Já não estamos em tempo, que auctorise sofrimentos excessivos só por muito amar a Liberdade. Hoje o meu almoço já veiu do café Tavares. Um linguado frito, um optimo bife de vitela, batatas em palha, Collares, queijo da Serra, uma maçã, uma tangerina e uma banana.

Comi bem, o que prova a favor do café Tavares contra o Oriental d’aqui das visinhanças, mas também indica que me vou habituando a isto.

Afonso Costa, “Memórias do Cárcere”, 30 de Janeiro de 1908.

(por “isto”, entenda-se a prisão em incomunicabilidade, que o fez nem saber do Regicídio…)