Sexta-feira, 28 de Setembro, 2012


James, Getting Away With It

Por causa de umas pistas soltas que andam por aí, gostava de saber como andam a ser ocupadas nas vossas escolas as horas de redução ao abrigo do artigo 79º.

Há quem se vá preocupar em medições, enquanto há quem precise de convite.

O meu contributo passará pelo assumir da cristalização de algumas ideias que parecerão algo anacrónicas, pois as coisas modernaças e muito eficazes e cheias de racionalidade económica já me esgotaram o saco. Os compromissos e as continuidades no racionamento precisam ser combatidos de forma politicamente clara.

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A acabar a semana de trabalho ouvi na TSF os números sobre o novo défice. Na peça online não estão os detalhes mas eu bem ouvi dizer que a despesa corrente do Estado diminuiu fundamentalmente devido aos cortes salariais e de subsídios (descida quase de 17%), mas que ao mesmo tempos os juros da dívida aumentaram mais de 13%.

Ou seja, o famigerado corte na despesa é feitos apenas à custa dos funcionários públicos.

Quanto à receita, entrou em pirueta acentuada.

Claro que há quem continue a dizer que acredita no Pai Natal, mas já não há pachorra.

… não vale a pena queixarem-se de um maior défice nas prestações sociais, mesmo depois de cortes draconianos.

Porque quem está num Conselho de Ética para assuntos médicos não se deveria comportar como uma Conselho de Administração.

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Cumpri o meu tempo no escalão, fiz e dei formação. Não posso obter mais nenhum grau académico e até publiquei umas coisas e tal.

E como eu, muitos outros mai’lindozecos.

Lei por lei, esta justificação é uma treta. Se vale para uns, deveria valer para todos. Regimes transitórios há muitos. Assim como muita coisa que o OE levou foi declarada inconstitucional e não vejo o MEC preocupado com isso.

Crato rejeita excepção no superior e diz que valorização salarial decorre da lei

(…)

Estas obrigações legais datam de 2010, quando foi aprovado um regime transitório para a progressão na carreira de professores do ensino superior público que, como confirmou na quinta-feira o MEC, se encontra em vigor até 2015.

O regime transitório criou um estatuto especial de protecção dos contratos estabelecidos com esses docentes. Porém, estas obrigações legais não foram cumpridas no corrente ano devido a uma norma prevista no Orçamento do Estado (OE) para 2012, que impedia que a transição de categoria tivesse a correspondente valorização remuneratória.

Esta preocupação selectiva com a legalidade é comovente.

Claro que as emílias pestanas abertas, tão preocupadas com as alegadas imoralidades na “Escola Pública” vão fazer vista grossa porque, neste caso, lhes convém.

Dá jeito passear pelos corredores. Embora se vendam por pouco.

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Tutela diz que apenas existe uma correcção salarial.

Saberá o senhor ministro quantas situações merecem correcção nas escolaszecas?

Nada disto é bonito e muito menos lindo.

E não me venham com o interesse nacional…

 

Ié!

Ou não.

Cola, cuspo e tesoura. Tipo pedroso. Não sendo exclusivo do PS, há uma certa tradição.

Com jeitinho, até se publica com aparato.

Friends will be friends.

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