito mais.  Vimos e apreciámos sem comprar, tal como no estabelecimento contiguo de  doces “dos saberes e dos sabores da cultura arouquense e das religiosas”.”Das castanhas doces , às barrigas de freira, da bola de S. Bernardo aos charutos de amêndoa, as tentações são muitas e irresistíveis”. Lá conseguimos resistir, e nada dar de ganhar aos comerciantes de porta aberta no 5 de Outubro.

A pé ainda, fomos olhar o tribunal, já não tao central, moderno, igual a tantos outros, por esse País fora. Esperemos s que cumpra a sua missão.

Regressámos ao carro e lentamente voltámos – , poupa-se combustível e vê-se “a vista”- , pela montanha em direção a Castelo de Paiva.

 Muito eucalipto, radio agora desligado, para sermos acompanhados pelo silencio da -natureza. Passámos Castelo de Paiva, onde havia um pequena concentração de motardes, e fomos vislumbrando a água, o rio, até Entre-os- Rios. A água tem sempre o fascínio de nos deixar calmos.

Regressámos ao Porto, pela marginal, virando na Ponte Luís I, passámos pela marginal de Gaia, com muitos turistas, com ar bem disposto – de todas as idades,- com sacos das Casas de Vinho do Porto.

Chegámos ao Porto atravessando a Ponte da Arrábida, e a casa, não sem antes parar num hipermercado e levar algo muito simples e muito em conta, já pronto,  para o nosso jantar.

Por certo aconteceram as Comemorações usais do 5 de Outubro, com pompa e circunstancia e muitos automóveis grandes e  pretos do Estado, talvez com discursos longe do que o “Povo sente e quer que os de cima saibam/consigam também sentir”, e não terão adiantado para  melhorar o estado de espirito e de vida de tantos nós, e do nosso futuro. Ou talvez sim! Não ouvimos, não vimos!

Mas valeu-nos este ultimo feriado do 5 de Outubro, para estar no País real, de forma calma e económica, longe das politiquices do momento, longe das crises, às quais inevitavelmente regressamos.

 

Augusto Küttner de Magalhães

06.10.2012.

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