Segunda-feira, 18 de Junho, 2012


Talking Heads, The Great Curve

Porque de tão contentinhos consigo mesmos, precisam de alguém que os faça descer até, pelo menos, à estratosfera.

Governo faz balanço e diz que fez do país um «exemplo»

Executivo defende que «Portugal já não é hoje notícia pela sua degradação económica»

Mas talvez por vergonha chamam-se prova final (9º ano) ou prova escrita (12º ano, versão 1 e versão 2).

Parece-me tudo acessível, em especial o do 12º ano. Mas que sei eu? Há que questionar os especialistas

Depois destas até sou capaz de esperar que os perus peçam para acabar com a ceia de Natal numa atitude igualmente inovadora…

Estudantes do Secundário pedem fim dos exames nacionais

Alunos consideram que provas promovem a «desigualdade» e impedem os alunos «de concluir os seus estudos».

Associação faz avaliação diferente do Governo às Novas Oportunidades

Depois de o Governo ter apresentado, há um mês, as primeiras conclusões de um estudo encomendado ao Instituto Superior Técnico (IST) – que concluiu que o programa Novas Oportunidades teve um efeito reduzido na melhoria da empregabilidade e salários dos seus participantes –, a Associação Nacional de Profissionais de Educação e Formação de Adultos (ANPEFA) resolveu apresentar um ‘contra-estudo’.

Intitulado Educação e Formação de Adultos em Portugal, uma prioridade, um contributo para vencer a crise, o documento aponta erros metodológicos à avaliação feita pelo executivo, que, segundo defende a associação, inviabilizam as conclusões apresentadas.

O documento da ANPEFA, com 23 páginas, é sustentado pelos pareceres de três especialistas na área da educação de adultos, da metodologia de avaliação e da análise de políticas públicas e aponta, entre outras falhas, a falta de homogeneidade na amostra.

O Arlindo fez estes cálculos. O Ramiro decidiu escrever uma… sei lá… coisa armada em gira, mas sem fundamentação factual. O Luís Braga reagiu e este texto está a circular no FBook, tendo recebido autorização do autor para o reproduzir:

Amigo que me considera, e a quem por isso perdoo ter-me feito esse mal, remeteu-me noticias de uma libélula ribateja que se propõe enviar para as terras nevadas da Heidi e do Mylka, os alunos do Cerco e Vialonga.

Alegadamente, no texto de tal voador que, de tão superior se arroga o direito de chamar parvo a um pequeno (1,65m) “zeco” básico como eu, invoca-se e propala-se a desonestidade intelectual (que o é mais por não ser mentira mas um torção) de que foram esses os agrupamentos de escolas que fizeram mais contratações este ano. Quem for às portas do sol em Santarém percebe agora porque topa pouca água no Tejo: correu toda para certos blogs da internet.

A explicação é simples: primeiro, as escolas TEIP estavam impedidas de pedir professores de quadro no concurso nacional. Foram postas fora do concurso em nome de um dogma lurdista (e não só….) de que as escolas deveriam escolher os professores. Por isso, professores de quadro não podiam concorrer para lá….(por exemplo, na minha há 4 anos que não tenho nenhum professor de quadro do grupo 400 porque tinham de ser todos contratados). Segundo, e paradoxalmente, esse facto tinha também uma explicação financeira: os contratados podiam ser imputados ao programa comunitário que sustentava o TEIP e eram pagos, não pelo OE, mas pelas verbas comunitárias (como trabalhadores contratados fora do quadro). Assim, o Estado poupou com os TEIP e realmente não gastou a mais: POUPOU o Orçamento do Estado. E com os CEF, PIEF, EFA (e os CNO, não esquecer estes enjeitados) e outras coisas ainda foi imputar na chamada CPN (comparticipação publica nacional) parte dos saláqrios dos professores de quadro.

No próximo ano a colocação só de professores de quadro por rearrumação (mesmo que isso gere contratações noutro lado que o OE pagará e se se conseguir) vai fazer com que os salários todos das escolas TEIP (mesmo que sejam menos os professores) venham todos do OE. Assim, para o ano as TEIP, cheias de DACL, vão custar mais dinheiro ao OE, que se poupou neste ano dessa fonte de financiamento.

Este ano, mesmo o Cerco ou Vialonga, foram mais baratos às contas nacionais do que serão para o ano. E ao absorverem DACL vão gerar contratações noutro lado que o OE vai pagar sozinho. O calor fervoroso que vem da Lezíria bem nos podia poupar ao achismo….PS: além disso o pressuposto está todo errado, ou será que um contratado do 1º índice custa mais que um professor de carreira de 3º ou 4º escalão…..?

