Há um deputado do PSD por Viseu, Pedro Alves de seu nome e alegadamente professor do Ensino Básico e Secundário, de quem brotou esta pérola que transcrevo (por pérola refiro-me tanto à forma de atropelar a língua portuguesa como aos erros factuais de conteúdo):

Que este tipo de discurso surja em opinador pouco versado na matéria (caso de Henrique Raposo no Expresso de hoje) já é coisa habitual.

Agora em quem se afirma professor é mais complicado.

Porquê?

Porque a conversa fiada da inexistência de Ensino Profissional, que agora teria sido introduzido pelo Governo revela uma de duas coisas… ou ignorância profunda do sector de que será (?) profissional ou uma grosseira manipulação dos factos.

Uma coisa é denunciar a forma deficiente como funciona o chamado Ensino Profissional, nas suas diversas vertentes. Ou seja, questionar a qualidade. Outra é falar na sua própria inexistência…

Vejamos as estatísticas das matrículas no Ensino Secundário para 2010-11 (não tenho aqui perto as de 2011-12):

Se o professor-deputado Pedro Alves se der ao trabalho de fazer as contas, entre cursos profissionais, de aprendizagem, CEF e EFA, houve 163.566 alunos matriculados o que representa 39% do total e 44% se retirarmos os RVCC.

O que está longe da inexistência, percebe, caro deputado-professor Pedro Alves?

Já agora, é professor exactamente de quê?