O Nuno Melo bem pode tentar contorcer a argumentação e Paulo Portas desafiar aberturas como se fosse líder da Oposição e não o nº 2 (3? 4??) do Governo.

Mas a verdade é outra. Se as medias propostas pelo PM são más para o país, então a permanência da coligação só se explica pelos interesses particulares do CDS em manter-se na esfera executiva. O que está em causa é que o interesse do partido em vez do interesse do país.

O CDS é especialista em ser Governo e Oposição, mas neste caso a artificialidade é por demais evidente. O argumento do perigo da crise política é um útil bicho-papão.

José Manuel Rodrigues bateu com a porta. Com Ribeiro e Castro e Bagão Félix há um trio com alguma coerência à Direita.