Segunda-feira, 24 de Setembro, 2012


The Walkmen, Another One Goes By

Será LGBT ou apenas simpatizante? É que os outros países têm instrumento de adesão ou ratificação… Este parece-me muito fracturante…

Aviso n.º 116/2012. D.R. n.º 177, Série I de 2012-09-12

Torna público que o Turquemenistão depositou o seu instrumento de acessão do Protocolo de 1978 Relativo à Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios, adotado em Londres em 17 de fevereiro de 1978.

 

… ele não dizia, ainda há pouco tempo, que era inocente de tudo e que todos os actos tinham sido legais e que era uma injustiça enorme e coiso e tal, lamber cinzeiros e etc?

Macário lamenta ter autorizado atos sem licenciamento

Nogueira Leite: ‘CGD vai continuar a registar elevadas imparidades’

Uma pessoa ainda teve esperança durante umas horas que fosse pirar-se daqui, mas deve ter chocado com uma imparidade qualquer no elevador.

E prontos, o, senhor, administrador, já, me, pode, chamar, de novo, coisas, feias, no, feicebuque.

Adoro quando se armam aos cucos e usam novilíngua para disfarçar que a CGD vai continuar a dar buraco por causa dos negócios em que a meteram à força…

Quer dizer que, se há tribunais superiores, proliferam tribunais inferiores?

Excepção feita à Guerra Colonial, os conflitos militares em que Portugal se envolveu tiveram quase sempre a Espanha como adversário, aliado de adversário ou observador interessado na nossa derrota.

Aliás, basta olhar para a Geografia para perceber que, a não ser a Espanha, só nos devemos preocupar com as alforrecas que dão à costa, desorientadas.

Quanto ao resto, quaisquer duas dúzias de drones arrumavam a nossa defesa dita estratégica, submarino incluído.

Por isso, é particularmente cómico que as Forças Armadas Portuguesas tenham optado por comprar as rações de combate a Espanha, com o argumento de serem mais baratas.

É que até a feijoada à transmontana é mais em conta em Badajoz.

O modelo falhou porque os teóricos jogam com variáveis numéricas abstractas, nisso arrastando a vida das pessoas concretas que tomam decisões racionais, de forma voluntária ou por necessidade imperiosa.

Esquecem-se que muito daquilo a que chamam “despesa” do Estado  é a “receita” de centenas de milhar de famílias que, através do seu consumo, geravam receitas indirectas para o Estado e alimentavam muitas pequenas e médias empresas que assim entram em colapso, lançando milhares para o desemprego, o que agrava o problema do consumo que gera receita indirecta.

Diminuir a “despesa” por aquela via é diminuir indirectamente a “receita”.

É uma espécie de dominó, mas real. É um nível muito básico da Economia que os estocásticos, sobranceira e erradamente, desprezam.

Chamem o Belchior porque o Gaspar falhou (embora ache que mais do mesmo é que está bem) e o Baltazar está indisposto.

Receita de IRC afunda 22,9%

A receita fiscal total está a cair 2,4%. Só IRS dá ajuda significativa positiva e é por um efeito temporário. A quebra na arrecadação de receitas está a afectar os impostos mais relevantes.

O encaixe com os impostos pagos pelas empresas caiu, em termos homólogos, 22,9% nos primeiros oito meses do ano, um agravamento face à queda de 15,6% registada no mês anterior. As más noticias chegam a todos os impostos mais relevantes, com excepção do IRS, mas aí é por um efeito temporário.

Nos primeiros oito meses do ano, os cofres públicos registaram a entrada de 2.453,6 milhões de euros de IRC, menos 22,9% que no ano passado. O sinal negativo é marca das contas fiscais: -2,2% no IVA, -44% nos impostos sobre veículos, -10,8% no tabaco, -7,7% no imposto de selo. São muitos milhões de euros a menos.

Contas feitas, a receita fiscal do Estado está a cair 2,4%, ou seja, menos 500 milhões de euros que no ano passado. O Governo planeava arrecadar mais 900 milhões de euros este ano do que no passado (+2,6%).

Foi há cinco ou seis meses, pá!

… do outro ministro Miguel, não me apetece comentar. Demasiado fácil. Não se deve bater a uma pessoa que abre tanto os olhos apesar de usar óculos. Fica mal.

Que pessoalmente acho mal formulado, mesmo se concordo com a solução.

Eu explico depois de lerem:

É assim: se o regime jurídico dos contratos menciona ano civil… então uma oferta de escola lançada em Janeiro de 2013, deve ter em conta o tempo de serviço prestado até 31 de Agosto do ano (civil) anterior. Que é 2012 e não 2011.

Sobre a Colocação de Professores na Formação Profissional

Puf

Puf puf

Puf puf puf

Plec puf – plec puf – plec pif pif

Fium fiu, – fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Traque

[Fafe] Esgotos de Paris

Num local muito agradável. Clicar na imagem para aceder a mais informação.

