A este propósito vou contar, rapidamente, algo a que assisti há uns dias. Um jovem empresário liberal, aluno de um MBA cosmopolita e transcontinental contava, perante audiência selecta, como uma das visitas de estudo na fase em que a coisa académica se passava na Índia era a visita a uma daquelas famílias numerosas e miseráveis lá do sítio (ler O Tigre Branco para confirmar o contexto…). A mim meteu-me impressão que empresários de sucesso fizessem tal visita mas, principalmente, estranhei que a família miserável, como condição para ser observada no seu habitat, não exigisse deixar de ser miserável no dia seguinte.

O regresso da caridadezinha. Isto fez-me um bocado de confusão… “Ajudar uma família” – ajudar os pobrezinhos, cantar-lhes fado e publicar as fotografias no Facebook…

O comentário anexo ao vídeo é do Calimero, mas eu subscrevo por inteiro e por partes também.