Isto foi copiado de um pdf, pelo que não sei bem se deixei os parágrafos no sítio certo.

NOTA EXPLICATIVA
Componente EFI do crédito horária
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Tal como refere o artigo 11.º do Despacho Normativo nº 13‐A/2012 de 5 de junho de 2012, a componente EFI da fórmula de cálculo do crédito horário corresponde a um indicador de eficácia educativa. Toma como valor o máximo de entre os valores obtidos pela Unidade Orgânica em cada uma de três tabelas de referência, tal como identificadas no anexo III ao referido despacho.
A tabela 1 estabelece limiares de mérito absoluto para as Unidades Orgânicas que ministrem em simultâneo o Ensino Básico e o Ensino Secundário, e tem por objetivo reconhecer as que evidenciem bons resultados em ambos os níveis de ensino. Os limiares que constam do Despacho Normativo foram estabelecidos por análise dos resultados dos exames nacionais do9º ano e de secundário do ano letivo de 2010/11.
A tabela 2 tem por objetivo reconhecer o esforço das Unidades Orgânicas que usam critérios de avaliação interna dos seus alunos com nível de exigência idêntico ao que é utilizado nos exames nacionais e que, em simultâneo, apostam em levar o maior número de alunos,possível, a exame. Para tal confrontam‐se as médias das classificações internas de todos os alunos, com as médias das classificações obtidas nos exames pelos alunos que os realizam na qualidade de internos à escola. Também para esta tabela, os limiares que constam do Despacho Normativo foram estabelecidos por análise dos resultados do ano letivo de 2010/11.
A tabela 3, por seu lado, conduz a uma atribuição de crédito horário às Unidades Orgânicas que evidenciem melhorias claras nos resultados dos exames do corrente ano letivo por comparação com os do ano letivo anterior. Os limiares de referência para a melhoria das médias não ficaram estabelecidos à partida por serem claramente dependentes das alterações que se viessem a verificar nas médias nacionais.
Na sua concretização optou‐se por utilizar uma metodologia de comparação de médias e adotar, para cada Unidade Orgânica, um mesmo critério, não em valor absoluto, mas em termos do grau de evidência estatística de melhoria. Mais precisamente, foram tomadas em consideração as principais fontes externas de variabilidade nas médias globais de exame entre Unidades Orgânicas, nomeadamente o número de provas de cada disciplina de exame realizadas pelos seus alunos, as médias nacionais nessas disciplinas e respetivos desvios padrão.
De notar que as médias nacionais nas principais disciplinas de exame foram bastante díspares ‐ História A (114,0) e Português (102,7) tiveram médias relativamente elevadas enquanto Física e Química A (81,0) e Filosofia (84,5)registaram médias bastante mais baixas. É por isso expectável uma melhor média global para uma Unidade Orgânica que tenha, proporcionalmente, um maior número provas realizada snas disciplinas com médias nacionais mais elevadas.
Considere‐se, a título de exemplo, duas escolas onde foram realizadas provas, unicamente, nas quatro disciplinas acima referidas. Identifiquemos as escolas como Escola A e Escola B e admita‐se a seguinte distribuição nas provas realizadas:  A média de referência para cada escola (ou média esperada tendo em conta médias nacionais)calcula‐se usando a proporção de provas de cada exame como pesos. Para a Escola A obtém‐se uma média de referência de 88,4 (5%x114,0+20%x102,7+35%x81,0+40%x84,5) enquanto para a Escola B se obtém 102,0 (40%x114,0+35%x102,7+20%x81,0+5%x84,5. Temos então duas escolas com o mesmo número de provas realizadas mas com resultados expectáveis bastante distintos. O apuramento das médias de referência para cada Unidade Orgânica foi feito tanto com base nos resultados dos exames nacionais de 20121 como nos de 2011, e a variação nas médias de escola foi comparada com a variação nas médias de referência.
Também o número total de alunos é determinante na confirmação de que a melhoria dos resultados não se ficou a dever ao acaso mas sim a um real esforço da escola. Numa escola com poucos alunos, o contributo esporádico de um ou outro aluno mais dotado pode fazer aumentar a média, não significando, obrigatoriamente, uma tendência sistemática, mas o mesmo aumento da média numa escola com largas centenas de alunos já poderá ser reveladora de um trabalho específico nesse sentido. Para reduzir efeitos indesejáveis e tornar o processo mais justo entre escolas o indicador de melhoria utilizado foi a diferença entre a variação nas médias de escola e a variação nas médias de referência (médias esperadas) sendoessa diferença medida em termos de um parâmetro estatístico padronizador 2.
Com a atribuição deste crédito, da parcela EFI, ficam agora as escolas a conhecer a totalidade do crédito horário de que dispõem no próximo ano letivo e que poderão utilizar no âmbito da autonomia que lhes foi estabelecida no Despacho Normativo nº 13‐A/2012 de 5 de junho de2012. Relembra‐se que a parcela T, referida no artigo 11º e definida no Anexo IV do mesmo despacho, é conhecida por cada unidade orgânica pois depende do número de turmas que lhe foram atribuídas. 1 Os dados de exame de 2012 não contemplam ainda as alterações que decorrerem dos processos de reapreciação. (Fonte JNE).2 Utilizou‐se o erro padrão para a diferença de médias. No seu cálculo intervêm o número de provas realizadas na Unidade Orgânica em cada um dos anos letivos de referência e, ainda, a variabilidade que se observou a nível nacional nas notas de cada exame.