Segunda-feira, 17 de Setembro, 2012


Poolside, Do You Believe?

Declaração de Retificação n.º 46/2012
Para os devidos efeitos se declara que a Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro (…).

Só deram com o erro de uma data? A sério?

gosta-se.

já consolidou quantas turmas – porque é perigoso falar-se em número de alunos – que permanecem sem professores e estão a andar por aí ao deus-dará?

Como já foi anunciado, está em preparação um debate aberto a professores e bloggers com o tema  A Blogosfera e a Discussão das Políticas Educativas em Portugal.

A ideia passa por debater, a partir de dentro das escolas, uma série de temas com alguma actualidade para a Educação neste arranque do ano lectivo (A Vinculação Extraordinária de Contratados, O Modelo de Gestão Escolar, A Hiper-Burocracia, A Gestão de Expectativas na Classe Docente, Autonomia e Centralismo, Gestão do Currículo), que se procurarão tratar de forma articulada.

O encontro vai realizar-se no dia 6 de Outubro, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, com duas sessões pela manhã e duas à tarde.

As sessões serão dinamizadas por um ou dois dos organizadores e estão abertas à participação mais activa (com comunicação) ou passiva (assistência e debate posterior). Terão um moderador e 2 a 3 oradores convidados ou que se venham a inscrever com esse objectivo.

O plano quase final das sessões será apresentado no final desta semana.

A inscrição deve ser feita directamente aqui com os seguintes elementos:

  • Nome, Escola de colocação, Nível de ensino, Situação profissional, Mail/Tmóvel, Blogue/url.

A inscrição deve ser feita até dia 30 de Setembro por razões logísticas de reserva do espaço mais adequado, para evitar constrangimentos à última hora.

Para além dos organizadores está já confirmada a participação nas sessões de César Israel Paulo (ANVPC), Mário Carneiro (blogue O Estado da Educação e do Resto), José Alberto Rodrigues (APEVT).  Jorge Costa (peticionário ao parlamento europeu), Luís Braga (blogue Visto da Província e Agrupamento de Escolas de Darque), Miguel Reis (MEP, Grupo de Protesto dos Professores Contratados e Desempregados) e Ricardo Silva (APEDE).

(c) João Francisco

Início do ano letivo, primeiro dia de aulas

É normal que se faça um primeiro balanço do início das aulas. Pais, alunos e professores ficam na expetativa. Esperam-se melhores tempos e tenta equlibra-se entre o real (realidade educativa) e o que se espera do real.

Por mim, gostaria que que as utopias educativas se tornassem realidade. Gostaria que os Professores fossem (na realidade) professores/investigadores, tal como aprendi na Faculdade; gostaria que os professores fossem professores “do cuidado” (take care), que conseguissem acolher e atender cada um dos alunos, tal como merecem, indo ao encontro do tal dito cujo ensino personalizado; gostaria que os professores fossem vistos como guardiões da cultura, orientadores de saberes fundamentais e de competências básicas, que contribuíssem para o desenvolvimento pessoal e social dos alunos.

Na realidade os professores gastam mais tempo nas obrigações burocráticas do que em momentos de investigação, estudo e atualização.

Na realidade os professores sentem-se obrigados a um ensino de massa, expositivo, dirigido a todos, não conseguindo atender a cada um, à realidade pessoal de cada um. As grandes Turmas e as tarefas paralelas (Relatórios, Atas, Observatórios, acompanhamentos de casos, etc etc) deixam pouco tempo para concretizar as (u)topias pedagógicas. Os professores ficam com menos tempo para tarefas pedagógicas e científicas, que, afinal de contas, são as tarefas/funções específicas da profissão docente!?

Por mim, preferia de ser professor de cada um dos meus alunos, do que ser professor de todos. Gostaria de ser professor de pessoas e não de indivíduos.

Pedro Vargas
Portugal

Porque assinou o que assinou, fingiu que ia rasgar, amochou e só fala, fala, fala… mas não sai de baixo.

UGT: OE deve “ser submetido previamente a análise do Tribunal Constitucional”

Hoje falaram-me em Ciência Recreativa.

Eu acharia interessante num clube, mas…

Das toneladas de ficção histórica nacional. Em especial das que metem reis, rainhas, África, sertão, coiso e tal. Sai um com jeito por cada 7523 a martelo.

