Sábado, 15 de Setembro, 2012


REM, It’s The End Of The World As We Know It (and I Feel Fine…)

… cortava o cabelo na altura certa, fazia dieta e respondia fofinho e redondinho.

E se ele fosse sentar-se em cima de…

Vítor Constâncio: novas medidas de austeridade têm de ser cumpridas

Um sinal da falta de qualidade da nossa democracia é este senhor ter conseguido ter a carreira que teve.

Foto do Buli

 

Confesso que, neste momento, é difícil fazer uma apreciação.

Para algo sem autocarros, parece bastante interessante.

Cobertura televisiva simpática da RTP Informação e SICN. A TVI24 parece-me mais intermitente.

Imagens colhidas nos murais do FB de Laura Rocha e Paula Veiga.

CDS-PP: Diogo Feio defende «estabilidade política»

«Não há química entre PSD e CDS», diz vice-presidente democrata-cristão

Isto faz lembrar aquelas moções do Bloco contra o governo do Sócrates. Porra, pá!!!

Seguro não quer crise política; Governo deve governar

O secretário-geral do PS disse ontem à noite que não deseja nenhuma crise política em Portugal; compete ao Governo manter as condições políticas para resolver os problemas dos portugueses.

Assim, para que rai’sparta temos uma Oposição? Se não quer governar ou ser ela a resolver os problemas dos portugueses?

Este tipo não consegue fazer ou dizer duas coisas seguidas com jeito!

Não é que eu adore a ideia de uma aliança dominada pelos marimba boys, mas que enorme vácuo que este PS é.

Ricardo Costa, também no Expresso:

Além de não ter núcleo político, o Governo tem uma estratégia de comunicação assente em bloggers e jovens académicos. os primeiros só servem para fazer guerrilha. os segundos quase nunca têm os pés assentes na terra. A comunicação de Passos Coelho ao país e a mensagem ‘fofa’ no Facebook saíram dessas cabeças.

Esta é uma enorme verdade… sendo que, conhecendo de perto, mesmo que por muito pouco tempo, alguns dos crominhos, a sensação de descolamento da realidade é imensa. Há meninos da mamã, copinhos de leite desnatado autêntico, que vivem deslumbrados com o cosmopolitismo da educação que o dinheiro da família lhes permitiu, mas que da vida e da História recente só conhecem uns excertos mal recortados e bebidos só nos autores certos.

Um pouco como acontece em outros quadrantes políticos a visão da realidade é completamente distorcida e lacunar. Mas tão maus ou piores do que os copinhos de leite, há os arrivistas com um modelo infra-engenheiro, de origens humildes que procuram encobrir e o fazem de forma tão mais agressiva quanto maior a ambição, capazes de esfaquear o amigo mais chegado por um lugar mais próximo do líder nos jantares sociais.

O problema não é serem (ex) bloggers e jovens académicos. É serem de uma estirpe engraçadinha mas ao mesmo tempo perigosa, porque revanchista. Não querem salvar país nenhum, mas sim provar teorias e vingar traumas passados.

O maior problema é que, devido às suas conhecidas e admitidas falhas de formação específica seja em que área for, Passos Coelho é uma vítima e refém fácil para o brilho que estes crominhos gostam de lançar, contando histórias aventurosas das suas bloguices contra Sócrates e episódios sedutores das suas demandas académicas. E o actual PM, na falta de quem de gente sólida que o ajude, depende destas criaturas que se alimentam para crescer do Estado que dizem gordo.

Acreditem porque, de uma forma ou de outra, eu já os vi, estrelicadinhos, a tentarem colocar-se em bicos de pés, todos aprumados nos seus fatinhos de corte conservador e aipédes reluzentes, procurando que a forma passe por substância. Nos dias mais radicais deixam a penugem assomar-lhes a face e trocam a cor das meias.

Para eles Portugal é um campo de jogos e as pessoas são números que se baralham e voltam a dividir.

Raios, sou obrigado a admitir que, mal por mal, antes os catrogas do que estes verdadeiros pintelhos.

No Expresso (p. 21, sem link):

O mistério dos 120 mil alunos que desapareceram num ano

O MEC tem cada vez mais dificuldades em manter uma narrativa feita de uma evidente artificialidade estatística.

Nuno Crato decidiu enterrar-se em matéria de rigor ao insistir num argumento com escassa sustentação. è melhor que os ramirinhos lhe façam melhor os trabalhos de casa.

Não tendo havido uma quebra drástica e súbita dos nascimentos – nos anos 90 e princípios do século XXI a taxa de natalidade oscilou entre os 10 e os 11 bebés por mil habitantes – a demografia só poderá explicar em parte esse fenómeno.

O CDS tem dois caminhos. Em 99% das hipóteses passa por se acomodar à situação, para que continue na esfera do poder a fazer as suas coisinhas em relativa obscuridade e afirmar-se um partido responsável. Em 1% passaria por ser fiel às suas promessas e programa eleitoral.

Expresso, 15 de Setembro de 2012