Sexta-feira, 22 de Junho, 2012


Duran Duran, Careless Memories

Nuno Crato no Parlamento.

30% dos professores sofrem de exaustão emocional, é a conclusão de duas investigadoras do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

… dos últimos 15 anos, actualmente já retirado, que não tenha feito comentários sobre o Euro? O João Prognósticos-Só-No-Fim-Do-Jogo Pinto é um deles e o Paulinho Cotovelos Santos, outro. Mas tirando esses…

Aos 36 minutos, o guarda-redes alemão, Neuer, estava a passar a bolas aos colegas no grande círculo. E nem era um livre.

O debate online continua até amanhã, tendo sido este o meu último contributo. Depois, tentarei compilar todos os textos que lá coloquei.

Embora este próprio debate revele que algumas posições em torno deste tema começam a ganhar alguma maturidade e capacidade para trocar argumentos e,  partir dessa troca, avançar para novas posições, mais matizadas e complexas, não se pode negar que muitas reacções à expressão “liberdade de escolha” são epidérmicas, fortemente ideológicas e muitas vezes muito parcialmente fundamentadas.

Não pretendendo ser exaustivo, gostaria de alinhar aqui algumas das ideias ou atitudes que, em meu entender, quase só produzem ruído e pouco trazem de útil à discussão:

Pró “liberdade de escolha”:

  • O princípio básico da liberdade é tão absoluto que isso basta para o tornar inatacável e transformar os seus adversários em potenciais defensores de métodos autoritários. Como já vimos nos contributos apresentados esta semana, há uma diferença substancial entre a anunciação do princípio da liberdade e a sua efectiva prática alargada a todos, ou a uma larga maioria dos cidadãos. E, em muitos casos, a liberdade de uns colide com a de outros, sendo necessária uma regulação externa.

  • As reformas feitas em alguns países no sentido da liberdade de escolha foram um enorme sucesso. Não é bem verdade que assim seja e é curioso que, quando se apontam as falhas verificadas ou as consequências nefastas, existe logo um processo de relativização desses indicadores ou até a afirmação de que, afinal, os resultados não são o principal. Não deixa de ser curioso que quem evoca o bom exemplo do desempenho dos alunos de algumas nações no PISA, depois os relativize quando eles não provam o que é pretendido em outros casos. Um bom defensor da liberdade de escolha é o que pretende a sua correcta implementação, corrigindo equívocos, e não o que o quer introduzir de qualquer forma.
  • Se alguns países com bons sistemas educativos contemplam a liberdade de escolha, então Portugal deve implementá-la para atingir esse patamar. Este argumento nem sempre é acompanhado da necessária demonstração de que a liberdade de escolha foi uma condição para um maior sucesso dos alunos e não uma consequência prática de já ter sido atingido um patamar de desenvolvimento (educativo, mas também socio-económico e cultural) que a tornou possível.

Contra:

  • A liberdade de escolha é um artifício para transferir para o sector privado uma função social do Estado. Este argumento esquece que no próprio âmbito da rede pública pode (deve!) existir liberdade de escolha entre diferentes projectos educativos e de gestão por parte dos alunos e das suas famílias. Não é aceitável que se considere que os alunos sejam obrigados a frequentar uma determinada escola, só porque uma decisão administrativa de desenho da área de influência da rede escolar assim o determina.
  • Só uma rede pública de ensino, com regras uniformes e universais, pode garantir uma igualdade de oportunidades a todos os alunos. Também este argumento padece de um enviesamento ideológico de tendência algo totalitária porque esquece que o respeito pela diversidade dos indivíduos aconselha a um tratamento diferenciado de cada situação, assim como isso não é monopólio da oferta pública. Em muitas situações, os meios privados podem assegurar serviços (especializados) que as escolas do Estado têm maior dificuldade em oferecer.

Genial, as usual. Agradecendo à Rosa Medina o lembrete.

Se a Constituição é letra morta, nem tendo sido necessário revê-la para a atropelar na passadeira perante toda a gente, incluindo a Presidência da República, para quê fingir que alguém a fiscaliza?

Líder parlamentar do PSD admite extinção do Tribunal Constitucional

A propósito da polémica que envolve a nomeação dos três novos juízes para o Tribunal Constitucional, o líder do grupo parlamentar do PSD Luís Montenegro considera que “muita coisa pode ser revista”.

vergonha, digo, decoro, digo, accountabality?

Dois dias depois de depor em tribunal, o presidente da CMVM desculpa-se e dá o dito por não dito.

… sem subsídio de férias.

As contas hão-de ajustar-se em algum momento. Basta esperar…

Quer dizer que poderiam ter…

Nova escolaridade obrigatória aprovada

O Conselho de Ministros aprovou hoje em definitivo, após audições, o diploma que regula o regime de matrícula e de frequência da escolaridade obrigatória, entre os seis e os 18 anos.

O documento, ainda não divulgado, tem na versão levada ao Conselho de Ministros de 31 de Maio, a isenção total de propinas, taxas e emolumentos relacionados com a matrícula, inscrição, frequência escolar e certificação.

«A gratuitidade da escolaridade obrigatória traduz-se na oferta de ensino público com inexistência de propinas e na isenção total de taxas e emolumentos relacionados com a matrícula, inscrição, frequência escolar e certificação», lê-se no documento datado do final de Maio.

Ou com quase tudo o que os rodeia?

Níveis de stress afetam relação com os alunos

Metade dos professores portugueses têm níveis de stress que afetam o seu relacionamento com os alunos, sendo mais vulgar encontrar casos entre os docentes do ensino secundário, com mais idade e mais experiência, revela um estudo nacional.

E quantas vezes optam pelo coping solitário ou a mera fuga química?