Sexta-feira, 1 de Junho, 2012


Black Crowes, Hard To Handle

Ainda a coisa não começou e já estou saturado de selecção!

FNE congratula-se com confirmação da simplificação da avaliação docente

A FNE desconhece a legislação em vigor? Mas o que foi mudado?

Bem… enquanto estes se congratulam, os outros anunciam que foram eles que conseguiram a coisa.

estórias da bola quarenta e seis

Como se essa fosse uma despesa relevante… façam menos uns almoços à conta…

Exames nacionais fora do calendário escolar obrigam câmara a despesa extra em transportes

Cá na Terra por muito crentes que sejam… não há nada como…

O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, confessou que quase se engasgou quando esta sexta-feira de manhã tomava o pequeno-almoço e leu que o antigo presidente do BCP, Jardim Gonçalves, recebe uma reforma de cerca de 175 mil euros.

Na TVI24 a branquear o caso Relvas. Lá vão os tempos das indignações blasfemas com os truques do engenheiro… quase todos se aquietam com a proximidade do poder e se tornam responsáveis e crescidinhos

Safa-o um pouco o facto de ter a Ana Gomes, em velocidade de cruzeiro (acelerada, portanto) do outro lado.

Reacções favoráveis ao novo estatuto do aluno: representante da Associação Nacional de directores de Agrupamentos, representantes das associações de pais e duas pessoas na rua.

Tem uns dias, mas continua a fazer-me sor(rir). É como a censura social sobre quem faltar às aulas…

Governo vai à escola lançar programa de voluntariado

O Ministério da Educação lança na quarta-feira o programa “Escola Voluntária”, a que se associa o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vários ministros e secretários de Estado, para incentivar o trabalho em prol da comunidade.

A iniciativa, que tem a colaboração do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, destina-se a incentivar a integração da escola na comunidade, promover a iniciação ao voluntariado, valorizar esta atividade junto dos jovens e dinamizar o trabalho voluntário de todos os que nele queiram participar, segundo o Ministério da Educação.

Pretende-se, assim, incentivar o voluntariado dentro e fora da escola.

Os alunos que participem nestas ações poderão ter no processo pessoal e no certificado escolar o registo da atividade voluntária.

O Ministério da Educação anunciou, esta terça-feira, que será criado o “Selo Escola Voluntária” para distinguir os estabelecimentos de ensino que realizem trabalho voluntário e incentivem os jovens a participar nestas ações.

Bom.

Excepcionalmente bom:

E já agora… como complemento, a pedido de várias famílias…

A lista final (?) para o próximo ano lectivo  está disponível no site do Público (agregacoes) porque no site do MEC até às 16.00 horas ainda era a de dia 18.

Não percebo se isto é amadorismo se é outra coisa.

Às 115 novas unidades orgânicas definidas na primeira fase, juntam-se agora mais 37, sendo 35 novas agregações e duas novas unidades orgânicas resultantes de uma desagregação. Esta informação foi transmitida ontem, dia 31 de maio, às Direções Regionais da Educação para que contactassem as escolas e autarquias.

Nesta segunda fase foram apresentadas propostas e soluções inovadoras pelas autarquias, consensualizadas com os agrupamentos e escolas não agrupadas no respetivo município. Nalguns casos, estas propostas das autarquias ultrapassam o limite de alunos previamente definido, mas pela especificidade dos casos mereceram a concordância do MEC. Ficou ainda definida a desagregação do Agrupamento de Escolas de Alter do Chão (Portalegre), autonomizando o Agrupamento de Escolas de Alter do Chão e a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão. Permite-se assim à escola profissional o desenvolvimento do seu projeto educativo, que apresenta especificidades próprias e características únicas.

Gosto, em especial, da desagregação.

Pelos vistos, a coisa avançou com mais cuidados do que chegou a parecer…

SCUT´s, a auditoria cidadã urgente e necessária

Antes das eleições lembro-me de pessoas e partidos que defendiam essa coisa das auditorias independentes, mas deu-lhes uma amnésia. Ou deram-lhes uma amnésia, para assegurar que as coisas não chegavam até.

A criação de um quadro legal que permite exaurir o Estado em favor dos privados, os quais depois ainda acusam o dito estado de pesar muito na economia e estar gordo, depois de lhe terem sugado todo o tutano.

Almerindo Marques diz que modelo adotado na Estradas de Portugal tem “cobertura legal”

O ex-presidente da Estradas de Portugal (EP), Almerindo Marques, afirmou hoje que o que se fez na empresa “não foi um monstro de ilegalidade”, afirmando que o modelo adotado foi desenhado com cobertura legal.

“O modelo que estava na EP foi desenhado com cobertura legal, de textos legais do Parlamento e do Governo, assinados pelos ministros da Finanças e das Obras Públicas e pelo primeiro-ministro. Portanto, aquilo tinha um fundamento legal”, afirmou Almerindo Marques aos jornalistas, à margem do encontro de bancos centrais de países de língua portuguesa, que decorreu hoje em Lisboa.

