Segunda-feira, 3 de Setembro, 2012


Hooverphonic, Dirty Lenses

Witsel e Hulk.

Tudo tem o seu preço. Com estes zeros à direita… até iam o Bobby, o Tareco e a estátua do Eusébio, mais o Barbas como brinde de mau gosto.

 

Recebido por mail. Retirei a identificação do director e agrupamento:

É urgente divulgar o escândalo das ofertas de escola que assume contornos cada vez mais perversos.

Encaminho a resposta dada pelo Sr. Diretor do Agrupamento de Escolas da ************* a um e-mail enviado por mim a pedir a alteração da hora da entrevista marcada para amanhã, dia 4 de setembro de 2012, uma vez que já tinha outra entrevista à mesma hora.

De referir que os subcritérios da escola, que valem 50%, são:

Continuidade Pedagógica: 30%

Perfil adequado para o projeto educativo do agrupamento: 20%

Aqui vai a resposta, ipsis verbis:

———–

-A sua entrevista pode ser realizada até as 13h. No entanto quero recordar o seguinte:

A convocatória é para todos os candidatos.

As entrevistas serão realizadas por ordem da graduação dos docentes em sucessivas tranches de 5 docentes até ao docente que cumpra com os subcritérios definidos pelo Agrupamento.

O primeiro subcritério é o da continuidade pedagógica no Agrupamento e apenas um candidato o irá cumprir: o colega que lecionou no ano letivo de 2011/12.

Espero ter clarificado as dúvidas e pessoalmente lamento que o Agrupamento tenha de utilizar este processo.

Com os melhores cumprimentos

(…)

Diretor do Agrupamento de Escolas de ***************

Para tentar insultar. Sim, porque isto de se alcançar a tentações é algo que se obtém sem grande trabalho, o difícil é a sua realização inteligente; um ser pensante fá-lo-ia sem recorrer a um meio de comunicação disponibilizado pela empresa privada a que foi votado para trabalho. N’est-ce pas?

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A ver.

Chegou por mail, com pedido de reserva da identidade.

Surreal: Professores contratados colocados com horário 0 no Cacém.
E já somos 6 no mesmo agrupamento!!! 

Antigo agrupamento pede 6 professores do 110 para recondução e novo mega agrupamento volta a pedir mais 6.
Resultado: os últimos 6 professores ficam com horário 0. Aguardamos resposta do Ministério.

Agora só com os gloriosos finalistas.

Garanto que farei tudo para fazer chegar o troféu ao vencedor… mesmo que acabe com uma fatwah em cima.

Schulz: Não faz sentido tirar dinheiro às pessoas para dar aos bancos

Governo cria 30 mil vagas para 700 turmas/cursos de aprendizagem de dupla certificação a funcionar a partir de setembro

Gostava de ter outra fonte para confirmar, mas acredito que é inside information.

Giro, giro é estarmos de novo no labirinto da dupla certificação que, ao que parece, funciona bem na Coreia e Alemanha, países com indústria.

E quem serão os alunos, já agora?

Ensino vocacional: oportunidade ou castigo?

Isto do surto de fogos deve ser para queimar algo.

Recolhi no FB, sem identificação da origem. Mas seria tão interessante que se multiplicasse. Ou ofende a sensibilidade de alguém, do tipo senhor(a) director(a) ou dirigente sindical sem horário há 20 anos?

E não é entre Direita e Esquerda ou Alto e Baixo.

É entre quem acredita ainda um bocadinho nos princípios da Democracia enquanto forma de governação que respeita os indivíduos, independentemente dos credos, filiações, afinidades, parentescos ou estatutos e quem dela apenas usa o nome, suspendendo-a na prática em defesa dos interesses particulares de alguns, em detrimento de muitos com pretextos diversos, a maior parte deles com fundamentação nenhuma que não a falácia e a distorção dos factos.

Os primeiros acreditam que o interesse comum não se pode alcançar através da suspensão ou amputação dos direitos de alguns, nomeadamente os mais frágeis e vulneráveis em dado momento, antes sendo esse interesse comum a soma, e não necessariamente a média ou mediana, dos interesses particulares. Os segundos acreditam que o interesse comum é fluído, dependendo dos momentos o respeito pelas regras da vida democrática, considerando razoável amputar os direitos de cidadania conforme as circunstâncias particulares.

Há desta segunda estirpe à Esquerda, ao Centro e à Direita, em formas mais agressivas ou mais suaves, mais explícitas ou mais encapotadas.

Esta última meia dúzia de anos tem mostrado isto à saciedade.

Era mais prático terem mandado um mail… e assinado, com data e tal… em vez de apenas deixarem no meu mural (ok, colega Indira? o meu mail não morde…).

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DE UMA ESTRATÉGIA

Hoje, uma semente, amanhã, uma árvore – a inteligência completada no seu oposto cerebral pela sensibilidade e criatividade.

Nos tempos injustos que atravessamos afirmar a ideia que “HÁ OUTRO CAMINHO” e toma-la como ponto de partida para apresentar soluções sócio- educativas alternativas às que estão a destruir a Escola pós 25 de Abril, a escola para TODOS, é sem dúvida um desígnio de coragem e audácia.