 

Quem leia João César das Neves e conheça os números reais fica boquiaberto… Porque em Portugal o peso do sector privado na Educação é dos maiores na Europa (ver quadro comparativo no fim do post)… só que se tem conseguido, com algum sucesso, fazer crer o contrário.

Mais grave… as escolas privadas viram o seu financiamento ser mantido pelo actual Governo, o mesmo que mandou cortar despesas ás escolas e reduziu em dois salários a remuneração de professores e funcionários.

Ler isto é algo que só se entende no reino do maravilhoso ou do realismo fantástico, mas que é coerente com as emílias de pestana aberta e bolsas ainda mais:

Um conjunto de acossadas escolas particulares permanece teimosamente ao lado da esmagadora mole pública. Mas a sua existência é sempre precária, ameaçada, incerta. Em particular nestes anos o ensino privado sofre mais um ataque devastador, que muitos consideram fatal. O mais curioso é que isto não varia com a linha política, pois permanece com qualquer orientação do executivo.

O governo Sócrates foi especialmente agressivo contra a liberdade de ensino, por razões ideológicas, enquanto o governo Passos usa alegadas razões financeiras. O que constitui uma rematada mentira, porque fica muito mais caro ao Orçamento de Estado ter um aluno no sector público que no privado com apoio. Os cortes nos contratos de associação são suicidas para o Orçamento.

Num tempo que apregoa a liberdade como valor supremo, de que a liberdade educativa é parte central, num tempo de concorrência, abertura e globalização, num tempo de privatizações, até forçadas e apressadas, como se explica a tendência estatizante na educação nacional, que repetidamente provou a sua ineficácia? A razão é muito mais profunda que a flutuação governativa e até geracional.

A verdadeira origem vem do traço paternalista da cultura portuguesa, que sempre gosta de sentir a mão protectora do Estado. Até para poder dizer mal dela. Em Portugal nunca houve, nem pode haver, pensamento liberal.

Pensamento liberal, há. A prática é que não.

Porque por liberal não se deveria entender quem vai pedir subsídios ao Estado e dele dizer mal…

Talvez uns dados comparativos possam ajudar… não são os mais recentes, mas tenho quase a certeza que os mais recentes mostram bem que não há falta de sector privado. Há falta é de liberais que assumam a iniciativa privada por completo, queixando-se do Estado não lhes financiar até as senhas de gasolina… ou será que até isso financia?

Ahhh, falta dizer que JCN escreveu tudo aquilo com base numa tese sobre o ensino privado católico nas décadas de 50 a 70…

A equipa que está a preparar o estudo sobre o custo médio dos alunos no ensino público encontra-se no despacho n.º 135/2012 do secretário de Estado Casanova de Almeida.

a) Licenciado Pedro Manuel Cruz Roseta, que presidirá;
b) Doutor Alfredo Duarte Egídio dos Reis;
c) Doutora Cláudia Sofia Sarrico Ferreira da Silva;
d) Licenciado Luís Manuel Flores de Carvalho.

Não colocando, de modo algum, a competência das pessoas em causa, gostaria apenas de assinalar este detalhe curricular sobre o presidente deste grupo de trabalho, sendo que nem estranho que um licenciado presida aos doutores…

Presidente do Conselho Coordenador do Ensino Particular e Cooperativo (1989 -95);

Mas isto entende-se porque o estudo foi uma exigência feita ao MEC, o qual a acatou e colocou a estudar o custo comparativo da criação de cachorros e gatos a um antigo presidente de uma associação de defesa dos direitos dos cachorros.

Neste contexto, em Setembro último, o Ministério da Educação e Ciência assinou com a AEEP (Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo) e o MEPEPC (Movimento da Escolas Privadas com Ensino Público Contratualizado), protocolos destinados a garantir o normal funcionamento do ano escolar em curso, estabelecendo as condições de manutenção dos contratos de associação em vigor, bem como o montante do correspondente financiamento público.
Nos referidos protocolos, o Ministério da Educação e Ciência assumiu também o compromisso de criar um grupo de trabalho com a missão de efectuar os estudos necessários para o apuramento do custo real dos alunos do ensino público por ano de escolaridade, tendo em vista a alteração do modelo de financiamento público aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo em regime de contrato de associação.

Conhecem algum estudo, feito assim de forma tão cordata, pelo MEC, a pedido de alguma outra organização, nomeadamente de professores, encarregados de educação ou dirigentes de escolas públicas?

Questões colocadas ao sindicato da colega… um dos que se vai reunir em breve com o MEC.

Exmos. Senhores,

A disciplina de Educação Tecnológica foi retirada do currículo e ninguém esclareceu os professores do grupo 530 o que se iria fazer com estes professores, ou seja!

– Se EVT foi dividida em EV+ET porque continua a aparecer apenas um grupo nas listas de colocação? É necessário criar um grupo para ET no 2º ciclo!

– Se as metas curriculares para ET do 2º ciclo são iguais às do 3º ciclo, é necessário que os professores de ET do 3º ciclo possam concorrer a ET do 2º ciclo!

