Quarta-feira, 26 de Setembro, 2012


O próximo a ser citado será…

… Bocage!

The Ramones, Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio?

Recebi este update há minutos, mas ao fim da tarde tinha antecipado isto mesmo, como uma estratégia possível de redução dos encargos orçamentais do MEC, numas respostas para um jornal.

Caro Paulo

O que se está a passar é surreal.
A tutela quer que as escolas protocolem com o centro de formação do IEFP os cursos EFA.
Como os formadores são docentes dos quadros o IEFP depois transfere as verbas correspondentes ao seu vencimento – tudo ao nível dos ministérios. Altera-se assim a fonte de financiamento e alivia-se o orçamento de estado.
Está aberto o caminho para que a educação de adultos saia da escola pública.
Só avançam os cursos EFA que se consigam protocolar com o IEFP.

Ahhhh… coisas mai’lindas!

Pensei fazer sondagem, mas optei por algo mais visual. Aceito mais sugestões…

Gosto em especial da prática simulada. É verdade que os alunos são menores de idade…

Aqui: DR1_187_Sup Voc.

Interessantes alguns factos… a criação da experiência piloto depois do ano lectivo ter arrancado, o modelo de avaliação (artigo 9º) com recurso a relatórios (feitos por alunos com repetido insucesso?) e o financiamento (artigo 12º) que é um pouco ao deus-dará e logo se vê.

Eis a declaração de interesses, que sublinha a não obrigatoriedade e a intervenção de psicólogos escolares (assim no plural como se ou houvesse às palettes nos agrupamentos…).

A ver vamos, diz aqui o míope.

Os cursos cuja lecionação é aprovada pelo presente diploma têm como público -alvo os alunos a partir dos 13 anos de idade que manifestem constrangimentos com os estudos do ensino regular e procurem uma alternativaa este tipo de ensino, designadamente aqueles alunos que tiveram duas retenções no mesmo ciclo ou três retenções em ciclos diferentes.
O encaminhamento para os cursos desta via deve ser feito após um processo de avaliação vocacional, por psicólogos escolares, que mostre ser esta a via mais adequada às necessidades de formação dos alunos.
O acesso a estes cursos não é obrigatório e exige o acordo dos encarregados de educação. 

(…)

Artigo 1.º
Objeto
1 — O presente diploma cria, no âmbito da oferta formativa de cursos vocacionais no ensino básico, uma experiência-piloto de oferta destes cursos, no ano letivo de 2012 -2013 e regulamenta os termos e as condições parao seu funcionamento.
2 — A experiência-piloto referida no número anterior integrará alunos com mais de 13 anos, designadamente
alunos que tenham duas retenções no mesmo ciclo ou três retenções em ciclos distintos.
3 — A experiência-piloto ora regulamentada pode ser alargada a partir do ano letivo de 2013 -2014 a outros agrupamentos de escolas ou escolas por despacho do Ministro da Educação e Ciência.

As primeiras cinco tentativas saíram-me impublicáveis.

Passos Coelho cita “Os Lusíadas” para defender que “há ventos favoráveis a soprar”

Barbeito.

O Arlindo já aludiu a esta possibilidade e os zunzuns chegam de várias origens a vários destinos. Que a vinculação de alguns professores contratados poderia ser feita através do IEFP, como formadores.

O que até poderia estar relacionado com as tentativas de articular o Ensino Profissional (e o Vocacional?) entre os ministérios da Economia (que teria mais folga orçamental, até em virtude do QREN) e o da Educação (com escassa folga orçamental nos gastos com o pessoal). E a deslocação de parte da responsabilidade pelas horas lectivas para formadores do IEFP poderia surgir como justificação para…

O MEC continua, entretanto, a falar de uma vinculação extraordinária antes do concurso de 2013, mas sem que se conheçam critérios ou dimensão.

Só que essa solução levanta, em comparação com algumas vantagens (nomeadamente cumprir a promessa de vinculação de professores contratados há muitos anos e alguns deles conseguirem vincular-se, seja a que preço for), diversos problemas práticos, jurídicos e técnicos, mas não só. Desde logo porque os formadores do IEFP se sentiriam eventualmente lesados, mas também porque a carreira de formador é diversa da de docente, não esquecendo o detalhe (mais técnico) de o tempo de serviço numa função contar para outra.

A única coisa que me parece certa é que, neste momento, não há certezas nenhumas e que as dúvidas são bem maiores do que tudo o mais. As ideias escasseiam e sei que as tentam encontrar. Só que a forma, onde e a quem as tentam ir buscar… deixam muito a desejar.

Despacho n.º 12567/2012. D.R. n.º 187, Série II de 2012-09-26

Ministérios das Finanças e da Educação e Ciência – Gabinetes dos Secretários de Estado da Administração Pública e do Ensino e da Administração Escolar.

Estabelece os universos e os critérios para a determinação dos percentis relativos à atribuição das menções qualitativas aos docentes integrados na carreira.

Vão precisar de um manual, com tabelas de Excel, para que se perceba tudo com clareza. Ou isso, ou esperam que o pessoal do Ad Duo faça.

Para ter uma pausa na profissão má’linda do mundo. Nem runiões, nem nada.

… que esta clareza em relação às PPP era bem menos clara quando os cortes se limitavam à arraia pública.

Deficientes sem apoio em Lisboa

Os alunos com deficiências e incapacidade das escolas de Lisboa e Vale do Tejo estão sem apoio dos técnicos dos Centros de Recursos para a Inclusão desde o início do ano lectivo. A suspensão do apoio, que afecta centenas de alunos, foi decidida pela Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Nacional (FENACERCI), com o acordo das 15 CERCI de Lisboa, contra os cortes impostos pelo Ministério da Educação e Ciência.

Para exercermos o ofício má’lindo do mundo.

Quer-se dizer… os que são precisos.