… mas fazer mal contas, atirar números para o ar, calcular percentagens de horários perdidos ou de despedimentos garantidos, é um exercício que deve ser feito com base em dados minimamente objectivos.

Ora… que eu saiba, ainda ninguém conseguiu extrair grande sentido das fórmulas constantes nos anexos do despacho normativo 13-A/2012, que vão ter efeitos diferenciados conforme as escolas.

Numa coisa Nuno Crato falou verdade alguns dias atrás… acredito piamente que ele não faz a mínima ideia dos efeitos da aplicação destas medidas nas escolas e no número de professores a não contratar ou a terem de andar a completar horário pelos quatro cantos dos mega-agrupamentos.

O João Paulo chega a calcular em 11,1% o aumento do horário dos professores e em 1 em 11 os professores a despedir. O primeiro número é baseado num erro básico que é esquecer que o horário lectivo já era de 22 tempos de 50 minutos há anos atrás e que a passagem para tempos de 45 fez crescer os horários dos professores em dois tempos supervenientes. O segundo número pode ser aquele ou outro qualquer. Se fosse real significaria cerca de 15.000 professores a menos no sistema educativo público, no próximo ano lectivo. Pode ser que sim, pode ser que não. Neste momento, não há forma de calcular… até porque os resultados dos exames vão condizionar esses mesmos números.

 

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