Caro Guinote:
Tal como muitas pessoas recebi este email. Aliás, ao que sei, penso que é apenas a continuação do que se terá passado no ano transato, quando a mobilidade de vários docentes foi alterada à ultima hora para integrar os “amigos” da Sra DREC (cujo currículo é, aliás, muito interessante no que respeita à gestão escolar e lhe dá toda a “sustentatibilidade” para afrontar pessoas com vasta experiência e formação em Educação).
Continuação do seu bom trabalho! Cumps
(…)

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) levou a cabo a reorganização da rede escolar. Tendo estabelecido um conjunto de agregações, procedendo aquilo a que vulgarmente se chamam os mega-agrupamentos.
Vejamos o que se passou em 2 concelhos (em outros faltam-nos dados para aqui os referir).
ÍLHAVO
Em Ílhavo agregou nomeadamente a Escola Secundária João Carlos Celestino Gomes com o Agrupamento de Escolas de Ílhavo.
Para a gestão deste novo agrupamento, que se passa a denominar Agrupamento de Escolas de Ílhavo, a Diretora Regional de Educação do Centro (DREC), Dra. Cristina Oliveira, preparava-se para indicar como Comissão Administrativa Provisória, que passaria a instalar e a gerir a nova estrutura, os professores: Manuel Sousa (Diretor da Escola Secundária João Carlos Celestino Gomes, militante socialista), João Bernardo (ex-deputado do PS e ex-adjunto do ex-Secretário de Estado da Educação, Dr. João da Mata) e Lúcia Pereira (Diretora do Agrupamento de Escolas de Ílhavo).
Na fase final do processo, após contacto com o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, a Diretora Regional de Educação do Centro retira de imediato da direção do novo agrupamento os professores Manuel Sousa e João Bernardo, procedendo assim a um saneamento político de ambos.
Da escola secundária nenhum membro da anterior direção faz parte da nova Comissão Administrativa Provisória que amanhã toma posse, caso único em toda a região centro
De referir que a Diretora Regional ouviu o Presidente da Câmara de Ílhavo sobre este processo de indigitação, não o tendo feito em muitos outros concelhos da região centro. De sublinhar que os presidentes de câmara nada têm a ver com este processo, que é matéria reservada da Diretora Regional de Educação (art.º 66.º – 5, do Decreto-Lei n.º 137/2012, de 02 de Julho), mas as máquinas partidárias muito podem
Por tudo isto era importante que a Diretora Regional de Educação do Centro, Dra. Cristina Oliveira, respondesse às seguintes questões:
– Qual a razão por que afastou o presidente da Secundária João Carlos Celestino Gomes da Comissão Administrativa Provisória (CAP) ?
– Qual a razão por que afastou o professor João Bernardo da Comissão Administrativa Provisória?
– Qual a razão por que afastou da Comissão Administrativa Provisória todos os membros da Direção da Escola Secundária de Ílhavo?
– Qual a razão por que é o único agrupamento da região cuja CAP só é formada por membros de uma das direções das escolas agrupadas?
– Qual a razão por que, pela primeira vez, não houve critérios para a designação de presidentes das CAP?
– Qual a razão por que na generalidade das CAP o presidente é o diretor da escola sede (escola secundária) e em Ílhavo não?
AVEIRO
Em Aveiro agregou nomeadamente a Escola Secundária Jaime Magalhães Lima, Esgueira, com o Agrupamento de Escolas de Esgueira, formando o novo Agrupamento de Escolas de Esgueira.
Para presidir à Comissão Administrativa Provisória (CAP) as escolas indicaram a professora Helena Libório, ex-Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária, ex-coordenadora da Área Educativa de Aveiro, ex-Diretora Regional de Educação do Centro e Vereadora do PS na Câmara Municipal de Aveiro.
Indicação normal de alguém com o currículo e conhecimento da citada professora.
O que fez a atual diretora Regional de Educação do Centro perante tal indicação?… Pois, veio a correr reunir com o vereador da educação da Câmara de Aveiro, Dr. Pedro Ferreira, que lhe terá dito que era uma incomodidade política para a Câmara efetuar a referida designação.
Perante tal posição o que fez de imediato a Diretora Regional de Educação do Centro? Obviamente… fez o jeitinho ao Partido e afastou a Dra. Helena Libório do processo.
Por tudo isto era igualmente importante que a Diretora Regional de Educação do Centro, Dra. Cristina Oliveira, respondesse às seguintes questões:
– Qual a razão por que afastou a possibilidade da Dra. Helena Libório presidir á CAP de Esgueira como era vontade da comunidade educativa?
– Qual a razão por que em alguns (pouquíssimos) concelhos ouviu para a nomeação os presidentes ou vereadores da câmara e na esmagadora maioria deles não os ouviu?
– O Secretário de Estado da Administração Escolar e Ensino teve conhecimento de todo este processo? Se sim, caucionou-o?
Uma nota final, para que se saiba.
A Dra. Cristina Oliveira, conhecida militante do PSD Coimbra, nos governos anteriores do PS, esteve sempre na estrutura da DREC (na Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra), sem que a sua militância partidária tivesse alguma vez prejudicado a sua indigitação anual para a referida função.