Terça-feira, 18 de Setembro, 2012


Futureheads, Skip to the End

Estatuto do Aluno e Ética Escolar – todos os documentos de apoio

Vigílias no Porto e em Coimbra contra a nova estrutura curricular, a formação de mega-agrupamentos e pela vinculação dos professores contratados

60 crianças sem educadora, pais culpam a plataforma de colocação de professores e a direcção culpa os professores. Monte Abraão, Sintra.

Devido às más condições, pais tentam fechar a escola a cadeado, Belas, Sintra.

O Ministério da Educação e a SporZone apoiam alunos carenciados e dão mochilas.

Orjais, Covilhã, junta de freguesia apoia nas despesas escolares.

Premiar os melhores professores do País

Dando seguimento a um longo historial no apoio à Educação, o DN lança um projeto para premiar o elo fundamental na aprendizagem dos alunos portugueses: o professor. E serão as próprias comunidades a candidatar…

É mais interessante que parta da sociedade civil do que da tutela… até porque nada garantiria que depois desse mesmo o prémio. Mal por mal a pouco saudosa MLR sempre premiou quem se prestou ao papel.

A FNE confirma?

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, garantiu nesta terça-feira que “nenhum professor com ausência de componente lectiva [ou seja, sem dar aulas] entrará em mobilidade especial”.

Portas “muito orgulhoso” com a postura dos portugueses

Ex-ministro admite ‘erro’ sobre comboio da Ponte

O ex-ministro das Obras Públicas João Cravinho afirmou hoje que houve um «erro» na previsão da procura do comboio da Ponte 25 de Abril, no contrato de concessão com a Fertagus, admitindo que podia ter sido evitado.

(…)

Admitindo que «o erro podia ter sido evitado», o ex-governante socialista defendeu que tinha que «haver uma partilha do risco de tráfego» sob pena de não haver concorrentes à concessão.

«O risco de tráfego era uma espécie de Adamastor», afirmou, referindo que o risco de tráfego era o «terror dos concorrentes eventuais», explicou.

Desde a exportação para o BERD que só por distracção me convence de alguma coisa.

A confissão da rendição do interesse público aos privados é evidente. Inflaccionaram as previsões para atrair concorrentes, mas quem pagou o risco foi o Estado.

Maria Teresa Horta recusa receber prémio literário das mãos de Passos Coelho

(…)

“Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto, cujo júri é formado por poetas, os meus pares mais próximos – pois sou sobretudo uma poetisa, e que me honra imenso -, ir receber esse prémio das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país”, explicou Maria Teresa Horta à Lusa.

Porque é o que se passa quando são Estados estrangeiros, ou as suas gargantas, a beneficiar mais, enquanto accionistas de referência, do corte da TSU em empresas com a EDP, a GALP ou a ZON.

E Tudo O Capitalismo de Estado Levou?

Ao passear pela blogosfera e fóruns frequentados por professores deparo com duas situações que acho típicas de quem só considera válidas as suas opções.

  • Há um grupo de professores contratados que destila bílis e azedume sobre os professores dos quadros, achando que muitos deles não trabalham, que em vários casos até têm menos tempo de serviço, que são uns malfeitores que lhes tiram o posto de trabalho.
  • Há um outro grupo de professores, neste caso dos quadros, que acham injusta uma vinculação extraordinária de contratados que permita a alguns deles ocupar vagas que deveriam ser primeiro disponibilizadas a quem já está nos quadros.

Passa por aqui muita incompreensão mútua e alguma irracionalidade argumentativa, própria de um tempo de desespero mas que nem por isso é mais aceitável.

Vejamos:

  • Há professores que entraram para os quadros sujeitando-se a colocações distantes, em parte por imposição da legislação existente à época, e esperando depois aproximar-se da residência com os destacamentos também facultados pela legislação. Foi uma opção: assegurar o lugar do quadro e começar a progredir na carreira, à custa de algum desconforto pessoal e profissional.
  • Há professores que preferiram ficar contratados mais tempo, evitando concorrer para mais longe e abdicando de entrar para os quadros e sacrificando alguma remuneração, em troca de colocações mais tardias mas mais próximas da sua residência e família. Foi uma opção: assegurar algum conforto resultante da proximidade, à custa de alguma instabilidade na colocação e sacrificando a remuneração.

