Segunda-feira, 10 de Setembro, 2012


Arcade Fire, Ready to Start

Vítor Gaspar fala amanhã e os portugueses estão com muito medo porque ainda têm 11 salários

E as ofensas pessoais também não… não há qualquer necessidade e apenas serve para dar escassa imagem da capacidade de argumentar…

E provoca o entrincheiramento do outro lado.

Boa noite, Paulo.

Anexo dois documentos: a aplicação na minha escola da decisão conjunta dos directores de Gaia e o documento com a mesma decisão.

Constatámos, da pior maneira, que os tempos de apoio aos alunos, que poderiam estar na componente lectiva dos professores, foram sabiamente ignorados, talvez distribuídos com a parcimónia de quem há muito não vê uma sala  de aula nem corrige um trabalho ou um teste.

Na prática, temos todos mais dois tempos semanais.

Curiosa também esta nova associação de directores, em que participam alguns proeminentes chefes de associações nacionais.

Talvez comecem a sentir que o poder tem pés de barro.

Um abraço

(…)

Anexos: Gaia Reunião Diretores e Gaia OAL dist serv docente.

… mas acredito que a culpa seja minha, por não ter inside information. Eis o que está disponível na Pordata para os alunos na rede pública (aqui, aqui e aqui). Sei que os dados para o Secundário só estão até 2010, mas não devem ter diminuído com o alargamento da escolaridade obrigatória, certo?


Secundário

Debate sobre o arranque do ano escolar.

Para mais tarde já tenho as estatísticas disponíveis para os últimos 3 anos com dados acessíveis sobre o número de alunos.

Vai existir hoje um Especial Informação sobre o arranque do ano escolar.

Não sei se o ministro irá em passo acelerado desde a TVI se vai delegar em alguns dos secretários de Estado a representação do MEC. Nesse caso, é capaz de ser divertido ouvi-los a debitar o guião.

Entretanto, por diversos factores, lembrei-me de, há uns anos (2009, salvo erro, que a memória destes episódios menores não é muito importante), a minha presença num programa deste tipo foi vetada.

Curiosa e alegadamente, por um colega.

Quanto à entrevista de Nuno Crato à TVI o post entra dentro de uns minutos.

DES CLARIFICATIONS SUR LA TAXE À 75 %

Soupçonné de vouloir mettre de l’eau dans son vin, le chef de l’Etat a confirmé le principe et précisé les contours de cette taxe frappant les revenus supérieurs à 1 million d’euros. Cette contribution exceptionnelle à 75 % restera en vigueur pendant deux ans au moins, le temps nécessaire au redressement des comptes publics. Elle touchera tous les revenus d’activité “sans exception”, y compris ceux des footballeurs et des artistes, et “2 000 à 3 000 personnes” y seront assujetties, a dit le chef de l’Etat. Ce dernier a donné des leçons de patriotisme à Bernard Arnault, qui a démenti avoir demandé la nationalité belge pour des raisons fiscales.

Por cá, borravam-se todos com uma ideia destas. Pensavam logo que ficavam sem emprego depois de saírem do Governo.

… quanto ter sido antes do lacrimejante texto no FBook…

Não é que um homem não se possa divertir no meio da desgraça espalhada em seu redor. Mas não fica bem ao Pedro, depois, verter compaixão para as redes sociais…

Chegou-me por mail…

Horas depois de falar ao País, Passos foi com a mulher, Laura, ver o concerto de Paulo de Carvalho no Teatro Tivoli (Lisboa) e, sorridente, cantou ‘Nini dos Meus 15 Anos’

Se tivesse de escolher um artigo favorito do novo Estatuto do Aluno e Ética Escolar, o artigo 21º estaria certamente no top 3.

