Domingo, 24 de Junho, 2012


Modest Mouse, Missed the Boat

“Não queremos despedir nem um professor, não queremos que nem um professor do quadro saia”, afirmou Nuno Crato, acrescentando que também não quer “mandar para a mobilidade professores do quadro”. Apesar disso, o governante não apresentou qualquer estimativa sobre o número de professores contratados que poderão não ter trabalho.

Sobre este assunto, o silêncio é mais valioso que o menino d’oiro, porque grande parte das medidas tomadas levam ao afunilamento das propostas educativas disponíveis e não é com uns minutos de autonomia no currículo que se fazem os ovos estrelados.

O ministro da Educação quer dar mais liberdade de escolha aos pais, na hora de optar pela escola onde os filhos vão estudar, disse Nuno Crato, hoje, em Castelo Branco.

Por causa daquilo das pensões que não dão para pagar as contas e tal.

E não esqueçamos que foi ele que assinou de cruz tanto as despesas do outro como a austeridade deste…

O Presidente da República considerou hoje “muito difícil” voltar a exigir novos sacrifícios a quem já foi chamado a contribuir “significativamente para a redução dos equilíbrios económicos e financeiros” em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa  sobre despedimento de professores contratados “É muito injusto…  não é culpa deste governo apenas”. Sobre as fraudes nos exames “ao menos que se responsabilize alguém, ao menos que o ministério diga que está altamente preocupado, ao menos que a opinião pública fique indignada”

A versão integral, só para fanáticos

Assembleia da República – Debate temático requerido pelo PCP, sobre “A situação na Escola Pública e novo ano lectivo: mega-agrupamentos, reorganização curricular e despedimentos nas escolas”

… que os árbitros e juízes de linha portugueses são tão bons ou melhores do que os outros e conseguem fazer arbitragens sem grandes contestações, mesmo com um erro ou outro à mistura.

E assim é quase certo que teremos uma equipa na final do Euro. Se é de 11 ou apenas de 4, logo se vê.

As Associações de Professores da área da Educação Artística, signatárias deste documento, lamentam que os pareceres apresentados durante a discussão pública da Revisão da Estrutura Curricular não tenham sido levados em linha de conta e declaram o seu desacordo face às alterações curriculares que o Ministério da Educação e Ciência quer implementar. Assim, prioritariamente, demonstram a sua preocupação perante a perda de espaços curriculares na área da Educação Artística – os quais já eram muito limitados – e que ficaram, em geral, reduzidos.

A importância da educação artística no ensino é, aliás, reconhecida em vários documentos, nomeadamente no documento publicado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)[1] em 2008 “Metas educacionais 2021: A educação que queremos para a geração dos bicentenários”, cujo capítulo VII refere a necessidade de um programa de educação artística, cultura e cidadania nos países Ibero Americanos[2]. Lembramos, a propósito, as palavras de António Damásio “A Ciência e a Matemática são muito importantes, mas a Arte e as Humanidades são imprescindíveis à imaginação e ao pensamento intuitivo que estão por trás do que é novo”[3], e também os pareceres do Conselho Nacional da Educação[4] que aconselham a adopção de procedimentos já implementados em vários países Europeus sobre a permanência da Educação Estética e Artística no ensino público, consideradas fundamentais para o desenvolvimento do espírito crítico e da criatividade dos nossos alunos. Por sua vez, o Roteiro para a Educação Artística[5], publicado pela Unesco em 2006, e mais tarde a Agenda de Seul, em 2012, resultante da 2ª Conferência Mundial da UNESCO sobre Educação Artística, alertaram os governos e as sociedades para a necessidade das artes na educação. Todos estes documentos reconhecem, pois, a Educação Artística como um meio privilegiado para a compreensão e preservação de culturas, que oferece aos jovens oportunidades únicas para compreenderem e desenvolverem as suas identidades pessoais. Além disso, os documentos acentuam a importância que as áreas artísticas assumem para os estudos interdisciplinares, para a tomada de decisões de forma participativa e para a motivação dos jovens e das crianças para uma aprendizagem ativa, criativa e reflexiva.

Estas Associações consideram, assim, que a Educação Artística no currículo não deve ser diminuída, sob qualquer pretexto. A adopção de políticas que fragilizam o lugar da Educação Artística no currículo escolar acabará por comprometer o desenvolvimento do país a todos os níveis, incluindo o económico. Na realidade, a aposta em disciplinas que fomentam a criatividade será, como se sabe, fundamental para alcançar esse desenvolvimento.

