Percebo, mas volto a lamentar, anos após anos, que os professores sintam medo de assumir as suas posições e críticas de proximidade, em nome próprio, relativamente a problemas de proximidade, sem receio de retaliações.

As escolas e agrupamentos não podem ser coutadas ou feudos, com direitos senhoriais e privilégios só para alguns.

Lembro-me do actual MEC criticar repetidamente os comissários políticos que seriam enviados ás escolas por antecessoras suas, destinados a manter na ordem os professores.

O que dizer agora quando o que se passa é que essa função de comissariado político se transferiu para alguns órgãos de gestão, de novo e quase sempre com o beneplácito das DRE não-implodidas?

Será quer a Nuno Crato não aflige a prática da opacidade e da intimidação nas escolas e o medo que muitos professores sentem em expressar-se?

Não será esse um problema mais daninho para a democracia do que a contagem dos tostões?