E não é entre Direita e Esquerda ou Alto e Baixo.

É entre quem acredita ainda um bocadinho nos princípios da Democracia enquanto forma de governação que respeita os indivíduos, independentemente dos credos, filiações, afinidades, parentescos ou estatutos e quem dela apenas usa o nome, suspendendo-a na prática em defesa dos interesses particulares de alguns, em detrimento de muitos com pretextos diversos, a maior parte deles com fundamentação nenhuma que não a falácia e a distorção dos factos.

Os primeiros acreditam que o interesse comum não se pode alcançar através da suspensão ou amputação dos direitos de alguns, nomeadamente os mais frágeis e vulneráveis em dado momento, antes sendo esse interesse comum a soma, e não necessariamente a média ou mediana, dos interesses particulares. Os segundos acreditam que o interesse comum é fluído, dependendo dos momentos o respeito pelas regras da vida democrática, considerando razoável amputar os direitos de cidadania conforme as circunstâncias particulares.

Há desta segunda estirpe à Esquerda, ao Centro e à Direita, em formas mais agressivas ou mais suaves, mais explícitas ou mais encapotadas.

Esta última meia dúzia de anos tem mostrado isto à saciedade.