Nestes tempos as palavras tornaram-se vazias de sentido. A coerência altitudinal, a persistência, a capacidade critica e interventiva serão a única forma de ultrapassar este obstáculo.
Para tal precisamos de ser inteiramente livres, porque ser livre implica descomprometimento pessoal pela divulgação das ideias, sem agendas secretas ou preocupações de hegemonia sobrevivente.

Aos que nos acusem de querermos agarrar o vento, nós respondemos que somos apenas pessoas LIVRES.
A Plataforma pela Educação propõe-se fazer uma caminhada de acções resistentes que visam a suspensão da revisão curricular, porque é ela a verdadeira causa da eliminação da escola que ajudamos a construir após o 25 de Abril e a materialização do chamado “sistema escolar dual”.
Nesta atitude urgente, a Plataforma considera que se essa suspensão não acontecer então, que se prepare a suspensão do próprio governo.
Para aqueles que dizem que não vale a pena lutar nós dizemos que já vimos governos no espaço de dois anos alterarem radicalmente as políticas. Nós dizemos que dia a dia, com dignidade sem medo, lutaremos pela escola pública, pela dignidade da educação, dos professores e dos alunos, através da construção de uma opinião publica critica e interventiva, através de acções cívicas que resistam aos sucessivos ataques à escola, através de um roteiro de propostas educativas alternativas.
Para tal, contamos com os pais e encarregados de educação, os estudantes do ensino superior, os alunos, os professores, toda a comunidade educativa.

Esta luta sem tréguas é de curto, médio e longo prazo e no final conseguiremos entre outros objectivos, que jamais alguém vote em partidos que, quando se encontram no governo, não cumprem uma única das mil promessas que fizeram. Também pretendemos condicionar as alternativas democráticas na medida em que se pretende compromete-los e responsabiliza-los por políticas claras e concretas para o sistema educativo português.

Assim, visando o envolvimento das comunidades educativas, dando palavra às pessoas responsabilizando-as pelas formas de agir e criar impacto nas acções por forma a denunciar este estado de coisas vamos,
TODOS JUNTOS TODOS VIVOS,
FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO ASSIM!

NA SEMANA DE 3 A 7 DE SETEMBRO
Propomos a TODOS os professores e comunidades educativas em geral que tornem visível a sua indignação colocando o CARTAZ no carro, na escola, em casa… fazendo dele a bandeira do descontentamento.

NA SEMANA DE 10 A 14 DE SETEMBRO
Propomos a TODOS os professores e comunidades educativas em geral que divulguem, à porta das suas escolas FLYERS informativos aos pais e encarregados de educação sobre as politicas erradas do MEC que irão submeter os seus educandos a uma escola de inferior qualidade.

NO DIA 17 – PRIMEIRO DIA DE AULAS
Vamos fazer ouvir a nossa indignação em defesa da Escola Pública. Em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Faro, 21.00horas. VIGÍLIAS com PLENÁRIO para aprovar Acções de Resistência para PARAR COM A DESTRUIÇÃO DA ESCOLA E A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES, plenário que mobilize todos os intervenientes educativos para fechar a escola velha que querem abrir neste novo ano.
De entre outras propostas de luta nós temos uma que PRETENDE ENCERRAR AS ESCOLAS POR UMA SEMANA!
Propomos Encerrar as escola (Greve Carrocel)
1º DIA – marcação de reuniões ao abrigo da lei sindical, mesma hora em todo o país;
2º DIA – paralisação do pré escolar e 1º ciclo
3º DIA – paralisação do 2º e 3º ciclo
4º DIA – paralisação do secundário
5º DIA – greve nacional da função publica

Os sindicatos farão com certeza o que lhes for mandatado DESDE QUE SEJA LEGITIMADO POR UM MOVIMENTO SOCIAL SUFICIENTEMENTE CONVINCENTE!
2º A VIGÍLIA PELA EDUCAÇÃO não será mais um evento.
A 2ª VIGÍLIA PELA EDUCAÇÃO vai ser um marco histórico na luta dos professores e da comunidade educativa em Portugal.OS PROFESSORES VÃO ESTAR À ALTURA DA RESPOSTA QUE SE IMPÕE. É preciso acreditar que HÁ OUTRO CAMINHO!
https://www.dropbox.com/sh/5aqopalw1lrpcg6/FmhX_hX6Df/cartazautoA4.pdf

Caro Guinote,

Seguindo o teu desafio, para contar “casos particulares e esquisitos”, respeitantes a este último concurso, resolvi contar-te o meu. Se assim o entenderes, podes publicá-lo. Só te peço a omissão dos nomes das escolas e do meu.

Ponto prévio
Sou professor do grupo 600, do quadro do Agrupamento de Escolas ****************, em ****** e estava destacado na Escola Secundaria *************, em ******************.

