Cumpri o meu tempo no escalão, fiz e dei formação. Não posso obter mais nenhum grau académico e até publiquei umas coisas e tal.

E como eu, muitos outros mai’lindozecos.

Lei por lei, esta justificação é uma treta. Se vale para uns, deveria valer para todos. Regimes transitórios há muitos. Assim como muita coisa que o OE levou foi declarada inconstitucional e não vejo o MEC preocupado com isso.

Crato rejeita excepção no superior e diz que valorização salarial decorre da lei

(…)

Estas obrigações legais datam de 2010, quando foi aprovado um regime transitório para a progressão na carreira de professores do ensino superior público que, como confirmou na quinta-feira o MEC, se encontra em vigor até 2015.

O regime transitório criou um estatuto especial de protecção dos contratos estabelecidos com esses docentes. Porém, estas obrigações legais não foram cumpridas no corrente ano devido a uma norma prevista no Orçamento do Estado (OE) para 2012, que impedia que a transição de categoria tivesse a correspondente valorização remuneratória.

Esta preocupação selectiva com a legalidade é comovente.

Claro que as emílias pestanas abertas, tão preocupadas com as alegadas imoralidades na “Escola Pública” vão fazer vista grossa porque, neste caso, lhes convém.

Dá jeito passear pelos corredores. Embora se vendam por pouco.