Sábado, 16 de Junho, 2012


Talking Heads, Born Under Punches (The Heat is On)

Goldman Sachs: promiscuidade bancário-política

… e não vale a pena dizer que foi no deserto vermelho, porque não foi.

PR: Cavaco Silva assobiado por populares à porta da Câmara Municipal da Póvoa do Varzim

Do PortadaLoja:

Cavaco nunca esperou por este tipo de coisas. Mas merece-as inteiramente. E vai acabar mal, porque não vai conseguir digerir muitas manifestações deste tipo que tenderão a aumentar. E não são os comunistas apenas, desta vez, porque chegou a hora deste indivíduo prestar contas a sério do que andou a fazer estes anos a fio.

Seguro diz que os tempos não são para jogos partidários

Só peço que exista uma recompensa (europeia, se possível) para este homem depois de tanto trabalho a domesticar a oposição. Faz-me lembrar uma outra personagem e o empenho colocado em adormecer uma certa e determinada contestação.

Poderia argumentar-se que isto é táctico… que espera pelo desgaste do governo e do PSD, para depois aparecer como o grande vencedor em 2013, mas já sabemos que não é disso que se trata.

Porque na minha escola e em todas as outras se aproxima a hora de tomar decisões em relação à organização curricular no próximo ano lectivo, em nome da propalada autonomia;

Porque ainda há muita gente que não analisou as matrizes, e julga que tanto faz como fez;

Porque os lobbies e os oportunismos variados vão fazendo escola um pouco por todo o lado, e muitas vezes defender a melhor decisão implica ter argumentos para enfrentar os interesses instalados ou que se querem instalar;

Decidi partilhar a minha reflexão com todos os colegas a quem o tema possa interessar:

Em defesa dos tempos de 45 minutos

A matriz curricular organizada em tempos de 50 minutos não permite uma distribuição equilibrada da carga horária pelas várias disciplinas e áreas disciplinares no 3º CEB, conforme a seguir se demonstra:

1. É distribuído um total de 1440 ou 1395 minutos como tempo mínimo às diversas áreas disciplinares, ficando ao critério da escola a atribuição dos restantes 90 minutos, de forma a perfazer os 1530 ou 1485 minutos, respectivamente, que correspondem ao tempo total a cumprir.

2. Como às áreas de Línguas Estrangeiras e de Ciências Físicas e Naturais são atribuídos tempos mínimos de 270 ou 225 minutos, com aulas de 50 minutos aqueles valores teriam de ser aumentados para 300 ou 250 minutos, respectivamente, de forma a alcançar um valor múltiplo de 50. Restariam apenas 30 minutos para atribuir, insuficientes para constituir um tempo lectivo.

3. Optando pelas aulas de 50 minutos ter-se-ia assim um muito ligeiro aumento de carga horária relativamente aos mínimos estabelecidos, a saber, 10 a 15 minutos para cada uma das quatro disciplinas em causa, enquanto todas as outras manteriam a carga horária mínima prevista.

4. As disciplinas consideradas estruturantes, Português e Matemática, teriam, com uma matriz baseada em tempos de 50 minutos, a redução de um tempo lectivo relativamente à matriz curricular que actualmente vigora, com a correspondente redução da carga horária de 225 para 200 horas semanais.

5. A matriz curricular daqui resultante seria manifestamente desequilibrada também devido à discrepância entre o tempo atribuído às Ciências Físicas e Naturais no 7º e no 8º ano – 300 horas – e as Ciências Humanas e Sociais – 200 horas apenas, o que contradiz a necessidade publicamente anunciada de reforçar esta área disciplinar.

6. Nas Expressões e Tecnologias, as 300 horas, no 7º e 8º anos, teriam de ser distribuídas de tal forma que 200 minutos seriam obrigatoriamente partilhados entre a Educação Física e o par de disciplinas TIC/Oferta de Escola, sendo que a atribuição de três tempos a EF, como se faz actualmente, implicaria que restassem, para atribuir às outras duas disciplinas, apenas 50 minutos, a partilhar pelas duas. A alternativa seria passar a EF a 100 minutos semanais.

7. A disciplina de Educação Moral e Religiosa não seria passível de encaixar numa matriz com módulos de 50 minutos, ficando as suas aulas com menor duração que as restantes, pois esta, ao contrário do que acontece com as outras disciplinas, está fixada obrigatoriamente em 45 minutos, de acordo com a nota d).

8. A organização da matriz curricular em tempos de 45 minutos permitirá, pelo contrário, a atribuição de todo o tempo lectivo às várias disciplinas e áreas disciplinares, sem minutos sobrantes e com uma divisão mais equilibrada e equitativa da carga horária, como aliás se constata na matriz de referência apresentada pelo MEC.