Não apenas pela extensão e muito deficiente formulação, mas muito em especial pelo delicioso efeito de cascata que se encontra nos seus quatro primeiros e antológicos parágrafos/números…

O nº 1 dá-se ao requinte de remeter para o número anterior, um hipotético mas inexistente nº 0. Pode pensar-se que remete para o último nº (o 11) do artigo 20º, mas nada nos garante que assim seja, até porque esse eventual número anterior remete, por sua vez, para os nºs 3 e 9 dess’outro artigo, o 20º.

Já o nº 2 remete para o nº 1 (o tal que remete para um indeterminado anterior), enquanto o nº 3 remete para o nº 2 e o nº 4 remete, primeiro, para os nºs 1 e 2 e, logo a seguir, para o nº 3.

Claro que tudo isto poderia ter sido escrito de forma clara, enunciando de forma explícita do que se trata, mas depois como é que os DT, os coordenadores de DT, os Conselhos Pedagógicos e, quiçá, as Direcções, ocupariam parte do seu tempo em leituras e debates, antes de pedirem à respectiva DRE (ou a alguém especializado em Artes Divinatórias e Obscuras Do Juridiquês Educativo na estrutura do MEC) o esclarecimento com a interpretação verdadeira e legítima do linguajado exposto?

 

Este meu post deu uma ligeira polémica com o Pedro do Na Sala de Aula.

A polémica foi relativamente educada, mesmo se fui acusado de:

  • Acusar o ministro de mentiroso, o que não fiz.
  • Induzir milhares de leitores em erro, usando dados errados, o que não fiz.
  • Ter falta humildade e não reconhecer erros de palmatória.
  • Etc (não me quero relembrar de tudo, pois ainda fico quezilento…).

Num post mais recente destinado a esclarecer-me, o Pedro digna-se escrever isto:

Ora, na minha boa fé tentei esclarecer o Paulo Guinote que o Ministro até poderia ter razão e que, portanto, não tinha muito sentido esta crítica avançada pelo Guinote no seu blogue. Ele bem sabe que é lido todos os dias por milhares de professores e que, portanto, tem ou deve ter algum cuidado quando escreve um post. Induzir em erro milhares de leitores não é coisa bonita que se faça…

Esta acusação é obviamente bem ofensiva e mereceria ser sustentada de forma decisiva. É o que o Pedro acha que faz, pois afirma que:

Ora, depois do debate com Guinote e não conseguindo a sua adesão à minha perspectiva dos números dei-me ao trabalho de pesquisar um pouco sobre o assunto e fui aos dados do GEPE tentar saber então qual o número de alunos matriculados que temos vindo a ter nos últimos anos.
Pois bem, apresento o quadro que se segue, cuja evolução reflete os dados públicos mais recentes sobre o tema.
.
É nesta parte que eu deito as mãos à cabeça e sou obrigado a colocar diversas questões:
  • A que publicação do GEPE recorreu o Pedro? Porque não apresenta link ou a refere pelo título para irmos lá ver? Eu vou ser amigo e dar-lhe um link muito útil para quem queira estudar os números apenas do consulado de MLR. Estão aqui.
  • Porque decide isolar um período que termina em 2007/08 quando existem dados até 2010/11 que eu próprio inclui no meu post e o ministro fala em 2012? Porquê a truncagem da série temporal? Uma hipótese que não quero acreditar ser real… os milhares de aposentações que aconteceram nos últimos anos poderiam atrapalhar a contra-argumentação?
  • Mais grave, em termos metodológicos… porque usa os dados agregados do ensino público e privado? É que andamos a discutir a colocação de professores e o número de alunos nas escolas dependentes do MEC e não em toda a rede existente… Não deu pelo seu erro básico? Até pode achar números mais favoráveis, mas a sua pesquisa padece de um erro colossal, diria eu, induzindo os seus leitores em vários erros, um dos quais é de que seria eu a usar mal os dados… no fundo, quando me chama mentiroso… 🙂