– Para que se evite no próximo ano letivo que 300 professores contratados de ET estejam na mesma situação deste presente ano letivo – desempregados – é necessário que, os professores que tenham habilitação própria para lecionarem noutros grupos possam profissionalizar-se nos respetivos grupos!

Em nome dos professores contratados peço que analisem esta situaçao

Grata pela atenção
Catarina Andrade
 
Professora desempregada grupo 530

 
NOTA: E VINCULAÇÃO PARA ESTES PROFESSORES? QUE NOS ACONTECERÁ?

Um Yes, Prime Minister no seu estado mais básico, o da emília patroa.

Imagem colhida no mural de Pedro Piedade Marques

.. no que apenas segue o nosso actual PR que, enquanto PM, se ufanava de não ler jornais mas… era bom que alguém lesse por ele.

Se outras não existissem, por uma que pode eventualmente incomodá-lo por revelar inconfidência: é que há por aí um(a) comentador(a) que se gaba de conhecer a realização de um estudo (algo de que eu também tenho conhecimento… de estar prometida a sua realização) sobre os custos médios por aluno no ensino público e privado, andando já a avançar eventuais conclusões.

Ora… de duas, três… ou o estudo está ainda a ser feito e já se conhecem as conclusões (afinal, não nos queixávamos todos daqueles estudos tipo-OCDE dos tempos socráticos que chegavam sempre às conclusões desejadas?), o que me parece escassamente científico ou o estudo está feito e alguém anda a queimar os timings da divulgação…

A parte ameaçadora do género… vocês, professores do ensino público vão ver e vão pagá-las… também me parece escusada. Afinal, tal estudo andará a ser feito com dinheiros públicos e fica mal a quem mama dizer mal da teta. Não é raro, mas é pouco… ético.

Claro que pode ser tudo a disfarçar, mas a verdade é que o clima de intimidação é curioso… em especial se começarmos aqui a evocar certas boas práticas de gestão como reter alunos semanas a fio com matrículas em suspenso num colégio privado para, depois, os descarregar em cima de uma escola pública, fazendo com que as turmas fiquem todas nos limites dos 30 alunos ou mais…

Esta situação anda a circular por mail há uns tempos…

Colegas:

Sou do grupo 250 e no dia 12 fiquei colocada nos Açores, na EBS da Povoação. Leciono há 17 anos, nunca me afastei da minha zona de conforto e depois da fase do pânico passei à fase do “um ano passa depressa e afinal de contas muitos colegas desejariam este lugar”. Telefonei para a escola, sublinhei o facto de ser do continente e de não ter alojamento, pelo que me foram fornecidos contactos de quartos e apartamentos. Após as despedidas sempre dolorosas e toda a logística que envolve deixar uma vida no continente por um ano, lá segui para S. Miguel.

Chegada à escola fui encaminhada para os Serviços Administrativos, onde preenchi a papelada do costume. Informaram-me então que deveria aguardar até me apresentar no Conselho Executivo uma vez que se encontravam em reunião. Quando finalmente me apresentei, e ainda radiante com a forma como decorreram os concursos no Açores (que respeitam a graduação, são rápidos e afixam e cumprem as datas de publicação das listas), deparei-me com um autêntico pesadelo. O horário que me foi atribuído contemplava 5 escolas diferentes de 1º Ciclo (um concelho inteiro), a lecionar AEC’s, sendo que num dos dias da semana teria de me deslocar para 3 escolas diferentes com mais de 10 Km de distância entre elas! Entrei imediatamente em pânico e, apesar do meu desespero apenas me foi dito, repetidas vezes, que teria de ter carro e que se não o tivesse teria de o adquirir!

Para abreviar, estive 4 ou 5 horas nesta situação, tendo-me sido inclusivamente mostradas por um colega (que não sei quem era porque ninguém se apresentou no Conselho Executivo) páginas da net de um stand da Povoação que vendia automóveis. Questionei repetidas vezes o facto de NINGUÉM me ter informado desta situação pelo telefone e foi-me dito, várias vezes por esse mesmo elemento do CE, que deveria ter colocado essas questões à escola. Foi assumido o esquecimento da parte da escola devido ao excesso de trabalho no início do ano letivo. Posteriormente, lá me foi dito que teria direito às despesas de combustível, mas que teria de ter carro, uma vez que o meu único “problema” era esse. Acabei por desistir do horário, mas tendo contactado o Sindicato de Professores dos Açores que me atendeu de forma rápida e extremamente competente, fui informada do facto de ter direito a transporte e afins, uma vez que aparentemente “ainda” não nos é exigida carta de condução para concorrer. Pedi também o livro de reclamações, que o dito “colega” disse logo não existir, e apresentei a minha queixa. Balanço final: 500 euros de despesas de avião, uma crise de nervos e uma revolta muito grande por verificar que nem com os nossos “colegas” estamos seguros.

Agradeço que todos divulguem esta situação, que acontece em quase todas as colocações da EBS da Povoação, de modo a que mais nenhum colega passe pelo que passei.»

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Aida Figueira

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