9. Os tempos de 45 minutos mantêm a vantagem, que tem sido constatada nos últimos anos, de permitirem uma maior concentração de actividades lectivas no período da manhã, uma vez que tornam possível acomodar 6 tempos lectivos neste período. Tendo em conta as distâncias que por vezes os alunos percorrem para chegar à escola e as insuficiências dos transportes escolares, a experiência vem demonstrando que a possibilidade de organizar horários mais compactos para os alunos é também um aspecto importante a considerar.

10. Sendo a solução mais vantajosa para a organização curricular no 3º CEB, os tempos de 45/90 minutos adequam-se igualmente aos restantes níveis e ciclos de ensino que coexistam em funcionamento na escola ou agrupamento, pelo que parecem ser a solução mais correcta e equilibrada possível de ser adoptada, tomando-se como base as matrizes de referência publicadas pelo MEC na sua última versão do documento sobre esta matéria.

António Duarte

Bons profissionais TRAÍDOS

É raro escrever-te e… se considerares que o meu desabafo não é digo de publicação… não o faças! Por mim, trata-se de uma questão humanista e humanitária, que deve ser divulgada!

Hoje, vagueio pela casa… 05:00h da madrugada e não consigo dormir… as últimas noites tenho dormido mal… preocupada com os meus colegas contratados! Refiro que sou do quadro de escola, 5.º escalão… e por isso poderia permanecer caladinha numa tentativa de sobrevivência sem honra.

Reconheço também que não sou imparcial, mas tento dizer com simplicidade e objectividade, portanto com justiça, os tormentos diários que qualquer professor passa, mas não tiveram ainda coragem de dizer! A tal sobrevivência que condiciona uma bajulação constante e hipócrita, o fim da solidariedade entre colegas, o quase desaparecimento de valores tão universais como verdade, justiça, fraternidade e, a nível individual, a ausência táctica de espírito crítico e questionador é que me põe doente!

Tenho familiares directos, que dão aulas há dez anos consecutivos, sempre colocados no dia um de Setembro e para todo o ano. Uma delas de Matemática, e outras duas com pós graduação em Ensino Especial. Outros amigos, sérios e cumpridores, noutras áreas, também, todos eles, pela primeira vez, viram vedado o acesso ao ensino: este ano, o 11.º ano consectuvivo de profissão na docência… Escusado será dizer, que sempre foram pessoas honestas e trabalhadoras, preocupadas com o sucesso de seus alunos, e pagam sempre os seus impostos. Também adquiriram casa própria, porque os governos assim o indicavam como a melhor alternativa para manter a economia (da construção) e noticiavam a toda a hora que poderiam facilmente adquirir casa. Não era assim tão fácil… um banco avaliava o imóvel e mediante os salários dos mesmos, com uma margem de segurança negociavam os empréstimos. Gente trabalhadora… que optava por fazer sacrifícios, mas para ter uma casa própria em vez de arrendar que saía mais caro e levantava mais problemas burocráticos. Porque razão não deviam eles de confiar em quem os governava?

Não é suposto um povo confiar na seriedade de quem elegeu? Este ano, 11.º ano de concurso, foi a 1.ª vez que ficaram de fora…. tragédia: uma já tem o marido desempregado e como trabalhava como independente, nem tem direito ao subsídio de desemprego. Sua esposa apenas conseguiu meia dúzia de horas numa substituição e uma outra não conseguiu colocação em lado nenhum e é mãe solteira. O drama a que assisto é que não querem perder as suas casas, chegando a presenciar a humilhação directa para honrarem os seus compromissos. Porque esta gente tem HONRA e VALORES. Sentem-se traídos pelos consecutivos líderes que elegeram, os quais mentem, enganam, e os transformam em objectos, números e coisos! Triste país este, em que é gente honesta que governa as suas contas, contadas ao cêntimo, que dão o exemplo aos seus governantes, quando deveria ocorrer exactamente ao contrário.

Sinto-me muito triste, com este país e manifesto a minha solidariedade, para com os meus colegas contratados ou do Quadro de Escola. Pois, pior que tudo, ou tão grave, são também os professores do quadro que trabalham até à exaustão, vivem desesperados com um salário que já não dá para as despesas, transformados também em objectos e coisos… onde a sociedade e o estado que os devia valorizar, subtilmente lhes rouba a identidade, os condicionam a depressões graves e mesmo a síndrome de burnout. Tudo em prol de um ensino de qualidade, que os próprios professores sérios defendem e erguem até à exaustão. Porque será que, paradoxalmente, é o próprio País e o sistema educacional o TRAIDOR, que magoa e destrói gente de bem? Já não aguento ver tanta falta de humanidade para com os professores e para com gente séria e de bem neste país!!!!