Assim, as Associações signatárias consideram que a presença da Educação Artística no currículo não deve ser diminuída, mas sim reforçada, tendo em vista a diversificação da oferta educativa de forma adequada ao desenvolvimento dos nossos alunos e apresentam as seguintes propostas.

1- Relativamente à organização curricular:

– Garantir que a coadjuvação dos professores do 1º ciclo na área de Expressões, proposta nesta Revisão da Estrutura Curricular, seja feita por professores especializados, em todas as áreas artísticas e a todas as crianças. É fundamental assegurar que esta importante parceria com o professor do 1º ciclo não esteja sujeita apenas às horas remanescentes dos professores especializados;

– Garantir, nos 2º e 3º ciclos, uma oferta artística diversificada e significativa, quer através de disciplinas obrigatórias, opcionais ou outros projetos: Artes Visuais; Música; Dança e Teatro Educação;

– Garantir, no 3º ciclo, a manutenção da obrigatoriedade do carácter artístico das disciplinas de oferta de escola;

– Garantir, no 9º ano, a manutenção da possibilidade de opção, por parte dos alunos, das disciplinas artísticas de oferta de escola;

– Garantir a oferta de disciplinas opcionais, no ensino secundário, em: Artes visuais, Música, Dança e Teatro integradas na formação geral dos alunos.

2- Relativamente à formação e especialização dos professores:

– Criação das disciplinas e grupos de recrutamento para as áreas de Teatro Educação e Dança.

– Redefinição do grupo de recrutamento 240 que integra Educação Visual e Educação Tecnológica, disciplinas com conteúdos, métodos e objectivos muito distintos.

 

17 de Junho de 2012

Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV)

Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM)

Associação de Professores de Teatro Educação (APROTED)

 

 

[1] http://www.oei.es/metas2021/indicep.htm

[2] Ver também Parecer 5/2010 Parecer sobre Metas Educativas 2021 (OEI) Relatório Nacional-Proposta de Metas para Portugal

[3] Conferência Mundial sobre Educação Artística organizada pela UNESCO em Março de 2006, em Lisboa

[4] Questões e razões – Roteiro de Educação Artística – Filomena Matos e Helena Ferraz

Parecer 5/2010

Parecer sobre Metas Educativas 2021 (OEI) Relatório Nacional-Proposta de Metas para Portugal UNESCO, 2006.

Parecer 1/1992

Educação Artística nas Áreas da Musica, Dança, Teatro, Cinema e Audiovisual

Parecer 3/1998

Educação Estética, Ensino Artístico e sua Relevância na Educação e na Interiorização dos Saberes

Parecer 10/1989

Educação Artística

Recomendações dos participantes na Conferência Mundial sobre Educação Artística

[5] http://www.dgidc.min-edu.pt/data/dgidc/Revista_Noesis/doc_sumarios/sumario_67/dossier_questoes_razoes67.pdf

Muslim Brotherhood’s Mohamed Morsi declared president of Egypt

Egyptians celebrate while neighbours react with guarded optimism to appointment of first elected Islamist candidate.

A emoção do momento fez estremecer a mão. E o meu tm não é especialista em fotos.

E sim, o enorme robalo grelhado era de comover e chorar por mais…

Aqui: FichaADContPeriodotransicao2012.

Chegado por mail, com autorização de publicação, desde que reservando o anonimato. Esta é a versão expurgada de gralhas…

O outro lado das bolsas de investigação – para lá do glamour

          É flagrantemente grave o que se passa na Educação aos mais diversos níveis. Que os cortes efetuados no ensino básico e secundário colocaram em risco a qualidade do ensino em Portugal, penso que todos sabíamos, o que julgo que não sabíamos era que a questão é mais profunda e mais grave. Viajemos até ao mundo do ensino superior e quem, por lá passou, sabe que muitas coisas se passam. Viajemos, portanto, a um mundo mais específico, o mundo das bolsas de investigação. Sem emprego, sem perspetivas, muitos são aqueles que, vendo extinto o seu lugar na educação, procuram um escape nestas situações. Foi o meu caso e fui selecionado para uma Bolsa numa Universidade prestigiada do país. Acaso ou não, fui e a primeira emoção associada, depois de um ano em casa, foi de espontânea felicidade. Mas como em outras situações da vida, não só na minha, o destino sempre traz alguns presentes envenenados e assim foi, coube-me decidir se o aceitava ou não. E não aceitei, ao contrário das vozes de velhos do Restelo que se erguem por aí, refutando com a necessidade de trabalhar acima de tudo. Pois é, mas há valores… passo a explicar. Concorri para uma bolsa enraizada num projeto e as funções prendiam-se com a assessoria e gestão desse mesmo projeto. Errado, a acrescentar a isso, temos a vida pessoal da Orientadora, que precisa de verdadeiros arranjos e retoques, desde preparação de materiais e de aulas da disciplina que é paga a preço de ouro para lecionar na Universidade, até obras em casa, renovações de estacionamentos, etc. Iminente a pergunta: mas isto é um emprego para bolsa de investigação ou para assistente pessoal? Era mais retórica do que desejaria, porém.

