Encontrei (graças a mão amiga) esta entrevista nos anexos de uma tese de doutoramento muito recente em Ciências da Educação. A tese é de um amigo, colega de curso de História e excelente investigador.

A culpa do que se segue não é, obviamente, dele que se limitou a transcrever o que lhe foi dito, quando interrogada sobre o processo de avaliação externa da sua escola.

Eu sei que é discurso oral, mas……………..

Entrevistada: – Não. Isto era, era o que eu. Ora nós crescemos. Eu de facto não queria transformar a escola numa empresa. Eu gostava, fui amadurecendo. Eu queria um espírito de uma experiência que já tem havido em Portugal que é com as pessoas. Eu já tinha lido uns livros e uma experiência tinha lido e “o amigo crítico” e gostei do modelo de a escola de Serena. Não sei se conhece este livro. Este livro em português foi traduzido era a Escola de Serena e que foi beber a uma experiência em que Portugal também participou e que agora não me lembro agora o nome e pronto. Eu achava que tínhamos que ser nós. Mas temos que saber o que queremos avaliar e o como se avalia. E temos que estudar, isto é os professores têm que aprofundar, têm que crescer nas dinâmicas da escola. Uma das dinâmicas tem que ser esta. Porque efectivamente é uma das formas dos processos melhorarem, e umas das formas de se ultrapassarem as dificuldades. É perceber o que queremos, como vou avaliar este e este aspecto, porque isto também nos dá o feed – back o que corre mal e o que corre bem. Como é que eu posso eventualmente melhorar e enquanto tempo.
Então lá fomos nós para esta avaliação da escola que é uma avaliação externa, não sendo bem, uma auto – avaliação mas como implicava mecanismos eu considerei que “podemos aprender”. A minha perspectiva foi “vamos aprender”mesmo que não dê em grande coisa vamos aprender. É aqui que nos temos dificuldade: que é implementar uma coisa. E ainda temos. Já conseguimos implementar alguma coisa, mas ainda temos.
Resposta disto, gostei, não gostei? Eu sinceramente acho a equipa, o Dr. Pedro qualquer coisa, que agora não me lembro do nome. Achei, sei lá, não o conheço de lado nenhum, nem conheço o curriculum, mas a maneira como decorrem as reuniões. É uma pessoa aberta e uma pessoas que estava, francamente, para ajudar.