Ministério expõe dados pessoais de 974 professores

Descoberta foi feita pelo Tugaleaks, que apresentou queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Uma pesquisa no Google pelo Tugaleaks permitiu aceder a nomes, moradas, salários e outros dados, atualizados até Junho, de 974 professores do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Santiago, em Setúbal.

Na sequência desta descoberta, a organização portuguesa de ciberativistas apresentou esta sexta-feira uma queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) contra o Estado português. «Nunca encontrámos tantos dados expostos com tanta informação», disse em declarações à TVI24 Rui Cruz, responsável pelo Tugaleaks.

«A exposição destes dados é uma matéria ilegal. Devemos agir como a lei manda e prevenir a proteção de dados porque existe não apenas este, mas outros casos no Ministério da Educação e de outros sites do Governo completamente expostos a qualquer pessoa que saiba pesquisar», acrescentou o ativista.

A pesquisa destes dados não está acessível, à primeira vista, no site do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Santiago, mas uma pesquisa de ficheiros do tipo txt feita por alguém mais entendido em internet pode facilmente encontrá-los.

O responsável do Tugaleaks disse à TVI24 que não encontrou dados relativos a alunos expostos no site do Ministério da Educação.