É o que dá o 31 de boca, sem um documento-base sobre que trabalhar… Atira-se o barro à parede, provoca-se voluntariamente a confusão e depois esclarece-se, citando (com aspas e tudo) qualquer coisa que não sabemos o que será… pois consta que nenhum documento existe sobre isto… pelo que “citar” é…

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE ENSINO VOCACIONAL

Em relação às notícias sobre o Ensino Vocacional publicadas nos últimos dias, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que esta oferta prevista no artigo 4.º do Decreto-Lei 176/2012 de 2 de agosto, que regula o alargamento da Escolaridade Obrigatória, e ainda em fase de estudo, é distinta do Ensino Profissional.

O Ministério esclarece ainda que esta é apenas uma entre outras medidas estabelecidas para combater o abandono e o insucesso escolar, como o acompanhamento ao estudo no 1.º ciclo, o apoio extraordinário a alunos no 1.º e 2.º ciclos, a constituição temporária de grupos de homogeneidade relativa em disciplinas estruturantes, a adoção de percursos curriculares alternativos e programas integrados de educação e formação, a implementação de um sistema modular alternativo para maiores de 16 anos e a frequência de escola cujo projeto educativo melhor responda ao percurso e às motivações de aprendizagem do aluno.

O Ministério esclarece também que o encaminhamento para um percurso vocacional só pode ocorrer com «o comprometimento e a concordância do encarregado de educação», conforme indicado no diploma. A opção por esta via vocacional não é obrigatória.

A única obrigatoriedade é de serem tomadas medidas para prevenir o insucesso e abandono escolares. Tal como já tinha dito o Ministro da Educação e Ciência a 21 de agosto, «nós não vamos mandar os jovens seguir um caminho ou outro. A escolha será dos jovens acompanhados pelos encarregados de educação, como é evidente».

As demais questões serão esclarecidas no devido tempo, refere ainda o Ministério da Educação.

Agora, se tiveram atenção à discussão que tive ontem com um comentador (Marco) e o que ele insistia ser a versão correcta dos factos (que a notícia do DN teria adulterado) e atentarem na data e hora deste esclarecimento, muito coisa fica clara. Desde logo que o tal “Marco” estaria por dentro.

O MEC optou por mistificar antes de esclarecer.