Despacho n.º 12173/2012

(…)

Nesse sentido, o Decreto -Lei n.º 15/2007, na nova redação que conferiu ao Estatuto da Carreira Docente, determinou no artigo 8.º das suas disposições transitórias que a profissionalização devia estar concluída no prazo máximo de três anos escolares.
Porém, continuam a existir professores, integrados nos quadros, portadores das habilitações científicas requeridas para o acesso à profissionalização no ensino (habilitação própria), que não obtiveram a necessária formação pedagógica em curso adequado.
No sentido de regularizar as situações destes docentes, do ensino público e particular, portadores de habilitação própria para a docência, nos termos da legislação então em vigor, mas sem a correspondente formação pedagógica que lhe conferisse habilitação profissional para a docência, foram publicados os Despachos n.os 10 151/2009, de 2 de abril, 2283/2012, de 27 de Janeiro, 18 040/2008, de 4 de julho, e 10 811/2011, de 1 de setembro, e prorrogado o prazo para conclusão da profissionalização em serviço até ao final do ano letivo de 2012 -2013.
Termos em que, considerando que a Universidade Católica Portuguesa pretende disponibilizar um curso de profissionalização em serviço para professores das escolas profissionais, permitindo satisfazer o interesse público subjacente à exigência de qualidade daquele ensino com as expetativas profissionais dos seus docentes, determino:
1 — É autorizada a abertura do curso de profissionalização em serviço para docentes das escolas profissionais, públicas e privadas, a ministrar pela Universidade Católica Portuguesa, no ano letivo de 2012 -2013.

Então acabam as profissionalizações em serviço nas universidade e politécnicos da rede pública e abrem-se no sector privado? Mas isso nem é o mais importante…

O prazo é prorrogado cerca de dois anos depois do seu fim? Especificamente para um curso de uma instituição específica. com destinatários muito específicos?

E logo nesta altura específica de desejo de expansão dos Cursos Profissionais, Vocacionais ou lá o que é?

É impressão minha ou isto está minado por uma evidente ilegalidade, porque de imoralidade nem é bom falar?

E repare-se agora como, depois de falar na existência de professores dos quadros sem profissionalização, se estende o âmbito dos candidatos a outras situações?

Aqui há evidente marosca…

3 — Para os efeitos previstos na alínea b) do n.º 1 do artigo 22.º do Estatuto da Carreira Docente, são reconhecidos como detentores de habilitação profissional os candidatos que ao abrigo do presente despacho reúnam, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a) Que à data da inscrição no curso sejam titulares de habilitação própria para a docência, nos termos da legislação aplicável à data da sua conclusão, e possuam cinco anos completos de serviço docente em 31 de agosto de 2012;
b) Possuam seis anos completos de serviço docente efetivo em 31 de agosto de 2013, estando, assim, nos termos do artigo 43.º do Decreto -Lei n.º 287/88, com as alterações introduzidas pelo Decreto -Lei n.º 345/89, de 11 de outubro, dispensados do segundo ano da profissionalização;
c) Tenham concluído o curso da profissionalização em serviço ao abrigo do presente despacho até ao final do ano escolar de 2012 -2013.

João César das Neves é um opinador divertido, que percebe de Economia, não nego, vista da janela ideológica dele. De outras matérias percebe pouco e nem vou entrar pelos campos da sexualidade, sobre a qual ele tem a postura de um ratzinger luso.

Falemos só daquilo que eu percebo menos mal, de História.

A sua crónica de hoje é um curioso exercício de uma de duas coisas: de desconhecimento básico de História da I República ou de amputação selectiva desse conhecimento.

Afirma ele, para assustar a malta com as manifestações e a defesa dos direitos laborais e constitucionais:

O problema estava nos cidadãos honestos, nos trabalhadores patriotas, que queriam mais do que havia. Se somássemos tudo o que as pessoas comuns achavam ter direito, e calculássemos o total daquilo que os contribuintes consideravam justo pagar, os valores não equilibravam. Mesmo eliminando todos os desperdícios, abusos e roubos, o buraco permanecia. Por isso é que só havia medidas más. Mas cada um defendia o seu interesse. Os governos, que defendiam o país, sucediam-se, como os protestos. E o défice.

Até que aconteceu uma coisa: o povo perdeu a paciência. O horror ao longo caos de tumultos fez com que o povo calasse. Pura e simplesmente deixou de ligar. Vieram os militares. Mas os militares já tinham vindo muitas vezes, sempre vencidos pelos protestos. Desta vez o povo deixou. Os militares, como sempre, fizeram asneira, até chamarem um professor que acertou as contas. Começou a ditadura das finanças.