Defenderei o colectivo dos meus colegas, contratados ou do quadro, que sejam bons profissionais, aos quais o país lhes rouba a esperança e os está a transformar em sem abrigo! Até há pouco tempo pensei tratar-se de alguma dramatização e, confesso de algum exagero ficcional. Hoje, sei que é pura realidade porque lido com eles diariamente! Começo a não acreditar na escola, pela qual tenho lutado, de forma anónima, há mais de vinte anos! A Educação está a morrer e com ela as nossas escolas! Estou a fazer um verdadeiro luto, doloroso, como professora! E como irmã do meu irmão que sofre e que ainda luta por causas justas… estou com sérias dúvidas, neste momento: estarei a enlouquecer….ou deverei mesmo emigrar?

É que num país sem verdade e sem valores… recuso-me a ficar!

Elsa Dourado

P.S Nunca tive nem tenho nada a esconder (com qualidades e defeitos) Não tenho medo de errar… mas tenho como lema procurar errar cada vez menos! Se prescisarem de mais informações, enviarei o BI e o NIF… não vá aparecer uma outra Elsa Dourado, daquelas que mantém o emprego através da bajulação e da hipócrisia e receie a partir desta publicação que começe também a fazer parte do “COISO”

Farto, fartinho, destes gurus de aviário, com egos alimentados a lentilhas de grupos de trabalho.

João Duque. “Isto explode em duas ou três semanas”

(…)

Quais serão as consequências?

Receio que com a pressão que está a ser feita as pessoas possam pensar “perdido por cem perdido por mil”. E vamos embora, logo se vê o que vai acontecer. Mas eu sei o que vai acontecer.

O que é?

Esta gente não vai ter capacidade, nem dinamismo, nem idade para se deslocar, mas vai haver muita gente a encher os carros de combustível e toca a andar. As pessoas vão fugir e vai haver logo fecho de fronteiras. E vão viver muito desconfortavelmente, porque vão faltar bens essenciais. Vão faltar! As empresas deixam de fornecer… Porque é que uma empresa vai fornecer a Grécia se não vai receber e vai arranjar um problema desgraçado? No ano passado pus a hipótese de ir oito dias de férias para a Grécia, até porque gostava de ver o país exactamente numa situação de tensão tão grande, ver os pormenores, cheirar aquilo. Mas não fui por causa das greves. Aterro lá, há uma greve de transportes que me impossibilita de me mover, fico oito dias no aeroporto e nem sequer sei se consigo sair de lá. Não fui. Os que lá estão e não podem podem sair estão feitos! Já estão a passar dinheiro todos os dias, a fazer transferências para acautelar a vida e um destes dias bater asas e vir embora.

O desprezo com que fala dos dramas das pessoas roça o obsceno.

No Demo Crato está a decorrer uma sondagem sobre as eleições na Grécia. As opções apresentadas são escassas mas eu digo desde já que votaria no Syriza como, por cá se a moção de censura do PCP fosse aprovada e existissem eleições, apelaria ao voto no próprio PCP ou no Bloco.

Estou a ser sincero. Nenhuma encenação.

pago, seja o que for, para ver as alternativas a governar. Excluo, naturalmente, a alternativa dos marimba boys, herdeiros do engenheiro.

É algo de que me vou apercebendo com os dias que passam depois do final das aulas dos 6ºs e 9ºs anos e da primeira parte da reuniões de avaliação, em que são lançadas as notas internas.

Confesso que a introdução dos exames e das novidades alterou pouco as minhas rotinas, mas é verdade que eu já pareço uma daquelas tartarugas dos Galápagos, velha e com um carapaça só permeável a mísseis ar-terra (por causa da gravidade, parece que caem com mais força).

Mas há quem tenha sentido um certo tremor, a nível individual ou de escola, e tenham disparado ainda mais as estratégias defensivas, em especial aquelas que se destinam a defender o interesse do todo sobre o dos indivíduos, neste caso dos alunos.

Ao introduzir, até acho que correctamente, no tal I.E.E (que o MEC chamou EFI, lá saberão porquê) uma fórmula com a diferença entre a classificação externa e a interna, o MEC acabou a, indirectamente, fazer muito bom aluno ficar com notas internas (e por consequência directa da fórmula final, na nota final) mais baixas.

Porquê?

