Quarta-feira, 12 de Setembro, 2012


Editors, The Racing Rats

aproveito este espaço para parabenizar a segunda opção (política) de Sua Excelência o Senhor Ferreira Leite. Se a nobreza fica é porque ainda há alguma coisa.

FENPROF exige do ministro marcação urgente de reunião
.
Temos actualização memorandial. O que há para troca? Cromos de pizzas?

com estele soliso”.


A nova pedagogia continua a recomendar ao mês. Para que em Agosto não ocupem as praias pertencentes aos senhores ministros & assessores. Mas cometeram um lapso, este PAÍS não é vosso, mesmo que com as dívidas perpetradas por vossências. Make my day.

De docentes dos quadros aposentados entre 2009 e 2011, a partir dos cálculos do colega Jorge Marques e usando os dados oficiais para os docentes dos quadros em 2008/09 (e note-se que nestes números se encontram todos, em exercício na docência ou em outras funções).

A diminuição relativa nos últimos anos é bem maior do que a de alunos… desde que o MEC não baralhe as contas…

Falta colocar a CNL que pode servir para tapar buracos. Ao fim de 12 anos de serviço a contrato. Claro que há quem não tenha, mas o nivelamento não pode ser feito pela bitola da relva mais medíocre.

Numa escola perto de Lisboa.

Quem quiser mandar mais exemplos de horários-gruyère, a privacidade está garantida.

Foi afortunada coincidência onomástica, mas não são parentes, ela Perpétua de sua graça, ele Perpétuo de patronímico.

Encontraram-se na rua Projectada à Avenida das Gerberas (giribérias na boca de dona Perpétua, ironia urbanística para um aglomerado de betão, cimento, vidro, dejectos de cachorros bonsai e arbustos raquíticos, envergonhados da sua não sombra), no nº 23, ela a morar no 7º frente, ele no 5º direito trás.

Mal conhecidos em reunião de condóminos para constituição do respectivo colectivo legal, a sua atitude expectante e a voluntária vontade em assumir um sentido para a vida fora das suas funções quotidianas de alpaca, ansiosos de um brilho suplementar ao seu cinzento ser, ali se irmanariam na função espinhosa de gerirem um condomínio que ainda hoje afirmam ser muito complexo, apesar dos 20 anos de estadia no cargo, que a nomeação original remonta aos tempos de exposição andaluza.

Um passou a gerir até ao 6º andar e a outra do 7º para diante, porque mesmo sendo menos andares, são andares de maior responsabilidade, pois em caso de acidente, catástrofe ou mesmo outra trágica ocorrência são aqueles de onde mais alto se cai. O que agrava o prémio do seguro das partes comuns e não privadas.

A dona Perpétua sempre se destacou pela alegria posta na construção de um ar gaiato, certa ela de saber ser a gaieté um charme seu, natural e duradouro, assim durando ao longo das décadas, apesar do viço se ter escorrido e ter sido o seu espaço ocupado por um azedume crescente por sentir uma incompreensível insensibilidade alheia em relação às suas prendas. Prendas essas sofisticadas por saídas regulares a países estrangeiros lá de fora a que se chega só de avião, divididas entre as galerias comerciais e culturais, os museus de cera e as ceras cosméticas.

O senhor Perpétuo, de sorriso pronto e mão prontamente estendida para o cumprimento dócil, sempre foi um homem de flexíveis ideias feitas, confortado pelo lugar comum, temeroso da ousadia de um pensamento próprio, mesmo se toma como suas as opiniões que algures leu ou vagamente ouviu falar. Elevou a arte menor a capacidade para estar convicto das ideias dos ganhadores longínquos ou próximos, no país ou na junta de freguesia, por muito opostas que sejam e se afirmem, pois, diz ele, as coisas são mesmo assim e a vida é a vida.

Ambos, com o passar do tempo e o acumular da inércia de todos aqueles que se despreocuparam, ergueram a função de gestores a um patamar único de estagnação e irrelevância presumida. Requintaram no detalhe, na crítica melíflua aos inúmeros pecadilhos detectados em quase todos os condóminos, incluindo nos seus rarefeitos fiéis. Falando com outros gestores ou moradores em prédios vizinhos, até mesmo com visitas ocasionais com quem se cruzam no átrio e no elevador, não perdem a oportunidade para debicar os calcanhares que julgam ser vulneráveis em todos aqueles a quem sorriem quando encontram em pessoa. A todos encontram a mácula de que se sentem livres e a venialidade de que se sabem isentos.

O senhor Perpétuo afirma ter feito estudos e especializações, sabe coisas de computadores, mostra-se sempre disponível para ajudar, mesmo em canalizações entupidas, e é mais maleável e ziguezagueante que a sua colega. Sente-se em êxtase sempre que recebe um elogio, em particular quando é a dona Florida do 6º esquerdo que o lança, saltitando, ligeira, a caminho das suas ocupações singularmente múltiplas.

A dona Perpétua tenta não mostrar o frémito sempre que os garbosos irmãos Firmeza com ela se cruzam e destacam a forma hábil como a fivela do cinto que lhe acentua a silhueta combina com o pendente do seu colar comprado em Paris de França, algo que repetem mecanicamente com efeito garantido.

Ambos sentem já como propriedade sua e vitalícia o cargo que exercem, confundindo-se pessoa e função no que resta no palco de uma vida que encurta sem outras compensações.