           Remoí, remoí, até que desisti. É indecente, verdadeiramente indecente, que estes professores universitários sejam pagos para fazerem investigações que em nada mudam o panorama educacional, diletâncias gravadas em páginas de livros que ninguém lê e que, regra geral, são maioritariamente escritas por bolseiros. É indecente que se peçam fundos à FCT para pagar a bolseiros que pouco investigam e muito das vidas pessoais destes docentes tratam. Desde o abuso de recursos financiados, mal financiados pela FCT, os bolseiros são assim mão de obra barata e super qualificada, tão qualificada que pode produzir aulas ao nível Universitário, logo que, para tal, se mantenham inertes nas suas bolsas irrisórias que nada mais lhe trazem do que uma carga de trabalhos e precariedade de 745€ mensais sem tributação ou quaisquer descontos por 35 horas de trabalho presencial. Achei repugnante, à medida que ia esmiuçando os dados que me foram passados e encontrei cartas pessoais, mails pessoais, NIB, passwords, documentos de toda a ordem e de cariz pessoal, enojou-me ver que as 35 horas presenciais que passaria no trabalho seriam mais à custa da gestão da vida pessoal de alguém que é preguiçoso de mais, sequer, para aceder à sua conta de email ou buscar a sua correspondência. Senhor Nuno Crato, é isto que, pelos vistos, a FCT financia, supostamente em prol do desenvolvimento tecnológico e científico do país, mas arrisco-me a afirmar que não é bem isso que se passa…

           Muita pena, muita pena senti ao saber que afinal ainda não era o que eu pensava, mas muito mais por perceber que, de facto, neste país, a corrupção vinga e quem é pequeno, raramente cresce. Causa-me apenas uma enorme estranheza, a perda de parâmetros por ambas as partes: a da pessoa que abusa do bolseiro e do bolseiro que, encolhido, nada faz, pois, desconfio que estas tarefas estejam enunciadas no programa da bolsa. Cada vez mais, apesar das dificuldades, considero que quero ser docente, nas escolinhas públicas, onde supostamente o joio dos docentes se mantém… ou não, porque ainda neste momento se mantém a certeza que eu tinha capacidades a mais para o trabalho que iria fazer, nas condições precárias que a faria e afinal, onde tenho estado, é nas escolinhas públicas e cada vez mais me orgulho de não pertencer a esse meio, aparentemente privilegiado, das universidades. Considero que talvez não seja uma situação generalizada, mas pela naturalidade de todos os envolvidos no projeto, é comum. Uma vergonha declarada! Não colocando em questão os trabalhos desenvolvidos por muitos bolseiros e por projetos financiados, que têm o seu mérito, julgo que a situação que relatei será mais comum do que eu próprio possa julgar. Nesse sentido, há uma necessidade de alarmar as entidades reguladoras, no sentido de garantir maior proteção aos bolseiros (que têm muito a perder caso aceitem estas situações e se neguem, posteriormente, a exercer estas funções) e de fiscalizar este tipo de abusos de fundos que saem dos bolsos dos contribuintes.

 

A.

Por sugestão do António Ferrão:

The Danger Debt Poses to the Western World

Henrique Neto. “A maçonaria corrompe o PS e a democracia com alianças secretas”

‘Há sexo para fazer bebés e sexo para fazer amor’

Em mais de 20 anos de investigação, a psicóloga Jacky Boivin tem destruído mitos sobre a fertilidade. Mas a mensagem que insiste em deixar é: não atrase a maternidade.

E ainda há o sexo por causa da acne.

Porque será que discordo daquela coisa que diz que a idade traz calma e sabedoria? Basta ver estas pessoas, dão doutas e com idade para terem decoro, que vão para estas Entidades Reguladoras do vazio…

Decisão final sobre Relvas saiu incompleta

Texto final não tinha escrito que regulador considerava inaceitável a ameaça do ministro ao “Público“.

(c) Francisco Goulão

Je vais me jeter. Again.

Não resulta.