Talvez a coisa verdadeiramente mais provocatória que disse na 5ª feira, pelo menos aquela que parece estar sempre fora das cogitações habituais.

Quando discutimos o financiamento das escolas públicas e privadas com contrato de associação com o Estado falamos sempre do mesmo bolo, que é o do orçamento do MEC e do dinheiro dos impostos e temos sempre aquela demagogia habitual sobre o mau uso dos dinheiros públicos.

No fundo, mesmo os liberais andam a tentar saber como obter uma maior fatia de um bem público, que é o dinheiro dos impostos que é alocado para o sector da Educação.

Mas quando começamos a falar de fontes alternativas de financiamento e não falo do aluguer de pavilhões para casamentos e baptizados?

Sem que isso implique que o Estado se retire do sector, mas apenas que permita outras fontes de financiamento, desde que obtidas e geridas com transparência?

Quando se começa – pelo menos, começar! – a falar um pouco a sério da possibilidade das escolas públicas, em especial destas, conseguirem cativar verbas junto de mecenas, ou patronos, ou filantropos, privados com interesse em – porque não? – equipar os laboratórios de uma escola, enriquecer o espólio de uma biblioteca, apoiar as obras de ampliação de uma escola, financiar o embelezamento dos seus espaços comuns?

Quando deixamos apenas de discutir a redistribuição dos milhões do orçamento público e começamos a falar da consciência social dos empresários, dos mais ricos, daqueles que poderiam dar o exemplo e não apenas falar? Há a EPIS, mas não chega.