A piedade aconselha que assim os deixemos, perpétuos, ilusórios felizes a rodopiar em torno da lâmpada. Enquanto ela não se apaga.

Não a apaguemos. Não sejamos cruéis.

É moderadamente bom que Miguel Relvas continue a passear pelo Brasil, embora continue a fazer declarações a partir de lá.

Mau, mas mesmo muito mau, é que o Nogueira Leite ainda não se pirou.

(c) Antero Valério

… e que deveriam ser denunciadas, para além de qualquer sentimento de medo, desânimo ou de uma sensação de inutilidade.

Porque nem tudo a conveniência de serviço pode explicar.

  • Horários de docentes (de 2º3º CEB) com 28 e 30 horas marcadas para serem passadas na escola.
  • Turmas com 26 e mais alunos apesar de terem alunos com NEE e o agrupamento ser TEIP.
  • Turmas regulares com 32 e 34 alunos.

Algumas coisas contam-me, outras chegam a mostrar-me os papéles, mas na maioria dos casos é pedido sigilo total sobre as situações, para além do conhecimento para memória futura.

O medo está de regresso e é preciso combatê-lo antes que a resignação se instale de forma irredutível, inviabilizando a resistência e qualquer acção.

 

Ressalvando a identidade, serve como exemplo de tanta coisa que até já cansa… quase faz ansiar pelo horário-zero…

António Barreto denuncia existência de “cláusulas secretas” nos contratos das PP

(…)

“Eu sei há muito tempo, por acaso, há quatro anos que sei que há cláusulas secretas nas PPP”, declarou aos jornalistas, à margem do 4.º Congresso Português de Demografia, que decorre hoje e quinta-feira em Évora.

Sócrates atemorizava assim tanto?

Talvez se pudesse ter evitado alguma coisa…

 

Um golpe de estado económico é um golpe de estado tout court

A marosca fiscal

PRÓ-ORDEM  DOS  PROFESSORES  ADERE  A

 PROTESTO  CÍVICO  DO  PRÓXIMO  DIA  15

A Pró-Ordem dos Professores é uma organização de Pessoal Docente de todos os níveis de educação e de ensino (do pré-escolar ao universitário), mas é uma organização independente. Razão pela qual, não tem a certeza de vir a participar num Programa de Actividades (v. g., manifestações, greves) promovido por Centrais Sindicais/Federações de caráter político-partidário, as quais, não raro, se servem do justo descontentamento dos docentes para estratégias que lhes são alheias.

Salvo melhor opinião, não será o caso do Protesto Cívico «Que se lixe a Troika, queremos as nossas vidas!» promovido por um grupo diverso de Cidadãos (relativamente) Independentes, que sempre pugnaram pela Escola Pública e pelos Serviços Públicos ao serviço dos cidadãos.

Em virtude de o MEC ter vindo a retirar condições de funcionamento às escolas, com prejuízo para a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, (aumento do número de alunos por turma; menos aulas para os estudantes e mais horas de trabalho para os professores; imposição de mega-agrupamentos que aumentaram a burocracia, etc, etc), a Pró-Ordem identifica-se genericamente com as reivindicações que presidem à Convocatória daquele Protesto Cívico Independente, que se quer assaz participado e completamente pacífico.

Em face ao supra-aduzido, a Pró-Ordem exorta todos os seus associados – e os professores em geral – a participarem na Manifestação do próximo sábado, dia 15, às 17 horas, em Lisboa, frente ao “Liceu Camões”.

Lisboa, 12 de setembro de 2012

P’la Direção

O Presidente

Filipe do Paulo

No país, na sociedade, nas escolas.

De gente habitualmente medíocre, com enorme défice de auto-estima, incapaz de enfrentar um olhar, mas que pelas costas faz arranjinhos à custa da maledicência sobre o trabalho alheio.

Custa-me que aconteça, em especial quando atinge gente amiga e inocente.

A sonseria está de volta nas escolas, em força, e afadiga-se em busca de informações sobre a avaliação. Tece tramóias, insinua, porque a cobardia raramente assume a afirmação, e enche o vazio da vidinha com as coisinhas pequenas que só a mentes tacanhas conseguem satisfazer.

Eles estão aí, de volta, e crescem na sombra húmida da tristeza e incerteza dos tempos. Não chegam a chicos espertos, porque esses ainda exibem a prosápia. Estes nem isso conseguem porque são realmente patetas, e passam por bons rapazes, cavalheiros até, pois fazem passar por simpatia e boa educação a ausência de convicções e de coluna vertebral.

Que pena eu tenho que nem toda a gente sinta energia e ânimo para os desmascarar.

Repito, custa-me mais quando atingem terceiros, que preferem não os confrontar, de tão desiludidos com tudo isto.

Mas não perdem por esperar. Sabem o quanto eu adoro ser inoportuno e meter-me no que não sou chamado…

Cratinices

Vem agora o Ministro da Educação justificar o despedimento de milhares de professores com a redução do número de alunos. Uma análise cuidada dos dados disponíveis mostra como Crato suspendeu os seus dotes matemáticos para atirar areia para os olhos de todos nós e esconder a opção ideológica que o move.

Há quem lhes chame pseudo-alunos para uns efeitos, mas depois já contem quando é para dizer que são necessários menos professores.

Rigores!

Crato utilizou Novas Oportunidades para justificar diminuição de alunos

A notícia do Público já tem link e a leitura  é muito instrutiva. Assim como a teórica admissão de correcção dos equívocos.