Nos últimos dias acumularam-se as informações sobre os cortes que andam a ser exigidos aos CRI (Centros de Recursos para a Inclusão), ao nível dos 50% em alguns apoios.

Uma pessoa informada desabafou assim por mail:

Os alunos com apoios têm duas hipóteses: ou se aceita os termos que vigoravam no anterior ano lectivo e terão os tempos adequados para a sua problemática, ou se mantém o actual quadro de horas/alunos aprovado pela DRE e terão que ser “expurgados” muitos alunos dos apoios, se quisermos manter o nível exigido pelas NEE de cada um.

Mas o problema é mais complexo, porque alguns CRIs já aceitaram trabalhar no nível da indigência, com recibos verdes, 46 horas de trabalho e uma série de práticas obscenas que afrontam a ética profissional de alguns que ainda resistem.

Ora isto é vergonhoso, embora enquadrável numa adaptação ao território nacional das teorias dos teorizadores da facção radical dos Tea Party do Partido Republicano americano.

Ao mesmo tempo, depois de turmas constituídas e do arranque do ano lectivo, parece que vão surgir indicações para travar o funcionamento de cursos EFA. O mail da DREC que divulguei isso é claro. E parece ser tudo tão mais verdadeiro, quanto o revelam as ameaças que já surgiram na caixa de comentários contra mim e em defesa da opacidade de funcionamento das DRE e MEC.

O medo parece ser a estratégia adoptada para silenciar quem discorda.

Há que resistir. Em especial quando a ameaça da difamação pessoal e profissional é a reacção de alguns. Com a anuência táctica de outros.

A alusão, a insinuação, a tentativa de manipulação da opinião pública voltou, pujante.

Os actores profissionais detestam que os amadores os embaracem.