Luís Sottomaior Braga

Claro que padece dos males apontados aos outros. Fizeram tudo ou quase e o quase está a ser feito. Penso que será de Xalente para cima.

O documento geral fica aqui: Um ano depois_Prestar Contas.

O do MEC tem a sua graça… são 17 páginas sempre a abrir…: MEC Monitor.

Para que ninguém venha a dizer que não sabe o que vem a caminho… por exemplo um GAVE autonomizado…

A partir de hoje e durante o resto da semana. Era para ter começado logo pela manhã, mas já está online. Os meus primeiros três textos já estão na fila, à espera para irem entrando. Clicar na imagem para aceder.

O resumo dos dados para Portugal está aqui. Do relatório completo é interessante recolher alguns dados comparativos, nos quais a percepção da melhoria dos serviços públicos nos últimos anos (desde 2009) parece evidente, não confirmando as recorrentes críticas de que são objecto:

Portugal como o 2º pais onde os serviços públicos mais inovaram nos últimos 3 anos.

As maiores inovações foram a nível central, sendo poucas a nível municipal. O que não deixa de ser curioso porque, por cá, se aponta a municipalização e a proximidade como formas de melhorar os serviços…

A inovação é percepcionada como importante ou muito importante por quase 60% dos inquiridos, estando 20 pontos acima do valor da média europeia.

O principal problema é que, apesar da facilidade de acesso à informação e da sua qualidade, há depois dificudade em aceder a apoios financeiros…  pois…

A tight vote for the euro

FEAR of being forced out of the euro was slightly stronger than anger over continuing austerity at Sunday’s Greek election. It propelled the centre-right New Democracy party into first place, just ahead of Syriza, the radical-left coalition. With 97% of the vote counted the conservatives won 29.7% compared with 26.9% for the leftists. The PanHellenic Socialist Movement (PASOK) came a distant third with 12.3% after a large chunk of its voters (public sector workers, trade unionists and pensioners) had defected to Syriza, lured with promises that the state would not be shrunk if the left came to power.

Antonis Samaras, the 61-year-old centre-right leader, was set to receive a mandate to form a government at midday today from Karolos Papoulias, Greece’s president. After two general elections in six weeks (coalition talks failed after an inconclusive vote on May 6th) a sense of urgency is evident. Global leaders who are gathering in Mexico for a meeting of the G20 group of rich and emerging countries will be watching Greek developments closely. Some see a stable coalition government in Athens as critical for European efforts to prevent the eurozone from falling apart.

Mr Samaras’s refusal to support Greece’s first bailout in 2010 means he will have to work hard at convincing eurozone leaders he is serious about completing fiscal and structural reforms required by the second €130 billion bailout, which the previous coalition government was too timid to undertake. On Sunday night, Mr Samaras sounded statesman-like. Instead of claiming victory in the election, he said: “There will be no new adventures, Greece’s position in the eurozone will not be put in doubt.”

Há denúncias e denúncias. Umas fazem sentido, outras não.Umas trazem fundamentos, outras perdem-se em si mesmas.

Num tempo em que tanto se elogiam as redes sociais como forma de debate instantâneo e de de mobilização em rede para certas causas (lembram-se dos rasgados elogios ao twitter e facebook quanto à primavera árabe?) é ridículo andar no facebook a denunciar que os deputados estejam, no parlamento, a usar o dito cujo, sem que se verifique exactamente o que estavam a fazer.

Acredito que alguns usem as redes sociais de forma menos apropriada ao lugar. Mas… e se em alguns casos estiverem mesmo online a debater, em tempo real, o tema em discussão no plenário com os seus contactos?

Não seria interessante num debate sobre um tema polémico – a regionalização, a ivg, o casamento de pessoas do mesmo sexo, o federalismo europeu – que os deputados da Nação estivessem mesmo a recolher contributos da dita Nação?

Utópico? Ingénuo? Quiçá, mas não seria melhor confirmar antes de atirar a matar?

CONFAP critica os testes intermédios e envia carta ao ministro. Os testes não respeitaram os programas escolares, eram desajustados e as escolas particulares deram mais tempo.

A parte das escolas particulares darem mais tempo é que seria de explorar até porque consta que não é só isso que se passa em algumas situações…

Para contrariar algumas ideias feitas, aqui fica o estudo que já foi uma vez aflorado em comentários aqui no blogue e na imprensa, agradecendo ao DA o seu envio: EstudoUnivPorto.

Um quadro interessante:

Documento da autoria de José Joaquim Fernandes: Estrutura curricular do Ensino Secundário e organização das atividades letivas,