Almerindo Marques só se esqueceu de acrescentar que tudo foi também legitimado com a assinatura do presidente da República, o mesmo preocupado com as entrelinhas do Estatuto dos Açores, que até ao momento é das poucas zonas do país a não dar grandes dores de cabeça…

Porque eu não tenho dúvidas que foi tudo legal… como a Parque Escolar foi legal… os Magalhães foram legais

O problema é se as leis eram legais. Porque já nem falo em moralidade…

E nem falo em Tribunal Constitucional, que em algumas matérias revela um interessante conceito de interpretação da Constituição conforme os contextos, esquecendo-se alguns dos seus membros de votar sem ser de acordo com linhas partidárias em assuntos sensíveis.

Mais um daqueles a quem, para soprarem com o vento e devido à completa inabilidade política, arranjaram uma prateleira dourada a partir da qual atira porcos às pérolas.

Se tanta gente é obrigada a emigrar, porque será que este…

“Diminuir salários não é uma política, é uma urgência”

Em entrevista ao Etv, o conselheiro do Governo para as privatizações acusa o Estado de ser “um mau gestor”.

Concordo… quem coloca um ex-quadro secundário da Goldmann Sachs a receber um salário chorudo para dar entrevistas da treta não é mau, é péssimo gestor.

O ex-secretário de Estado das Obras Públicas disse ontem à RTP que admite processar presidente do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias.

Ontem no noticiário da noite da SIC o José Gomes Ferreira explicou muito bem tudo o que se passou, como foi fazendo ao longo do tempo, mas só de forma mais clara a partir de 2010…

Breve resenha do papel do professor ao longo da História

Tempos houve em que o professor dominava todos os assuntos e áreas relevantes do conhecimento. Era o professor-filósofo, ou apenas o filósofo, respeitadíssimo, rodeado por discípulos, procurado por poderosos e cidadãos comuns, pedindo-lhe conselhos sobre decisões importantes e em quem procuravam respostas para questões complexas e profundas.

(Afinal a Terra gira em torno do Sol!)

Mais tarde, dando-se os primeiros passos no sentido dum conhecimento especializado, a Ciência separa-se da Filosofia. Surge então o professor-sábio, respeitadíssimo, conhecedor profundo das áreas do conhecimento a que se dedica. É altamente considerado pela sociedade, de quem continua a ser conselheiro.

(A máquina ajuda e compete com o Homem!)

Com a especialização dentro de cada área, surge o professor-mestre. Este domina muito bem a área que leciona. Seja mais próximo das artes, das letras, das ciências ou das tecnologias, continua a marcar uma presença importante na sociedade, onde é respeitado é tido na maior consideração.

(Deus, Pátria e Família!)

Sobretudo nos regimes ditatoriais, surge o professor-autoridade. É uma pessoa que, enquanto professor, não pode questionar nem permitir que se questione, sendo temido pelos alunos e respeitado pelos pais e pela sociedade em geral. O conhecimento que transmite foi criteriosamente selecionado e anquilosado. Como um prolongamento do Estado, tem também o papel de castigar.

(O povo, unido, jamais será vencido!)

Por cá, no processo que conduziu ao regime democrático, criou-se o professor-amigo, em vigor até há pouco tempo, que é também psicólogo-sociólogo-pai-mãe-estratega-motivador e o que mais lhe puseram sobre as costas. Ensinar tornou-se, para ele, uma tarefa secundária. É pouco respeitado e não tem autoridade, mas deve conseguir resolver todos os problemas que lhe surjam pela frente.

(Uma crise como há muito não se via!)

Agora estamos em fase de instalação do professor-coisa, mais concretamente funcionário-burocrata-acéfalo-deprimido-doente-sobrevivente. Entretém e guarda crianças e jovens. Não deve pensar, menos ainda questionar; apenas obedecer e cumprir, mesmo com aquilo em que não acredita e que sabe ser danoso para a sociedade. Desrespeitado por parcelas significativas de alunos, pais, diretores, governantes e sociedade em geral, o professor-coisa caminha no sentido de se tornar apenas (uma) coisa.

Assim vão passando os tempos, e com ele mudando as vontades. É impossível ou indesejável voltar atrás. Mas deve-se aprender com o passado e com o presente. Contudo, é pouco provável que o professor-professor, a quem peçam apenas que transmita e abra portas ao conhecimento, venha algum dia a existir por estas bandas. A não ser que, entretanto, surja o professor-rebelde, o que também é bastante improvável, pois este será automaticamente afastado, agindo isoladamente.

Junho de 2012

António Galrinho

A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, considera que a política de cortes salariais aconselhada pela troika e seguida pelo Governo pode pôr Portugal a caminho do Terceiro Mundo.

Mas temos o relvas e o espião, o isaltino prescrito e a felgueiras absolvida, o campos dos milhões e o engenheiro filósofo, tudo coisas do quarto.

(c) Francisco Goulão