Terça-feira, 2 de Outubro, 2012


Bat For Lashes, All Your Gold

 

Tirando as solas, as botas dos jogadores do Benfica ficaram quase impecáveis e podem ser reutilizadas.

(já sei, já sei, humor de lagarto…)

Conheço pessoalmente este colega que anda a fazer o calvário das entrevistas das ofertas de escola, em especial de escolas TEIP onde em muitas se vão multiplicando os abusos:

Boa tarde Paulo

Vou-te enviar uma anexo com a minha situação [escola da margem sul]:

De uma forma resumida explico o que aconteceu:

– nesta escola eu era o candidato nº6, soube por colegas que tinham sido convocados os candidatos até ao nº10, como não tinha sido convocado liguei para lá a questionar a situação e disseram-me para ir à entrevista na segunda-feira dia 10 de Setembro;

– compareci à entrevista e não me disseram mais nada;

– ontem apercebi-me que dava para ver na aplicação da dgrhe o motivo do nosso afastamento do horário, quando li não queria acreditar… “docente colocado, não aceitou comparecer à entrevista”;

– nunca pensei que estas escolas descessem tão baixo, fiquei completamente surpreendido pois eles é que não me convocaram, eu é que liguei e só depois me disseram para ir lá.

Envio-te o presente mail para estares ao corrente destas situações.

Abraço

A.

Cortes na função pública explicam dois terços da redução da despesa em 2012

E a parte mais fantabulástica é que há quem considere que os cortes nos salários dos funcionários do Estado não são um aumento da carga fiscal, mas apenas corte na despesa.

Quem trabalha para o Estado é um encargo, uma despesa. Quando lhes cortam os salários não é um aumento da carga fiscal. Parece que só é quando toca aos outros. B@rd@…

… mas nunca retroactivamente para quem está no 12º ano e só agora descobre a novidade.

O rigor não passa por isto. O rigor passa por informar atempadamente os interessados das condições em que vão trabalhar e só depois exigir um desempenho a propósito.

Assim é tudo um enorme circo, em que ninguém pode estar seguro seja do que for.

Informa-se os professores, os alunos, os encarregados de educação e o público em geral que, de acordo com a Portaria n.º 243/2012, de 10 de agosto, conforme expresso no n.º 5 do art.º 13.º – «Os exames finais nacionais realizam-se nos termos definidos no n.º 3 do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, e incidem sobre os programas e metas curriculares relativos à totalidade dos anos de escolaridade em que a disciplina é lecionada».

Com a alteração legislativa atrás referida, os exames nacionais das disciplinas de Português (639), Matemática A (635), História A (623) e Desenho A (706), a realizar em 2013, têm por referência os programas dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.

… não é aceitável, por muita que seja a crise, até porque os mandantes não dão o exemplo, criando regimes de excepção para amigos e apaniguados.

O facto de existir desemprego e subemprego não justifica que se ataquem sistematicamente as condições laborais de quem está empregado e se façam ameaças ou insinuações quanto aos privilégios de quem tem emprego em relação a todos aqueles que o não têm. O facto de alguém estar na disposição de aceitar limpar latrinas com uma escova de dentes em troca de uma esmola não é dignificante para ninguém, muito menos para quem usa isso como argumento.

A apagada e vil tristeza é o conformismo para com o nivelamento pelo mais rasteiro. Até porque esse argumento se impregna na mentalidade, em virtude do seu efeito em cascata, mediante a reprodução pelos ecos acríticos.

O objectivo de qualquer sociedade vagamente justa – a e dos políticos que a devem servir sem se servirem – é o de elevar a situação de quem está pior e não de amesquinhar de quem está remediado, enquanto se deixam incólumes os chamados grandes interesses.

Se um relvas no governo (assim com letra pequena) é uma ofensa à Academia, um borges pago à consulta é uma ofensa à própria Sociedade e a todos aqueles que, trabalhando, se vêem sistematicamente ofendidos na sua dignidade profissional e mesmo pessoal, sendo-lhes regateados os salários ou os apoios sociais.

Se Sócrates e a sua clique alargaram desmesuradamente o buraco, Passos Coelho e os seus estão a usar isso para justificar que a maioria lá permaneça. Não é aceitável, repito, quando o exemplo que vem de cima é apenas o da mediocridade intelectual.

Eu garanto que ouvi dizer que era o contrário que se pretendia.

… porque em devido tempo fez exactamente o que agora critica. Eu lembro-me, pois passei quase toda a adolescência nesses anos de chumbo.

O tempo passa e nunca o ouvi arrepender-se de nada, ou sequer admitir algum equívoco.

Mas, em tempos difíceis, todos buscam a falsa asa protectora de quem os escorraçou nessa altura. Em boa verdade, entendo-o mais a ele, um sobrevivente nato, quase sempre a prever a onda seguinte, do que os que se deixam encavalitar, pensando encavalitar-se.

Quando os aspirantes a promotores de uma pretensa Nova Esquerda recorrem ao que de mais velho a dita Esquerda tem, passando um atestado de menoridade a si mesma, estamos falados.

Amanhã vou fazer um workshop online sobre Webnode, com alunos da Marinha Grande (Portugal).

Não será sobre o sistema do Webnode EDU, porque esse destina-se aos professores, mas sim a alunos.

Vou procurar lhes dar algumas dicas para utilizarem a plataforma para o estudo.

Começa às 16 horas, hora de Lisboa.

Se tiver interesse em partilhar o link com professores/alunos agradecia.

http://workshop.webnode.pt

Obrigado.

Os melhores cumprimentos,
Roberto Cortez

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… não faz estas coisas por falta de informação. É por falta de outra coisa.

Não lhe chamaria ignorante…  porque manipular a representação estatística da realidade é outra coisa.

António Borges, o consultor do Governo para as privatizações, inflacionou brutalmente o peso real dos salários dos funcionários públicos. Disse que o peso desta despesa no total seria de 80%, quando na verdade é de apenas 20%. Em termos absolutos, o economista está a cometer um exagero superior a 200% relativamente à realidade oficial.

Se a vinculação de professores contratados via IEFP já me levantava muitas dúvidas, o empurrão de professores com horários-zero para funcionarem como formadores parece-me uma clara armadilha e, mais grave do que isso, revela um evidente desconhecimento da legislação pelo MEC. Ou então já nada vale na ordem legislativa nacional. O que não sendo novidade, incomoda sempre um pouco.

O IEFP depende do Ministério da Economia e o ECD não se aplica. A menos que seja aceite de forma voluntária, o MEC não pode dar este empurrão. A acontecer seria, na prática, uma mobilidade especial. Aceita quem andar muito distraído.

Visão, as primeiras dezenas…