O presidente da Confap, Albino Almeida, é lacónico na análise: o cenário espelha as “dificuldades do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), que tem de pensar um exame para milhares de alunos como se tivessem aprendido a mesma coisa, no mesmo local, com os mesmos apoios, metodologias e professores e que tivessem conseguido o mesmo aproveitamento”, disse ao i.

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Albino Almeida lembra que as avaliações servem para apurar o nível de aprendizagem dos alunos ao fim de um ciclo de estudos e para perceber “se estão capacitados para seguir o seu percurso superior”. Por não estar a ser cumprida essa função, o responsável da Confap considera “preocupante” o investimento feito em aulas de explicações pelos encarregados de educação de milhares de alunos que não atingiram as metas que se tinham proposto. “Quero que os exames respondam ao que defendeu Piaget: só se deve ensinar o que se pode avaliar e só se deve avaliar aquilo que se ensinou”, resume.

Quer?

A sério?

E sabe, por acaso, até que idade das crianças e jovens desenvolveu Piaget as suas teorias?