Segundo o determinado no ponto 4 do artigo 28 da secção II do  Decreto-Lei n.º 132/2012 de 27 de junho, os professores destacados poderiam regressar à escola de provimento desde que houvesse pelo menos 6 horas de serviço lectivo.
Posteriormente as direcções regionais, informaram as escolas que os professores destacados deveriam ir a concurso, se não tivessem pelo menos seis horas de serviço lectivo nas escolas onde estavam destacados.

Indicação de horário zero
A escola onde estava destacado indicou-me como horário zero, e já aqui o processo não foi tão claro como devia. Constatei em Agosto, que uma colega destacada como eu mas QZP de outro grupo, (em principio, irá leccionar disciplinas que também são leccionadas pelo meu grupo), ficou com horário e eu não. Resumindo, embora de grupos diferentes, leccionamos as mesmas disciplinas, somos ambos destacados, sendo eu QE e ela QZP.

Retirado do concurso
Concorri, à mobilidade por ter horário zero e optei por incluir a hipótese de voltar para a escola de provimento. Na sexta-feira, verifiquei que não estava na lista dos colocados, nem da dos não colocados, estranhei e verifiquei que estava na listas dos retirados, que já se chamou repescados. Resumindo, não entrei em concurso; e na lista consta: ” regressa a provimento”.

Surpresa na escola
Hoje, de manhã, apresentei-me na escola de provimento para surpresa de todos, porque não estavam a contar que eu voltasse e porque os horários já estão todos distribuídos. De notar que ainda foi colocado, a contrato, um colega do mesmo grupo para um horário incompleto.  Sou, salvo erro, o sexto na lista de graduação da escola de provimento; no agrupamento estão colocados 15 ou 16 professores no grupo, mas não sabem sequer se me devem atribuir horário. E não sou desconhecido, sou do quadro daquela escola há 9 anos e já lá leccionei 7.

Tudo isto é surreal, porque desde Julho, tenho falado com ambas as escolas e dos dois lados quase que ouço um “chutar para canto”;  não pertenço a uma escola, porque só lá estava destacado, à outra também não, porque transitoriamente estou no quadro de outra escola.
Pergunto, estarei no limbo?
Obviamente, também sei que a situação é complicada para as escolas.

Cumprimentos,

L.

Acho reconfortante o cuidado com a legalidade no pagamento de subsídios a cento e tal assessores do Governo que vieram do sector privado (mesmo se já os receberam em 2011).

Já acho a ultrapassar o indecoroso que, ao mesmo tempo, se descartem milhares de profissionais que trabalharam anos e anos para o Estado, com o argumento (baseado numa ilegalidade) de não pertencerem aos quadros a que deveriam pertencer de acordo com a legislação laboral ainda em vigor.

Passam à 2ª fase, com votação a partir de logo à noite, António Borges, Miguel Relvas, Nogueira leite e Eduardo Catroga.

Se a adesão à ideia for grande, ainda somos capazes de fazer uma coisa gira, só para se lembrarem dos que trabaljam para o estado e não encostados ao estado.

É o que deveria ser feito acerca deste pseudo-concurso de docentes. Desde os prazos alterados já com tudo a decorrer, até aos critérios para o tira-e-põe, até ao peso relativo final por grupo disciplinar dos docentes dos quadros com horários-zero. Isto para não falar nas regras esquisitas de retirada de concurso numa ou outra prioridade.

Não é colocar estes contra aqueles, dentro das escolas. É mesmo para que se percebam os critérios e se evite um clima ainda mais azedo do que o que se adivinha em muitos pontos do país. A autonomia não explica tudo, ou mesmo quase nada, porque, ao que consta, as DRE ainda têm a mão pesada ali. Mas não acolá. É tudo demasiado dinâmico, fluído. Opaco.

Seria interessante fazer uma recolha das anomalias e lapsos. Porque existem, por vezes, pedidos de esclarecimento por mail de situações a que, de forma racional, não é possível responder.

É ridícula a conjugação destas poupanças com turmas de 30 alunos para os professores mais antigos com a carga lectiva completa, enquanto muitos dos mais novos dos quadros andam com 6-8 horas e projectos.

Em termos de gestão de recursos humanos vai imperar a irracionalidade e a ilógica.

Crato poupa 77 milhões com professores contratados

 

Mas não está agendado há muito um concurso nacional de docentes, incluindo concurso externo para admissão nos quadros, para 2013?

Vinculação extraordinária quando? No Natal?

FNE quer vinculação extraordinária

A Federação Nacional da Educação espera que o novo ano letivo traga a vinculação de 12.000 professores com mais de 10 anos de serviço e que seja “corrigido o ensino secundário” para concretizar a escolaridade obrigatória de 12 anos.

Depois ainda há estas declarações, que cheguei a pensar serem do Chapeleiro Louco da Alice:

“Se os salários, as progressões em carreira, se a situação financeira das pessoas, em termos salariais, for de dignificação, certamente que encontramos aí já um fator novo e que não pode deixar de ser assumido pelo Governo naquilo que venha a ser o futuro, a preparação do orçamento para 2013 e aquilo que se dá às pessoas como resultado do seu trabalho e que corresponde àquilo que é o reconhecimento do que fazem”, acrescentou.

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