O costume. O governo anuncia o fecho de serviços ou uma transferência qualquer de competências. Alarido generalizado. protestos. Ameaças. Promessas de contestação até à morte da ideia. Uma nova Maria da Fonte em ceroulas. Uma Patuleia Louboutin.

Que não, que não, que não. Não há dinheiro, é um abuso e etc. Na imprensa regional fazem-se juras de derramar sangue em defesa das populações. Até se começar a falar em envelope financeiro. O tom baixa um pouco, fazem-se reuniões, há algum espaço nos noticiários televisivos e imprensa nacional. Um ministro ardido ou com pouca vontade de se queimar propõe uma qualquer coisa que aparenta salvar a face de todos.

E tudo se aquieta. Como se fosse por artes mágicas de memorandos e entendimentos.

Em especial se os desvarios financeiros, com, pouco ou nada a ver com a prestação de serviços básicos aos munícipes, forem pagos com o aumento de derramas municipais e outras fontes de receita legitimadas pelo Estado central, ainda anteontem um malandro inveterado.

Desta ver é por causa dos Tribunais. Como antes foi em relação aos Centros de Saúde, às portagens, às escolas, etc, etc.

Já não me comovo… pensando bem… já antes me comovia muito pouco.

Já sei que é tudo uma questão de contrapartidas. Aos indignados certos.