Em qualquer dos casos foram feitas opções que se acreditam conscientes e informadas, pelo que me parece absolutamente insensato que agora se lancem anátemas sobre aqueles que fizeram o que não se quis fazer.

Se há professores vinculados com menos tempo de serviço, foi porque arriscaram. Se há professores contratados que agora estão em posição de se vincularem ao fim de muitos anos de serviço, foi porque optaram perder anos de carreira e de progressão salarial.

Deixem de se acusar uns aos outros. Assumam as prioridades, as opções feitas de acordo com a legislação que estava em vigor e, por favor, deixem de dar tiros nos pés.

Portugueses têm capacidade única para aceitar sacrifícios

Pires de Lima defende que têm é de ser justos e com sentido.

Exmº Sr:
Diretor Geral do Recursos Humanos da Educação
Mário Agostinho Pereira
Av. 24 de Julho, nº142
1399-024 LISBOA

REQUERIMENTO

Nome:            portadora do BI           Residente em         , docente de QZP -04 opositor ao concurso Mobilidade interna 2012/2013 constante na lista definitiva de não colocação com o nº     de candidato          e nº de ordem             ; vem expor a V. Exª o seguinte:

– Agrupamentos há que estão a atribuir horários completos a docentes colocados por Mobilidade por doença ao abrigo do Despacho nº 6042/2012, ignorando o estipulado na alínea b) do artº 26º, na alínea b) do artº 28º e no nº 3 do artº 37º do Decreto – Lei nº 132 de 27 de junho de 2012.

Assim sendo, vem requerer a V. Exª esclarecimento de tal situação em virtude de estar a ser lesado pelo facto de estes docentes estarem a ocupar vagas, que seguindo as diretrizes do descrito no ponto 4 da nota informativa emanada pela DGAE datada de 5 de setembro de 2012, esses docentes seriam colocados após mim que sou docente de QZP.

Pede deferimento

Data:—————-

Assinatura:_________

Para evitar equívocos, quem queira apresentar comunicação no encontro-debate A Blogosfera e a Discussão das Políticas Educativas em Portugal para além da inscrição online deve enviar essa proposta, com o tema a abordar para o mail iniciativablogger@gmail.com.

Até dia 30 de Setembro.

Romney Calls 47% of Voters Dependent in Leaked Video

WASHINGTON — During a private reception with wealthy donors this year, Mitt Romney described almost half of Americans as “people who pay no income tax” and are “dependent upon government.” Those voters, he said, would probably support  President Obama because they believe they are “victims” who are “entitled to health care, to food, to housing, to you name it.”

Os que rodeiam o poder por cá pensam o mesmo, não só de quem recebe apoios sociais mas da larga mairoia do funcionalismo público.

Mesmo se são pagos pelo mesmo dinheiro público nos seus grupelhos de trabalho e assessorias.

CE lembra que TSU faz parte do acordo que permite nova tranche

Bruxelas: desembolso não depende apenas da Taxa Social Única

Anos de Serviço por Grupo Disciplinar

Acho bem, já ouvi isto há uns anos e deu em nada. E nessa altura era bem mais de um centena a pedir.

Não chega falar em fenómenos novos, há que os protagonizar e não fazer o mesmo de sempre.

Plataforma lança apelo para greve de uma semana

A Plataforma pela Educação defendeu hoje uma greve de uma semana nas escolas, apelando aos sindicatos do setor para que ouçam e adiram às propostas dos movimentos que congregam professores.

Carlos Gomes, membro da plataforma, disse à Agência Lusa que os sindicatos têm que deixar de estar “fechados” aos movimentos sociais que se organizam de forma inorgânica.

“Estas estruturas não querem perceber que há uma realidade nova, que as pessoas se querem indignar e manifestar mais livremente, sem compromissos com partidos ou sindicatos. Ou aceitam este desafio das pessoas ou vão continuar presos na sua lógica, sem dar resposta às preocupações das pessoas”, afirmou Carlos Gomes, à margem de uma vigília que ao início da noite congregou cerca de uma centena de pessoas frente à Assembleia da República.

Numa moção aprovada pelos presentes, defende-se que “as escolas devem parar durante uma semana”, repartindo os dias por cada ciclo de ensino e culminando numa greve nacional da função pública.

 

O sonho de Pedro Passos Coelho

«”Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.

Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.

Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena… os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.

O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura – é outro papão de que não se pode falar -, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura. Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam – ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.

O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.

Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite.”»

José Vítor Malheiros

Aqui.

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