Porque, na dúvida, é bem mais racional que agora muitos professores atribuam menos níveis 4 ou 5 a alunos que lhes não garantam um rendimento equivalente no exame. E é natural. Uma descida global de um nível em exame tem consequências negativas para o colectivo escolar.

E vai daí… um aluno que até teria 5 passa a ter 4 na  classificação interna e mesmo que tenha 5 no exame, fica apenas 4 como nota final. A escola ganha com isso (créditos horários), o professor (indirectamente) também e só o aluno se trama.

Porque com um peso de 25-30% do exame na nota final, se for com 4 fica com 4. Mesmo que durante os dois ou três anos (depende do 2º ou 3º ciclo) tenha sido aluno a justificar o nível 5.

Como sou irremediavelmente parvo, devo acabar a prejudicar a minha escola. Dos 25 alunos que irão a exame (numa turma de 27), 18 irão com nível 4 ou 5, aquele que eu acho que mereceram ao longo de seis períodos de aulas comigo, coisa para cerca de 350 delas, algumas na sala de informática para descomprimir e esquecer trabalhos. Mesmo que desçam um pouco, manterão o nível que acho que merecem. Aqui, os exames não lhes farão mal nenhum, a menos que passem de 5 para 3 ou de 4 para 2 e, nesse caso, merecem levar na cabeça. Mas, se apenas descerem um pouco (vamos imaginar… de média de 93% para um exame com 88%, o que equivale a descer de 5 para 4, ou de 73% para 68%, descida de 4 para 3), a nota final ficará aquela que eu atribui. Mas a verdade é que, se metade deles descer aquele pouquinho, a minha escola será prejudicada no cálculo do indicador coiso.

O exame não fará descer nota nenhuma.

Mas o medo com o tal indicador poderá fazer descer a nota interna de muita gente e, desse modo, distorcer negativamente a avaliação final.

É humano mas, como muita coisa humana, penso estar mal.

Mas vai acontecer. E, como de costume nestas coisas, o bem do colectivo pode fazer-se à custa do prejuízo dos indivíduos. Neste caso, os alunos.

E o império do colectivo não é apanágio nem de esquerda ou direita, ao contrário do que alguns gostam de fazer crer. É apenas fruto do desrespeito pelos indivíduss

Fenprof quer penhorar Palácio e desalojar ministro

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou hoje a intenção de penhorar as instalações do Ministério da Educação no Palácio das Laranjeiras para indemnizar os professores por falta de pagamento das compensações por caducidade dos contratos.

Boa ideia! De génio mesmo. Só não percebo porque ainda não começaram a fazer trocadilhos com o nome do Palácio. Das Laranjeiras, ‘tão ver? Wink-wink, say no more?

«Problema de Portugal não é de hardware, mas de software»

Miguel Relvas salienta «papel determinante» do poder local nas próximas décadas em matéria de competitividade.

Por caridade… alguém o cale. Ao pé dele, o Guterres era um tipo sisudo e mal-falante.

Se for, só posso dizer… boas vidas! E… que inveja!

Já sei… são muitos consultores… daqueles do género, quase todos da mesma escola (constava que havia aqui uma da margem sul que tinha quase uma verdadeira selecção de especialistas do tubérculo…).

E assim é mais fácil ninguém ser responsável especificamente por seja o que for.

Educação: Cada exame demora 12 a 14 semanas a conceber

As provas e os exames que os alunos do ensino básico e secundário realizam a partir de segunda-feira demoram em média 12 a 14 semanas a conceber, por 180 professores, segundo o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).

Alcobaça ganha mega-agrupamento com 4156 alunos

Se já foi publicado, desculpem lá, mas os fusíveis andam meio soltos.

Tem uma parte gira de que destaco uns excertos mais saborosos:

Artigo 4.º
Medidas no ensino básico
1 – Sempre que forem detetadas dificuldades na aprendizagem do aluno, são obrigatoriamente tomadas medidas que permitam prevenir o insucesso e o abandono escolares, nomeadamente:
a) No 1.º ciclo, através do reforço das medidas de apoio ao estudo, que garantam um acompanhamento mais eficaz do aluno face às primeiras dificuldades detetadas;
b) Nos 1.º e 2.º ciclos, através do prolongamento do calendário escolar, salvaguardando um número de dias de descanso, nomeadamente cinco dias úteis nas interrupções do Natal e da Páscoa e 30 dias úteis no período de férias de verão;
c) Constituição temporária de grupos de homogeneidade relativa em termos de desempenho escolar, em disciplinas estruturantes, tendo em atenção os recursos da escola e a pertinência das situações;
d) Adoção, em condições excecionais devidamente justificadas pela escola e aprovadas pelos serviços competentes da administração educativa, de percursos diferentes, designadamente, percursos curriculares alternativos e programas integrados de educação e formação, adaptados ao perfil e especificidades dos alunos;
e) Encaminhamento para um percurso vocacional de ensino após redefinição do seu percurso escolar, resultante do parecer das equipas de acompanhamento e orientação e com o comprometimento e a concordância do seu encarregado de educação;
f) Implementação de um sistema modular, como via alternativa ao currículo do ensino básico geral, para os alunos maiores de 16 anos;
g) Incentivo, do aluno e do seu encarregado de educação, à frequência de escola cujo projeto educativo melhor responda ao percurso e às motivações de aprendizagem do aluno.

