Sábado, 1 de Setembro, 2012


The Clash, Police on my Back

E ainda há quem goze com o trabalho da malta dos leitões… O Arlindo e o Ricardo (e colaboradores) merecem… pois fazem o que mais ninguém faz, nem os que andam sempre a pedir para andar em outras mesas.

Na falta de uma Universidade de Verão e de pilim para alugar o Pontal ou o Chão de Qualquer Coisa na madeira, aqui no Umbigo decidiu assinalar-se a reentrada no ano político e lectivo com uma iniciativa de magnitude digna de Liliput.

A ideia é atribui o prémio “O Liberal Encostado (Ao Estado) do Ano” à figura publica que apresente a mais feliz combinação das seguintes condições:

  • Ser um assumido defensor da doutrina liberal na Economia e, já agora, da necessidade de um Estado Magro, tendo-se destacado pela ferocidade das críticas ao despesismo público.
  • Ter, nos últimos tempos e em especial no último ano, a sua carreira profissional marcada pelo encostanço, através da aceitação de cargos de relevo (e bem pagos) nesse mesmo Estado ou organismos conexos, da realização de negócios privilegiados com esse mesmo Estado ou do apoio à prática da disseminação de relações de tipo clientelar a partir da ocupação de cargos de natureza política e executiva.
  • Poder, sem que se notasse qualquer perda significativa para a res publica, ser substituído nas suas funções pelo Emplastro, auto-designado filho do Pinto da Costa.

A escolha será feita a duas voltas, a primeira com 10 candidatos e a segunda com os 4 mais votados naquela.

O objectivo é fazer chegar às mãos do grande vencedor o troféu idealizado pelo Antero Valério, seja em impressão emoldurada, seja (em tempos de crise, por mero envio electrónico do ficheiro de alta definição.

Pensei fazer mini-biografias a justificar os 10 escolhidos, mas depois achei que quase todos eles são óbvios, seja pelo brilhantismo do seu trajecto, seja pela adequação das suas teorias à prática de vida.

Passemos então à votação – 1ª fase:

É muito habitual, mesmo a partir de dentro, realçar bastante a desunião e conflito entre a classe docente. Há razões para isso mas a minha experiência directa tem matizes muito diferentes. Basta perceber a rede de contactos de ontem, por mail, face, sms, telefone. Toda a gente preocupada com a situação dos colegas, do quadro ou contratados.

Ainda há um resto – significativo – da velha solidariedade entre colegas que, apesar da forte erosão que sofreu nos últimos anos, permitia encarar cada novo ano com ânimo. Só que agora há cada vez menos gente a poder falar do novo ano.

 

  • A Cidade do Sossego

oferece-se: professor de filosofia

  • Clube dos Pensadores

Professores : o fim…

  • Largo das Calhandrices

Professores

  • O Efeito Placebo

pior é impossível

Escolher os melhores…. Viva a autonomia!!!!

Tive que dizer que me ia suicidar. Concordam?

Concursos, os números provisórios nos noticiários.

Concursos, professores sem colocação.

Bloco de Esquerda sobre o número de professores não colocados

Portaria suspende a lei dos compromissos para as refeições e transportes escolares mas os autarcas ainda não estão satisfeitos.

Ministério da Educação está a estudar uma forma dos alunos do ensino regular não serem prejudicados no acesso ao ensino superior pelos alunos do ensino recorrente

Custou um pedaço puxar pedaços do céu cá para baixo, aonde todas as coisas ficam impuras para os basófias do costume.

(alegadamente) um dos directores

Obs.: Um dos directores quer significar que deve (alegadamente) existir a presidência do conselho de qualquer coisa e o conselho, ele próprio.

Onde é que o MEC vai arranjar lugar para 8000 integrações no quadro como mandou anunciar?

Vai esperar que os mais velhos com carga lectiva preenchida e turmas de 30 desistam da docência ou pretende afastar uns milhares que estejam a meio da carreira com horários incompletos ou zero?

Concurso nacional de docentes 2012

Estou com preguiça e quero retrair a verborreia mas… comparando o número de professores e educadores que mudaram efectivamente de lugar e o dos que foram sinalizados a 13 de Julho percebe-se a dimensão da falta de consolidação de processos do MEC.

Voltam as velhas dúvidas… inépcia, calculismo, falta de previsão? De tudo um pouco em camadas de espessura variada?

Mais do que a anunciada transparência de métodos ressalta a opacidade de critérios das sucessivas fases de repescagem.

Por outro lado também resulta evidente que a hiperbolização do dramatismo discursivo de algumas organizações voltou a ter só uma parcela reduzida de fundamento, acabando por descredibilizar os gritos de Fogo! Fogo! Ele já arde há muito e arderá, de forma corrosiva e permanente. Dar periódico escape ao histrionismo pode aliviar mas nada resolve.

Num único parágrafo. O papel dos sindicatos é a crise, de memorando de entendimento para o seguinte, de pizza em pizza, sonegando actas aos “seus” representados. Só assim podem gerar e coleccionar descontentes, é esse o seu alimento. A inversa seria utópica. Para isso existem. E são muitos.