Um conselho simples, meu caro Pedro… não me acuse de tropelias que não fiz… não me acuse de usar dados errados, quando eu os apresento e refiro a fonte de forma explícita… não me acuse de induzir em erro, quando o errado é outro. O Pedro parece não estar familiarizado com as nuances das estatísticas portuguesas sobre Educação, aquelas em que as do INE nem sempre coincidem com as publicações do MEC e em que os critérios de apresentação variam de publicação para publicação. Eu sei o que custa pois andei anos a estudá-las para todo o século XX e nem sempre consegui dar-lhes um sentido…

Vamos lá terminar com o conteúdo de um dos mails que troquei com o Pedro durante o dia de hoje (corrigindo as gralhas que a pressa fez pousar no original):

  • Uma série temporal tem a extensão que o “estudioso” entender, para efeitos do seu estudo. Mas não devemos ir em busca de um ponto particular que “dê jeito”. Eu fui a 2000 porque esse é o início da série de dados sobre o número de docentes na publicação que usei e porque (por mera curiosidade) as séries que usei no meu doutoramento foram exactamente até 2000.
  • Quando se lança um debate ou se mexe com a vida das pessoas não podemos (ou não devemos) usar expressões vagas e argumentos dilatórios como Nuno Crato usou. Não terá mais estima intelectual por ele do que eu, acredite. Por isso mesmo, acho que ele cedeu ao facilitismo argumentativo.
  • Ao contrário do que pensa, eu não quis chamar (ou induzir a chamar) mentiroso ao ministro, mas apenas demonstrar que ele está a usar das mesmas “técnicas” usadas nos mandatos anteriores, de tentativa de manipulação da opinião pública. Faço com as intervenções dele o que fiz com as das ministras e secretários anteriores – demonstrar onde fogem ao rigor. E ele fugiu a sete pés do rigor.
  • Não nego a quebra demográfica que tem reflexos nas matrículas. Mas não escondo os milhares de professores que se aposentaram nos últimos 5 anos. A quebra relativa, mesmo sem que o ME forneça os números exactos, a partir de cálculos de alguns blogues, é bem maior do que os 14% de alunos.

Look who’s talking… duas das mais efémeras estrelas cadentes que passaram pela 5 de Outubro…

É muito fácil falar quando se é ex-.

Ex-ministros criticam clima instável no início do ano lectivo

(…)

Isabel Alçada, a ministra que precedeu a Crato na pasta, considera esta situação “muito preocupante”, nomeadamente a situação dos docentes que “trabalham há muitos anos e que ficaram sem colocação”. O ambiente é de apreensão e contestação e os sindicatos já avisaram que nas escolas “o clima não é bom”. Ao Diário Económico, Júlio Pedrosa, o ministro que tutelava a pasta durante o Executivo de Guterres, teme que esse ambiente “perturbe os alunos”. Embora tenha a expectativa de que os professores “sejam capazes de não transferir em excesso” os seus problemas na sala de aulas.

A verdade vai ser que se generalizarão ainda mais as práticas defensivas e conservadoras.

Fazer mais, com menos. É este o mote do novo ano escolar. Mais tempo de aulas e critérios de avaliação mais rigorosos são apenas algumas das mudanças.

Mais tempo de aulas? A sério?

Ahhh… mais tempo de aulas para os professores!!!

(c) António Morais

E nem sequer guardei as três mensagens, educadas, públicas e sem qualquer ataque pessoal para além de lhe chamar crente e fiel a PPC , que deixei no mural dele antes de lhe dar este fricote. O homem está demasiado cheio de si mesmo… 😆

E numa atitude extremamente democrática, nem resposta posso dar-lhe que não esta. E logo eu que ia aconselhar-lhe uma revisão à acentuação… numa perspectiva de mestre-escola sem carácter…

continua a não ser mexilhão nem pode ser investigado.

O poder é divertido para quem pode ou impede que se possa.

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A partir do minuto dez.

 

Não tive paciência para colocar o vídeo no tubo.

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