Nem tudo é mau, mas grande parte destina-se a ter os professores a fazer mais, recebendo menos.

O que é giro é que se tornam os PCA ainda mais excepcionais do que são e se defende o recurso a um sistema próximo do recorrente por unidades capitalizáveis.

Documento completo: SAprojectoDL268-12.

Caros colegas

 
             1. Está em discussão na Assembleia da República uma proposta do governo para a elaboração de um novo “Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo”. Trata-se de uma matéria de grande importância para o nosso sistema educativo e particularmente para o desenvolvimento do trabalho da IGEC e dos Inspectores — constituindo a grande oportunidade para se resolver o grave problema, que tem vindo a arrastar-se desde 2008, da declaração de inconstitucionalidade das normas contidas no art.º 99.º do D-L 553/80 (actual “Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo”), e da respectiva regulamentação em sede da Portaria 207/98, da Educação e das Finanças. Significa isto, de modo simples, o quê? Significa que está esvaziada de consequências a acção disciplinar desenvolvida ou a desenvolver pela IGE(C), com vista a eventual punição de entidades proprietárias ou de directores pedagógicos de escolas privadas, ou à recuperação pelo Estado de quantias indevidamente percebidas. Esta impunidade — ou uma IGEC-de-pés-e-mãos-atados — a quem prejudica? Bem, pondo de parte o Estado e os cidadãos que, como nós, funcionários públicos, pagam impostos — os principais prejudicados incluem-se entre aqueles que no sector privado da educação, atentos à função social das suas empresas e à seriedade e rigor do trabalho que assumem, acabam por ser vítimas daqueles outros que, sob o abrigo da “concorrência desleal”, não se regem senão pela mira do lucro! Esta é uma situação intolerável, a que é necessário e possível pôr fim, através, na circunstância, da discussão em torno da apresentação da citada proposta do governo na Assembleia da República.   
           2. É neste enquadramento — por estarmos absolutamente seguros de que o nosso sindicato, por razões óbvias, pode dar um excelente contributo para uma solução pertinente do problema — que acabámos de solicitar audiências de trabalho, com carácter de urgência, à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República e bem assim a todos os seis Grupos Parlamentares. Estamos ainda a estudar a possibilidade de, após a audiência com a Comissão, realizarmos uma conferência-de-imprensa em Lisboa. A defesa intransigente da Escola Pública, constitucionalmente consagrada, por um lado, e a necessidade de que, no sector privado, o joio não faça secar o trigo, tornam imperiosa uma tomada de consciência pública nesta matéria. Porque, que diabo!, salvaguardado o carácter empresarial de uma e de outra, a verdade é que deter uma empresa que fabrica sapatos não pode ser o mesmo que deter outra que “fabrica” educação e ensino. Existem princípios de justiça e de equidade que não podem deixar de ser assumidos e defendidos. Nós, cidadãos Inspectores, nós, SIEE, transportamos connosco, na circunstância, uma responsabilidade acrescida. E há que fazer um esforço para sermos dignos dela.
            Saudações sindicais!
            Pel’A Direcção do 
            Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino
            José Calçada
            (Presidente)

(c) Francisco Goulão, morador em Espinho, cidade cujo dia se assinala hoje.

Vem com anos de atraso. Lembraram-se agora. Brincaram às moções com o BE, não chegaram à sazão.

Porque não lhes interessava, cabia-lhes bem mais comboios e mais pontes, mesmo que fossem tgv’s a metro, sempre dava para alargar greves nos transportes. Não, com o idiota do d’armani e socas nunca se meteram. Convém-lhes sempre a semeadura do caos, a única que lhes agrada – e a coisa estava em boas luvas.

Relvas devia deixar o Governo

Estudo da Eurosondagem para o Expresso e SIC revela que portugueses não poupam atuação do ministro adjunto no caso das secretas.