Sucederam-se as medidas más, muito más. Mas desta vez os protestos foram silenciados e o buraco acabou. É verdade que, além da ditadura das finanças, houve também uma outra, essa geral, que dominou o país e amordaçou as liberdades por 50 anos. Portugal viveu décadas sem os direitos que antes não quis limitar em liberdade. Os tribunos foram expulsos ou viveram na clandestinidade. Não se sabe se vieram a arrepender-se dos ataques que tinham desferido, com tanto sucesso, contra os governos frágeis que tentavam resolver o défice em liberdade.

Esta é uma história muito instrutiva hoje para os países da Europa. Mostra como, ao defender o importante, podemos perder o essencial.

Ora… a I República não acabou assim e há erros básicos nesta exposição dos factos… alguns da área directa de teórico conhecimento de César das Neves.

O maior défice das finanças públicas portuguesas no período da República resultou da participação na I Guerra Mundial: quase 14 milhões de libras ouro (apresentar as contas em escudos, com a desvalorização e inflacção de então é errado) em 1918-19. Daí até 1922-23, a maioria dos anos apresentou um défice ligeiramente acima dos 5 milhões (menos de 4 em 1921-22). Curiosamente em 1925-26, o défice estava em 1279 milhões… que é quando se dá o golpe de 28 de Maio…
E no primeiro ano da ditadura dispara para 6,772 milhões, o mais alto numa década.

Mas isto César das Neves deveria saber, até porque já o escreveu:

Financial crisis – with a public debt of above 86% of GDP in 1923 and public deficit above 8% of GDP – and an inflation rate wich erode the currency, were already being tackled before the 1926 revolution. But the “Estado novo” got all the credit and credibility for the result. (João César das Neves, The Portuguese Economy – A Picture in Figures – XIX and XX Centuries, Lisboa, Univ. Católica, 1994, p. 51)

Mas enfim, a idade prega destas partidas à memória.

Quanto ao resto, a I República caiu porque a camada política dirigente republicana se afastou progressivamente da sua base eleitoral, se dividiu em questiúnculas intestinas, passando a ser percepcionada como um conjunto de cliques que procuravam dominar o aparelho de Estado para alimentar as suas clientelas.

Talvez César das Neves pudesse preocupar-se mais com esses factos. E, ao contrário do que dá a entender, as manifestações contra o actual governo são a antítese da anomia popular final em 1925 e 1926, quando a fraude bancária de Alves do Reis com o seu Banco de Angola e Metrópole não teve o destino final de outras fraudes mais tardias… pois não foi nacionalizado nem, depois, vendido aos interesses de outro Estado… até porque esse Estado ainda não o era.

João Bilhim, presidente da CReSAP não se compromete a ter os 800 concursos concluídos no final de 2013.

37 concelhos sem escolas secundárias

No ano em que a escolaridade obrigatória é alargada ao 10.º ano, ainda há 37 concelhos sem escolas secundárias. Para evitar que mais alunos tenham de deslocar-se, há EB 2/3 que vão ter Ensino Secundário.

Ministério expõe dados pessoais de 974 professores

Descoberta foi feita pelo Tugaleaks, que apresentou queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Uma pesquisa no Google pelo Tugaleaks permitiu aceder a nomes, moradas, salários e outros dados, atualizados até Junho, de 974 professores do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Santiago, em Setúbal.

Na sequência desta descoberta, a organização portuguesa de ciberativistas apresentou esta sexta-feira uma queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) contra o Estado português. «Nunca encontrámos tantos dados expostos com tanta informação», disse em declarações à TVI24 Rui Cruz, responsável pelo Tugaleaks.

«A exposição destes dados é uma matéria ilegal. Devemos agir como a lei manda e prevenir a proteção de dados porque existe não apenas este, mas outros casos no Ministério da Educação e de outros sites do Governo completamente expostos a qualquer pessoa que saiba pesquisar», acrescentou o ativista.

A pesquisa destes dados não está acessível, à primeira vista, no site do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Santiago, mas uma pesquisa de ficheiros do tipo txt feita por alguém mais entendido em internet pode facilmente encontrá-los.

O responsável do Tugaleaks disse à TVI24 que não encontrou dados relativos a alunos expostos no site do Ministério da Educação.

… para quebrar outra promessa repetidamente feita?

Os professores, médicos e outros trabalhadores da área da saúde vão ser abrangidos pelo alargamento da mobilidade especial, avançam o Diário Económico e o Jornal de Negócios.

Já apareceu quem diga que é mais para o pessoal não docente, mas isso é para desviar atenções…