Representantes da comunidade educativa unidos contra Crato

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“De hora a hora a hora um funcionário aparecia para chamar ora os representantes dos directores, ora os dos pais, ora os dos professores – e todos responderam o mesmo, que tinham pedido uma reunião em conjunto e que apenas subiriam se fossem recebidos em conjunto”, relatou Manuel Pereira, dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE). Ao PÚBLICO, escusou-se a classificar a atitude de Nuno Crato, dizendo que “as atitudes ficam com quem as pratica”. Mas lamentou que o ministro “tenha perdido uma oportunidade única de perceber as preocupações que são transversais a toda a comunidade educativa”.

Albino Almeida, dirigente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) disse que “a atitude do ministro foi a negação das suas próprias palavras”. “Não percebo como é que alguém que defende um grande acordo social na Educação desperdiça esta oportunidade”, afirmou. O dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, considerou, em declarações à Lusa, que “de um ministério que é da Educação” se exige “mais respeito pelos parceiros”.